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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

Saúde mental - até quando o parente pobre

Para quando o acesso fácil e gratuito a diagnóstico e acompanhamento clinico de doentes?

  Há poucos dias fui à farmácia comprar os ansiolíticos que tenho sempre para SOS, e que estavam a acabar - os ditos e a validade da prescrição. Só tinham uma caixa (na receita constava duas), e nem era do laboratório que habitualmente trago. "Esgotado", disse quem me atendeu, "só tenho mesmo esta caixa, mais um bocadinho e não tinha nada para si".   Saí, saquinho de papel na mão com a preciosidade dentro a pensar que esta situação só confirma o que lemos e intuímos: (...)

E os nossos velhotes senhores...

Soubéssemos a alegria que lhes damos com a nossa presença!

  A minha querida sogra sempre teve uma energia que me punha a um canto. Desde que a conheço. E aos oitenta anos, feitos em outubro, não tinha mais de setenta.    Na auto estrada comentámos o mal que esta bodega desta pandemia esta a fazer aos mais velhos. Que já estão com uma esperança de vida tão curtinha e que agora foi cortada a talhe de foice. É um estás vivo mas não vives que dói.    Veio o Covid do filho, foi fazer o teste e também positivou. E depois este (...)

A normalidade (im)possivel

- não é o novo normal, é mesmo a interrupção do meu. Rásparta.

  Hoje acordei cedo. O pikeno, depois de ter tomado um café à 01:00h e outro às 05:30h (ainda me torno acionista da Nespresso...) saiu de casa pouco passava das oito. À pergunta do pai - vais sair? respondeu que ia para casa da namorada. Claro que tinha aulas do curso da parte da manhã, mas nem vale a pena fazer perguntas que a resposta é a) não tive ou b) fiz pelo telemóvel. Ok, ele tem a coisa sob controlo. Assim creio, e espero.   Mas isto de fazer direta atrás de direta (...)

Atrofiei

- o que é expetável e natural.

  Há três dias que estou em casa. Não é nenhum recorde, mas calhou que neste momento quase nem sei respirar corretamente. Este fim de semana não escrevi, já escorregava para este espaço parvo que ocupo agora.    Não é a primeira vez que me sinto assim. Até há dois anos atrás, quando ainda fazia psicoterapia, quando isto acontecia, o meu terapeuta dizia-me "saia. Meta-se no carro e vá até à praia, caminhe na areia. Tem tão boas praias perto!" Na altura encolhia os (...)

E que nunca pares de dançar - a vida às vezes é um dia de sol

- semanário deste confinamento #3

  Passou mais uma semana, e desta vez a foto acima não é minha; esta semana fotografei pouco mais de que as "crianças" cá de casa, e não vou encher o blogue de fotos de gatos... - amanhã ou domingo, vou publicar um post com a apresentação do Ippo, pelo que então terão mais fotos da minha riqueza do meio.   Nestes últimos sete dias aconteceram muitas coisas positivas!     Boas noticias: a sogra teve liberdade de soltura alta, e o cunhado já saiu da área covid, está em (...)

Estamos todos no mesmo barco

- semanário deste confinamento #2

  E passou mais uma semana, a segunda de confinamento, mas a primeira "mesmo a sério", com tudo fechado, escolas inclusive, sem vendas ao postigo, com take away nos restaurantes de rua, enquanto aqueles espaços nas áreas de restauração de centros comerciais, só em delivery.   Ir aos supermercados - e hipermercado - tem sido tranquilo, e andamos todos numa azáfama, é um tirinho entre o momento em que entramos no estabelecimento e aquele em que fechamos a porta do automóvel, (...)

Chorar de barriga (quase) cheia

Há que ver a floresta, e não apenas a árvore

  Há uns dias atrás, no Instagram, deparei-me com o lamento de uma mãe em tele trabalho, uma queixa igual a tantas outras que já ouvi e li.   Calculo que seja muito difícil estar a trabalhar em casa, e a responder às necessidades de uma criança pequena. Fecha o país e esta situação torna-se comum. Soluções? Às vezes não há. Às vezes tem de se vestir a camisola de super mulher e encarar o desafio.    O que é uma merda   Quando são dois em teletrabalho, a coisa (...)

Como sucumbir à ansiedade em menos de um fósforo

... mesmo a bater os pés com força para disparar em direção contrária

  Já sabíamos que a coisa ia piorar. Já sabíamos que quando o tempo frio chegasse, tal como a chamada época das gripes, a coisa ficaria mais difícil. Calculávamos que depois do Natal, se houvesse um alívio das regras - é a economia, estúpido, como disse diretor de campanha de Bill Clinton nas eleições de 1992 - em janeiro se pagaria o preço.   O que não sabíamos é que seria assim. Que iamos passar do milagre da primeira vaga, ao país com maior número de casos por (...)

Disto da proibição das grandes superfícies venderem livros e afins

- é que até era bom se pudéssemos dizer que #ésóparvo...

  Se há coisas díficeis de entender neste confinamento, que as há, a proibição de comprar mais de que artigos de primeira necessidade nas grandes superficies já ganhou o "prémio ponto de interrogação" do momento.    Não é preciso ser um Einstein para perceber que isto não faz sentido nenhum.   Tomemos como exemplo o que me fala mais perto: livros. Em 2020 tive a alegria de ter um hipermercado com uma bancada de livros com descontos de 50% durante todo o ano. E meses houve (...)