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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

04
Out18

Sarah Mckenzie no CCB

Fátima Bento

A noite passada recordei o quanto gosto de jazz - e porquê.

 

IMG_20181003_203633.jpg

 

Como se pode depreender pela foto acima, fui ver Sarah Mckenzie no CCB, e se o quarteto abriu nitidamente a medo, depressa entrou no frenesim tão característico de um grupo com aquela dinâmica.

Cada instrumento era uma voz - e a voz era igualmente um - e faziam-se claros diálogos, discussões acesas, concordâncias e desacordos. Foi absolutamente arrebatador.

 

De menos bom, há a assinalar a frieza da sala. Metade dos espetadores não sabia o que ia ver - deve ter-se ficado pelas palavras Jazz e Smooth FM, e claro, CCB (um local onde é claro que tantos vão menos para ver e mais para ser vistos) e não terá sido monnlight and roses para os artistas. Não houve muita interação, e mesmo quando a musica nos fazia bater o pezinho, poucos o devem ter feito.

 

No final, Sarah apresentou os músicos que a acompanharam, interpretou a última canção e levantou-se. Até para  ovacionar o público vacilou. Depois não parou até os artistas voltarem ao palco, com Mckenzie de lágrima ao canto do olho com o calor que se manifestou naquele momento.

 

E esse foi o medidor exato para o quanto o público ficou aquém do que devia - e não faria qualquer favor, já que os artistas mereciam!

 

IMG_20181004_122049.jpg

 

Certo, o CCB é oficiosamente a "Casa do Jazz", mas é lamentável o snobismo da assistência...

 

Mas o concerto foi, realmente, magnifico. 

 

Obrigada!

 

28
Set18

Book Club - Do jeito que elas querem (perdido na adaptação do titulo, nossa senhora...)

Fátima Bento

Book-Club-Full-Banner.jpg

 

Este filme tem coisas boas. Não são muitas, mas tem.

 

Em primeiro lugar, o elenco. Quase ficamos cegos com o brilho que emana das estrelas (já sei, que raio de expressão...), mas a sério, são quatro GRANDES, muito GRANDES senhoras do cinema de todos os tempos, juntas nesta película. 

 

Uma sinopse telegráfica: Quatro amigas formam um clube do livro, e uma delas, na sua semana, decide introduzir para leitura obrigatória das quatro, o primeiro volume das Cinquenta Sombras de Grey... e digamos que a leitura vai mudar um pouco a vida das sexagenárias (e nas semanas seguintes, à vez, as amigas acrescentam o segundo e terceiro volumes).

 

Então vamos começar pelo começo: a adaptação do titulo original Book Club para Do jeito que elas querem (oy, isto não é português do Brasil?), que me parece de gosto duvidoso - é como se numa fonte pequenina dissesse - as mulheres, mesmo velhas jarretas, são umas maluuuucas!

 

Depois é o subaproveitamento de quatro grandes atrizes (e, exceção feita a Mary Steenburgen, 65, nenhuma é sexagenária - Candice Bergen e Diane Keaton tem 72 anos e a fabulosa Jane Fonda conta com 80 Primaveras...), num filme que não tem alma. É que nem consegue ser uma boa comédia. Esteve em exibição duas semanas e entende-se porquê...

 

E porque é uma pena o filme ser tão mauzinho? Porque aborda um tema tabu que tem de ser falado: a vida sexual na terceira idade, e isso é tão, mas tão importante. Uma boa franja da sociedade ainda olha para as mulheres a partir dos sessenta anos (e às vezes até menos) como pessoas que já não têm vida sexual, desejo. Claro que o sexo aos 60 não é igual ao sexo que fazemos aos 20, mas existe, e é muito importante que assim seja! E este filme fala nisso.

 

Era bom que Bill Holderman, realizador e co argumentista se tivesse investido em fazer um filme mais abrangente, desse um toque um nadinha mais serio ao assunto. E tivesse feito algo em que as quatro Grandes Senhoras pudessem de facto, brilhar.

 

Assim, e tendo em conta que The Old Man and The Gun, o último filme com Robert Redford (recentemente reformado como ator), que estreia entre nós dia 8 de novembro, também afina pelo seu diapasão (sendo já a segunda vez que o dirige), parece que se dedicou a fazer filmes com grandes lendas do cinema americano. Como se isso fosse garantia suficiente de sucesso e qualidade...

 

newsflash: não é!

25
Jul18

Dos policiais e da cultura sueca - é que não dá para separar..

Fátima Bento

 

 

Estreei-me, direi, pela porta grande, com Stieg Larsson. Amei a trilogia Milenium, tanto que parei n'A rainha no palácio das correntes de ar e não li nenhuma dos volumes seguintes, que me têm dito ser bons. Sim, mas não são dele.

Depois li Nesbo. Ó meus amores, fiquei a odiar este autor! Ou tive muito azar com O morcego, ou não sei... como a vida é muito curta para insistir em ler o que me cai mal, li meia dúzia de capitulos e pus de lado. O Victor lá leu, mas confirmou a minha ideia inicial durante a leitura, e quando o terminou: no more JO Nesbo cá em casa!

Depois li Erik Axl Sund... e não me pareceu sueco. Pareceu-me um bom thriller sem nacionalidade, em três volumes.

E mais recentemente Lars Keppler... comecei pel'O Homem da Areia, passei pelo Stalker e terminei ontem O executor. Gostei mesmo muito, particularmente deste ultimo. 

 

Agora, o que é que todos estes autores têm em comum?

 

São suecos. E a cultura sueca é toda uma vivência,que acaba por sair das paginas dos livros ... os suecos são práticos, minimalistas, curtos e diretos. Fogem a tudo o que é excessivo: na decoração, no discurso, na forma de estar... e inevitavelmente na escrita. Os capítulos são curtos, as descrições sucintas, nomeadamente no cenário. É tudo como os móveis do Ikea: rápido a comprar e fácil de levar para casa - a dificuldade vem na montagem, mas essa é a parte divertida para os suecos, penso eu, pôr a mão na massa para produzir (neste caso, montar) algo que lhes vai ser útil e dar prazer.

 

Assim, os autores suecos têm isso em comum: são eficazes. Usam frases curtas. Passam a mensagem na perfeição. Não deixam nada em suspenso (metáforas, o que é isso?). Neste último de Larsson, é incrível que sem se afastar muito destas guidelines (que estarão no ADN dos suecos), consegue imprimir uma velocidade estonteante ao livro... e a repetição dos nomes das personagens (não é exclusivo sueco, é cunho de page turners) aliada ao nome dos locais ajudam a passar esse movimento.

 

Não comecei por amar policiais suecos - tirando Larsson da equação. Foi um gosto adquirido, e neste momento gosto bastante. Não tenciono voltar a Nesbo (embora nunca diga nunca), mas vou arriscar Camilla Lackberg, porque sim.

 

E vocês, gostam de autores suecos? E têm sugestões para eu conhecer?

 

24
Jul18

Dos policiais e da cultura sueca - é que não dá para separar..

Fátima Bento

Estreei-me, direi, pela porta grande, com Stieg Larsson. Amei a trilogia Milenium, tanto que parei n'A rainha no palácio das correntes de ar e não li nenhuma dos volumes seguintes, que me têm dito serem bons. Sim, mas não são dele.

Depois li Nesbo. Ó meus amores, fiquei a odiar este autor! Ou tive muito azar com O morcego, ou não sei... como a vida é muito curta para insistir em ler o que me cai mal, li meia dúzia de capitulos e pus de lado. O Victor lá leu, mas confirmou a minha ideia inicial durante a leitura, e quando o terminou: no more JO Nesbo cá em casa!

Depois li Erik Axl Sund... e não me pareceu sueco. Pareceu-me um bom thriller sem nacionalidade, em três volumes.

E mais recentemente Lars Keppler... comecei pel'O Homem da Areia, passei pelo Stalker e terminei ontem O executor. Gostei mesmo muito, particularmente deste ultimo. 

 

Agora, o que é que todos estes autores têm em comum?

 

São suecos. E a cultura sueca é toda uma vivência,que acaba por sair das paginas dos livros ... os suecos são práticos, minimalistas, curtos e diretos. Fogem a tudo o que é excessivo: na decoração, no discurso, na forma de estar... e inevitavelmente na escrita. Os capítulos são curtos, as descrições sucintas, nomeadamente no cenário. É tudo como os móveis do Ikea: rápido a comprar e fácil de levar para casa - a dificuldade vem na montagem, mas essa é a parte divertida para os suecos, penso eu, pôr a mão na massa para produzir (neste caso, montar) algo que lhes vai ser útil e dar prazer.

 

Assim, os autores suecos têm isso em comum: são eficazes. Usam frases curtas. Passam a mensagem na perfeição. Não deixam nada em suspenso (metáforas, o que é isso?). Neste último de Larsson, é incrível que sem se afastar muito destas guidelines (que estarão no ADN dos suecos), consegue imprimir uma velocidade estonteante ao livro... e a repetição dos nomes das personagens (não é exclusivo sueco, é cunho de page turners) aliada ao nome dos locais ajudam a passar esse movimento.

 

Não comecei por amar policiais suecos - tirando Larsson da equação. Foi um gosto adquirido, e neste momento gosto bastante. Não tenciono voltar a Nesbo (embora nunca diga nunca), mas vou arriscar Camilla Lackberg, porque sim.

 

E vocês, gostam de autores suecos? E têm sugestões para eu conhecer?

 

 

22
Ago17

Férias numa palavra: "CULTURA", primeira semana

Fátima Bento

(sim, com aspas)

 

Eu disse que este ano não levaria um livro, só revistas. Pois que levei um saco cheio (porque é que sou tão exagerada?): para o marido foi a Courrier, a Visão e a Men's Health. Para mim a Biba, a Activa, a Máxima, a Marie France, a Hors Serie da Psychologies francesa - com testes e afins, a Santé e a Top Santé.

 

E (prontx) levei um livro, não fosse dar-me a vontade: o Ove, que andava a poupar... e no qual não peguei.

 

Aliás pegar, peguei na Máxima - num dia em que a temperatura esteve um nadinha mais baixa e tempo enevoado; peguei na Activa noutro dia e consegui ler a crónica da Catarina Fonseca e a do Rodrigo, mas a entrevista com ele ainda está para ler. E andei com a Biba atrás quarto-piscina a semana toda e não passei das últimas cinco paginas (foi, comecei a ler do fim...). Mái nada.

 

Já o Ove em que não toquei... tocou o Victor. Leu-o num instante e, claro, adorou - por isso valeu mesmo a pena ter levado o livro!

 

No terceiro dia, tivemos wi-fi - o que quer dizer que tivemos Netflix!

Vimos assim duas series policiais britânicas, Broadchurch (1ª temporada, e se não quiserem ver as quatro, o último episódio da primeira dá um closure 5 estrelas) e London Spy, porque não estávamos de todo virados para filmes - isso ficaria para a segunda semana.

 

series.jpg

 

A minha banda sonora: carreguei o MP3 com música até não caber mais mas - CLARO! - só ouvi um álbum, em loop - foi Divide do Ed Sheeran (que continua em loop até hoje...)

 

Pormenor: este ano tivemos televisão no quarto: mal chegávamos da piscina carregávamos no on... nos canais de rádio. Como eu sou gaja de hábitos, dá-lhe Smooth FM!

 

- e agora já entenderam as aspas em cultura, no título do post?

 

23
Nov15

Não Tá Fácil : fácil mesmo, é gostar!

Fátima Bento

Estive quase, quase a colocar este post na sexta. Ainda bem que não o fiz. Surgiu como sugestão de fim de semana na Sic Notícias, e pronto, transformou-se numa festa privada, a sala era demasiado pequena para mais gente.

Mas primeiro as apresentações: eles são os NÃO TÁ FÁCIL, grupo de atores que fazem da comédia uma coisa... cómica, divertindo-se a levar a coisa a sério. Para ver de que são feitos, e o que fazem, vão à página de facebook, no hiperlink acima, e vejam os vídeos, que a rir a gente vai-se entendendo...  

... e depois, na hiperselfie abaixo, pois que estou tapada pela actriz-mái-alta...

... hélas...

11205069_910454899046879_194132034670067953_n.jpg

 

Meus queridos, pois que vos desejo muitos 594 dias e nós a ver!

 

 

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