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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

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09
Fev17

O retiro #6 - Do jantar e do que se lhe seguiu

Fátima Bento

Acordei com o tablet a berrar que eram 19:30h. Porquê o tablet? Porque o carregador do telefone tinha morrido pelo caminho - ouviram bem: em casa tinha carregado o telemóvel com ele, enrolei, pus na mala e quando o fui ligar, ele mandou-me dar uma curva. Morto. Até hoje - e estou para descobrir porque é que ainda não o espetei no lixo, mas a verdade é que ainda aqui está!

 

Assim, desliguei o tm e usei o tablet para tudo (o que foi muito pouco), guardando a bateria residual para algum sos.

 

Ora que me vesti, prendi o cabelo (ainda estava húmido) e meti o tablet dentro de uma clutch, por forma a ler qualquer coisa enquanto jantava. Antes de fechar o zip enfiei duas notas na bolsa interior, sem perceber muito bem para quê. Abri a porta do quarto, tirei a chave do suporte da luz e away we go.

 

O restaurante já conhecia por ter passado por ele três ou quatro vezes. para ir ao estacionamento, à piscina... fui muito bem recebida e o jantar estava cinco estrelas. Porque tinha escolhido pensão completa podia escolher de um menu uma de duas opções quer para entrada, como para prato principal e sobremesa. A carta dos vinhos era à parte, e tive opção de escolher qual o vinho a copo - e cujo valor, como soube aquando da reserva, não estava incluído na pensão completa. 

Se alguma coisa poderia apontar não seria nunca o serviço, excelente; terá sido, quando muito, a quantidade de comida que compunha os pratos: excessiva. Mas como há tanta gente que gosta mesmo de comer, nem isso aponto; mais vale deixar no prato que ficar com fome, certo?

 

Ahn, não é bem a minha filosofia, mas ok.

 

Depois levantei-me e perguntei ao empregado, com um sorriso - há qualquer coisa para assinar, não há?

 

Pois que não havia. É que os dados do visa estavam na reserva, mas ainda assim, se era preciso tinham pedido, mas não... TINHAM-SE ESQUECIDO NO CHECK IN DE ME DAR A HIPÓTESE DE DEIXAR O CARTÃO DE CRÉDITO NA RECEÇÃO e pagar o residual no check out.

E então, tinha de ser pago ali, na hora.

 

Olha os deuses a velarem pelo meu bem estar quando coloquei as notas na clutch!

 

O empregado ficou mais atrapalhado que eu. Sorri-lhe e disse 'não tem qualquer problema!' (a ferver por dentro), e paguei. Perguntei onde era o bar porque tinha de digerir o que tinha acabado de ingerir, e o fato de ter acabado de pagar.

Em-di-nhei-ro.

Três-euros.

Num-hotel-de-quatro estrelas! - isto das quatro estrelas não sou eu a ser cagona, mas é que EU acho inconcebível que se passem estas coisas neste "nível".

 

E num hotel renomado pamordasanta! No final da história, digo qual é - para quem não tiver adivinhado até lá.

 

Ora pois que o bar - tcha-na-na-nam! - ficava no lobby. Mesmo na entrada, no lado oposta à receção, em espaço aberto. Eram meia dúzia de mesinhas, e estava composto, havia mais pessoas (gente que jantara em quartos com cozinha, ou noutro lado qualquer) que estava ali a tomar, provavelmente o café - que era, em todo o hotel, What else - e o digestivo.

 

Encafuei-me num canto - ou no mais parecido com um canto que encontrei, e pedi um baileys. Serviço muito atencioso, 'quer que lhe traga uma mesinha mais alta?' para não me dobrar para apanhar o copo. Dispensei, deixem-me lá passar nos intervalos na chuva se olharem bem eu nem estou aqui. Lá puxei do tablet, li mais um artigo da Psychologies britânica.

 

No final, dirigi-me ao balcão para pagar (GRRRR) e subi ao quarto. Direitinha para a cama, deixa aproveitar o smooth feeling.

 

1072960erhcfn6zux.jpg

 

Umas duas horas depois forcei-me a levantar e pus o banho a correr. Aumentei o ar condicionado, juntei os cosméticos, os cubos de açúcar para o banho, a bisnaga do esfoliante e a máscara hidratante. E tratei de mim. E lavei o cabelo com o meu champô, e pus o meu amaciador, e depois de tudo (tipo hora e meia no total, digo eu que não olhei para as horas - nem era suposto) voltei ao leito e tomei a medicação da noite e apaguei a luz.

 

Do lado de fora da janela um vendaval do demo fez-me levantar e desligar o ar condicionado para acabar com o ziiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim de fundo e ouvir tão só e apenas os elementos naturais em fúria.

 

Adormeci embalada pela ventania.

13
Dez16

"Este Natal só damos presentes às crianças", e outras barbaridades afins

Fátima Bento

Esta é uma daquelas coisas que com o tempo se pagam. 

 

E se em termos de educação, neste momento não tenho quaisquer certezas, exceto que devemos fazer o que achamos acertado, o melhor possível, e que seja o que tiver de ser quando forem maiores

(assimcumássim, diz-me a experiência, que NUNCA acertamos, segundo os próprios...),

garanto que esta história dos presentes só para as crianças É UM ERRO. 

 

Ao fazer distinções, sejam elas quais forem, estamos a ensinar que existem privilegiados, que existe uma hierarquia, e que eles estão no topo.

 

(assim um bocadinho como no 'Animal Farm" do George Orwell)

 

Estamos a adulterar o principio de dar e receber - estamos a dizer, toma lá e nem é preciso agradecer, mesmo que lhes digamos, vá, diz obrigado ao tio. Aqui mostra-se o obrigado com o V de volta na forma de um presente, mesmo que simbólico. E eles, pequenos, têm de ver que os adultos, entre si, têm o mesmo valor: também trocam mimos e objetos - mais uma vez insisto, independentemente do valor - porque os grandes também são gente, e têm tanta importância como os pequenos.

 

Não devem bailar frases (às vezes durante semanas, a espaços mais ou menos certos) como 'ah, é um dia como outro qualquer' , 'não quero que me dêem nada', 'este ano não dou nada a ninguém só aos mais pequenos'.

 

A colheita de tais frases e exemplos pode muito bem ser,por sistema, vir o Natal e eles nem sequer pensarem em oferecer o que for a  quer que seja. E expandirem tais hábitos a aniversários e afins

 

MAS

 

vão sempre contar com as suas como certas. e sentir-se injustiçados se assim não acontecer.

 

Sim, estamos a criar uma geração de mimados imaturos. Estamos.

 

E se começarmos por podar estes erros? 

 

Não há dinheiro suficiente? Baixa a fasquia para dar para todos. Em vez do IPhone 7, recebem um 4 ou 5. Em vez de receberem roupa Zara, que seja Primark... não é Barbie, tem direito a ser batizada por quem a recebe. Não é Chicco, é marca branca (mas certificada)... e para os adultos, se mais não puder ser, uns bombons caem sempre bem. Ou umas bolachas... ou... ou...

Baixemos a fasquia e que hajam presentes para todos os presentes!

Feliz Natal!

present-giving-e1324656038428.jpg

 

21
Mai16

Em prol dos alunos marchai marchai - 'ATÃO' NÃO?

Fátima Bento

A serio.

Continuem a mandar as criancinhas armadas de porta estandarte para a frente dos colégios, que, paizinhos, só vos fica bem. Então claro que os senhores diretores e gestores dos colégios onde vocês acham que têm o direito de exigir que eu pague uma boa parte para os vossos infantes terem uma educação não-tão-boa-como-acham, mas pronto

[sim, conheço quem tenha dado aulas, mais de um professor e em colégios diferentes, e garanto: as notas são altas e eles vão para os rankings cantar vitória com a posição atribuída, mas a verdade é que o próprio pessoal docente muitas vezes está sujeito a uma pressão desmesurada para facilitar as notas (mais) altas...]

porque os diretores-slash-gestores financeiros desses estabelecimentos de ensino estão muito interessados no futuro dos alunos, ó:

escolas.jpg

(pois clicai na foto e ide ler...)

 

Estão-se a ca*ar para os alunos, é o que é! A c*g*r! Digo eu que perdi 8 anos da minha vida em Associaçõies de Pais (em escolas publicas), concelhias, distritais, e com um pé na nacional, mas recuei a tempo. 

É tudo a mesma me*da, e quando entra dinheiro na equação, estala o verniz na imensa nódoa do melhor pano. Juntem-lhe poder e prestigio e têm o remalhete em que sacrifícios humanos são meras casualties of war.

Mas vós podeis sempre acreditar no Pai Natal.

Mas eu não pago as prendas... tem mesmo de ser o Pai Natal.

PS: haverão, tenho de acreditar, excessões nesta paisagem infestada de aves de rapina. Mas esses serão, sim as verdadeiras casualties of war. Lamentávelmente.

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