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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

21
Dez17

Como se o Espírito Natalício não andasse pela hora da morte...

Fátima Bento

Hoje meti-me no Rocinante e dirigi-me ao Rio Sul, aqui mesmo ao pé, para comprar as coisas necessárias para o jantar de Natal. Acessos desimpedidos, ó pra mim toda feliz!  Até que entrei no estacionamento. Dei a volta ao piso intermédio - não cabia nem uma agulha. Desci ao piso zero. Idem aspas. Subi ao piso superior, ao ar livre: pensa outra vez. 

 

Perdi quase meia hora nesta brincadeira. A deitar fumo pelas orelhas, desandei e fiz-me a caminho do Almada Fórum, que assimcumássim tem um estacionamento XL. Ou XXL

 

Acesso desimpedido - quando vamos lá ao fim de semana ao cinema, costumamos apanhar mais carros na estrada de acesso. Boa! Pensei.

 

... pois pensa outra vez. Entrei para o piso -2 (o piso -1 é impossível, tipo, sempre, a qualquer hora do dia, em qualquer altura do ano). Entrei na boa e... estaquei. Seguiu-se uma hora. Ouviram bem, 60 minutos, 3600 segundos parada e paradinha

 

Gente, eu não me chateio com engarrafamentos. Eu não sou claustrofóbica. Mas foram os sessenta minutos mais compridos de que tenho memória. Chegou a um ponto em que JURO, que se às tantas um carro saísse mesmo ali ao lado, eu já não encostava, porque duvido que conseguisse fazer mais de que seguir em frente ou virar numa placa de sentido obrigatório, lá agora estacionar!

 

Saí de lá vesga, mal disposta, semi ensurdecida pelos idiotas que se lembravam de buzinar - porquê caralho, porquê, se ninguém tinha asas????? - e com as forças e escoarem-se. Lá me raspei, parei na área de serviço da autoestrada -- que a brincar a brincar, arrumei com o depósito de combustível - e fui ao MacDonalds. E juro que não me soube a nada.

 

No regresso apanhei (mais um) congestionamento junto ao Rio Sul Shopping (mas esse já e normal). E fui ao Lidl, para diminuir a lista de compras tanto quanto possível... estive UMA HORA no Lidl. Uma hora! E tenho metade dos itens para comprar... amanhã sem falta, que diz que sábado e domingo os hipermercados estão em greve (ah valentes!)

 

De modo que se ele (o Espírito) não tinha ganas de pousar no meu parapeito, agora voou para longe!

 

Saí de casa antes das 15h e cheguei já passava das 18h.

 

Irra!

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27
Jun17

As merdas que trazemos dentro da mala*

Fátima Bento

Ontem foi um dia comprido. Caramba, que foi um dia loooongo. Quando finalmente voltei de Lisboa trazia o saco* a deitar por fora. Literalmente.

Horas antes, quando ia a entrar no estacionamento da Fertagus, e a maquina me cuspiu o talão para posteriormente proceder ao pagamento do mesmo, comecei por colocá-lo no assento do pendura, ao lado da mala* de forma visível - o silo da estação, a cause da ecologia (o raio que os parta) tem detetores de movimento e ligam as luzes quando as viaturas passam MAS no local onde estaciono o Rocinante, a lâmpada está fundida há aí... um ano ou dois (já me queixei, mas não adiantou de nada). Entrei as usual no mesmo de máximos ligados, estacionei, tirei o cartão de viagens na mala* e porque estava EM CIMA da hora do comboio aparecer, coloquei o do estacionamento 'lá para dentro', dizendo para os meus botões que mal entrasse no comboio o retirava e colocava em lugar seguro.

 

CLARO

 

que nunca mais me lembrei.

Ora quando regressei e chegou a hora de pagar o parque, literalmente mergulhei no saco* à procura do mesmo. Hun-hun... sentei-me num banco, cansada, a remoer deixem-me ir embora!!, e a espreitar para dentro a ver se o via... claro está que comecei a tirar coisas: saíram a Biba, a revista do Celeiro e os folhetos promocionais do Continente. Nada. Saíu o hidratante que tinha acabado de comprar antes de me enfiar no comboio, mais o iogurte liquido e a saqueta de bolacha maria. Continuávamos em branco. E eu a rezar aos santinhos todos os talões de compra não, os talões de compra não que era uma pilha amarfanhada de envergonhar qualquer um. Tirei a bolsa grande - que guarda os auriculares, o e-reader, lenços de papel, toalhitas húmidas, e mais um ror de coisinhas que sem bolsa me fariam mergulhar a espaços temporais mais regulares no supracitado saco* - e a pequena - que guarda o protetor compacto, o bálsamo labial...

 

 

Pouso tudo no espaço ao meu lado no banco, e fico com espaço para remexer no saco com uma visibilidade razoável. Depois de duas remexidelas no caldeirão, eis que ele surge perante os meus olhos. Agarro-o Ah! caraças (não foi bem esta a palavra que se e assomou ao espírito) que já posso ir pagar! Pego no resto e enfio no saco - menos as revistas e folhetos, que foram numa braçada. Lá paguei o raio do parque, e quando descia ao silo, deixa tirar as chaves... Levo a mão ao saco*... e o resto é história.

Outra vez...

 

 

*chamar-lhe-ia carteira, bem sei. Mas com a quantidade de tralha que aquela coisa que me pendia do ombro transportava, não lhe chamar alforge já é uma sorte...

 

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