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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

31
Jul18

Ó da guarda!

Fátima Bento

Cansaço, exaustão, a ansiedade ao flor da pele, sensibilidade mais de que qb, uma vontade nem sei de quê.

 

Começar um livro, ler as primeiras paginas e colocar de lado (acho que vou ter de largar a Koomson e começar o único Kepler que tenho em casa por ler, já que parece ser a única coisa que me agarra neste momento; e ainda assim tem de passar o teste das primeiras duas paginas).

 

Pensar no todo e ver tudo enevoado - é aqui que entram as listas que vou fazer já de seguida. A cabeça não está no sitio, e é o cansaço, e a ansiedade, que me ganham aos pontos. Os gatos a bufar irritam-me, vou pôr ordem na capoeira e chego à conclusão que podia ter ficado quieta, eles entendem-se! 

 

Tenho de sair, de ir pôr dois pantufos novos no carro e fazer mais meia dúzia de coisas, e baralha-se na minha cabeça a decisão de quando fazer o quê (é pá, vai e faz, porra!)

 

Estou mesmo cansada. Aquele cansaço que nos deixa à beira das lágrimas sem razão, por pura exaustão.

 

Acho que vou tratar do que há a tratar agora, aproveito e tomo o pequeno almoço fora de casa - não tenho mirtilos, (porra!), para pôr no iogurte, e isso este momento parece-me ser a coisa mais importante do mundo...

 

Acho que não há nada como sair de casa, já. 

 

E vou levar A vidente comigo, que os pneus é coisa para demorar de 30 a 45 minutos... logo mais logo troco as fotos aí ao lado.

 

Inté.

 

anxietea.jpg

 

#nãovásdefériasnão

 

19
Nov17

Há dias assim

Fátima Bento

... e depois nós permiti-mo-nos desabar sob o peso das coisas que nos sufocam, prendem os movimentos, embaraçam os pensamentos. E encostamo-nos na almofada e deixamo-nos ir até onde for, para ser possível recomeçar a continuar os dias. 

 

E o cinzento antracite dos dias duros, a exaustão que não foi possível driblar dá tréguas, e o casulo do edredão pesa-nos nos olhos e quando os voltamos a abrir, já não há a angústia pungente, nem o esgotamento que nos rói as canelas.

 

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Fazemos reboot, levanta-mo-nos e eles, aqueles que nos amam, estão ali, à nossa espera.

 

E vale tudo a pena. Outra vez.

 

17
Jun16

Coragem ou cobardia? Existe sequer discussão?

Fátima Bento

Há uns dias atrás almocei com uma amiga que já não via há algum tempo. Pareceu-me um pouco abatida e deprimida, o que relacionei com o facto dos seus problemas na tiróide terem descolado, e os nódulos estarem bastante maiores, sendo que se preparava para fazer uma biopsia.

O triste disto tudo é que a vida da minha amiga está tão enrolada, tão cheia de nós e embaraços, que, quando lhe disse: "Calma, vais ver que vai correr tudo bem", ela olhou-me nos olhos, bem no fundo, e disse-me com uma tranquilidade misturada com tristeza, que me desarmou:

"Preferia que não".

Assim.

Fiquei a olhar para ela e em segundos acorreram-me à mente os 'N' casos que todos conhecemos, quanto mais não seja de ouvir falar, de pessoas que 'com a vida perfeita' se suicidam, semeando a perplexidade entre os que ficam.

A minha amiga confidenciou-me estar farta de lutar (conhecendo a história de vida dela, não posso deixar de entender), se sentir extenuada, e ter vontade de largar tudo, bater com a porta, mas não querendo magoar quem ama e sabe que a ama. Então, disse-me com uma lógica desarmante, uma situação terminal seria a solução perfeita: ninguém se sentiria abandonado, e ela poderia finalmente, descansar. Claro que seria doloroso e desesperante, mas com dor e desespero já ela tivera contato, e para mais, "nunca pensaria ir para o céu [é uma ironia da própria] a cantar o fandango e a tocar castanholas".

Fiquei colada à cadeira, a mexer o café sem conseguir encarar aqueles olhos claros que não se desviavam de mim. 

Dizer-lhe o quê? Incorrer naquele lugar comum de fazer um inventário do que ela tem de bom na vida - segundo a minha pessoa? Ou, pior, entregar-lhe numa bandeja aquele outro, sem qualquer tato, "não-digas-disparates" (e-não-digas-que-vais-daqui).

Pensei que dava tudo por um digestivo ou um ansiolítico. Levantei os olhos e encarei aquela mulher forte, e senti-me uma alforreca. Uma mulher que encarava a morte sem pestanejar. E eu a arfar por um calmante...

Respirei fundo. Devolvi o seu olhar profundo, e pus a minha mão sobre a dela. Depois de um silêncio cúmplice, disse-lhe:estou a aqui. E aqui estarei.

 

E juro que vou cumprir a minha promessa.

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