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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

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06
Mar18

Final do Festival da Canção: Ten Points*

Fátima Bento

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No que diz respeito à final do Festival da Canção, começo já por dizer que achei o palco digno da final doméstica do país anfitrião. Estava grande, tinha muitos pixeis, e os projetores faziam a dança up-down nos trinques.

A apresentação da Filomena Cautela e do Pedro Fernandes esteve um pouco eufórica demais para o meu gosto (era só assim um bocadinho menos, mas se calhar sou eu a embirrar...), só faltou porem o pessoal a fazer a hola.

A Filomena estava linda com aquele vestido com efeito trompe l'oeil, e o Pedro ia igual ao que seria de esperar. Estava bem.

 

Agora as canções... para inicio de conversa, o som estava estupendo (o que me leva a pensar no que terá acontecido nas duas meias finais...) e finalmente as vozes e a musica estavam em combinação perfeita. Letras que não tinha conseguido entender até ali, ficaram claras. Vozes que se perdiam em meio ao volume da musica fizeram-se ouvir. Tecnicamente esteve tudo tão-perfeito-quanto-seria-de-esperar. E excetuando isso, nada mais se podia fazer pelas musicas e interpretes.

 

Não vou desfiar as participantes, até porque não há muito a destacar... houve quem cantasse melhor, houveram vozes que não combinavam com a musica - a menina do jazz que se deixe destas avarias, que pode ter uma excelente voz para o estilo habitual, agora para a musica que defendeu, definitivamente não tem. A Anabela teimou ir cantar uma musica muito alegre, com um cheirinho a Brasil - não estivesse o autor a viver lá - com o pires da chávena do café agarrado ao dedo. Estava a tomar a biquinha, e chamaram - ó Bela, agora és tu!, e ela saiu desabrida, com o pires na mão. A chávena ainda lha tiraram, mas o pratinho seguiu com ela... e lá disfarçou como pode e tal isto aqui é um anel... (ok, acho que não teve piada...). As meninas que cantaram o Patati Patata insistiram na fatiota estilo as roupixas que eu fazia às três pancadas para o carnaval da escola da minha filha - credo, só de pensar naquela imagem no palco da final europeia fico com vertigens...

 

O Janeiro voltou a criar-me uma emoção discreta. O Peu esteve tão bem que me deixou de boca aberta (não vamos falar do casaco, que linha A para mim é para vestidos e saias, nunca para um casaco masculino, a menos que use calças de montar por baixo, daquelas com volume nas coxas... e ainda assim...).

 

Mas o busílis esteve mesmo entre as duas primeiras colocadas, O Jardim e Para Sorrir Não Preciso de Nada.

Eu já tinha deixado num comentário num outro blogue a pergunta Mas sou só eu que não gosto da canção da Isaura? No domingo tive a resposta definitiva: Sou.

 

A única canção que me colocou uma ou duas - não mais! - borboletas a voltearem no estômago, foi a de Catarina Miranda. Para Amar Não Preciso de Nada era a mais bonita das catorze, e penso que representaria bem o nosso país. E ela é um pequeno torrão de açúcar, uma fada de algodão doce.

 

Já a Cláudia Pascoal ouviu os conselhos de alguém a respeito da sobreteatrealização que imprimiu à interpretação da canção na meia final, e apresentou-se mais contida deixando uma gota de emoção embargar uma das notas finais - repararam que a mesma gota na mesma nota voltou a embargar a voz na repetição da canção? Milimétricamente...

 

Sinceramente, continuo a não gostar da canção e acho que só passaremos para as semi-finais do próximo ano por respeito ao país anfitrião, na hora das votações. Que ninguém se iluda com uma grande classificação, que não vamos ter. 

 

E livrem-se de se sair com o argumento ah o ano passado também ninguém acreditava no Salvador e ele foi lá e ganhou aquilo tudo.

 

Pois foi. Mas nem a Isaura é a Luísa nem a Cláudia o Salvador. E muito, mas muitíssimo mais importante, 

 

O Jardim não é Amar Pelos Dois.

 

* E são só Ten Points porque ainda há espaço para melhorar - e neste momento não tenho duvidas que isso vai acontecer.

 

02
Mar18

Momento "lágrima no canto do olho" do dia, e porque não há ninguém na corrida que provoque esta emoção?

Fátima Bento

 (vejam isto em full screen)

 

Já aqui disse que isto este ano não é para ganhar. Mesmo. No entanto poderia haver qualquer coisa que nos desse um arrepio, um frio na barriga, uma canção que pensássemos olha que bem que ficava naquele palco... lamentavelmente, a provocar estas emoções, não há nada.

 

Previsões? Com o Diogo fora na corrida, aposto as minhas fichas todas no Janeiro, porque me enternece de alguma forma, e é tranquila e calma. As fichas todinhas. Se ganhar qualquer outra, vou sentir-me francamente desconfortável... este festival pautou-se por uma imensa falta de qualidade - será que os compositores este ano entraram em pânico quando foram convidados? A imagem que se cria quando fecho os olhos, é cada um dentro de um carrinho de choque de feira, às voltas, sem saber se avança, se recua, nem se vira à direita ou à esquerda... bem sei - ou calculo - que isto do festival seja um campo tão aberto que deixa qualquer um sem balizas. Mas eles só têm de ser fiéis a si, e esquecer o barulho das luzes (que esqueceram praticamente todos, ao menos isso) e darem o seu melhor.

Recuso-me a acreditar que num país onde se faz música tão boa, só uma compositora tenha tido intuição para a canção que nos trouxe aqui...

 

Ok, em Lisboa estamos à espera do que virá de Guimarães... e do resto da Europa - e arredores...

26
Fev18

Isto não é para ganhar!!!

Fátima Bento

(felizmente...)

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Há uma regra de protocolo que leva a que o anfitrião não brilhe mais que os convidados, em qualquer festa. E para além disso, não aguentamos esta despesa imensa dois anos seguidos. 

Portanto, é ponto assente: este ano não é para ganhar.

 

Não quer isto dizer que anything goes: ah, que não goes, não! Temos de estar à altura de país anfitrião - subentendendo-se não chocar com a canção do ano passado. Felizmente, em 26, temos duas canções parecem estar à altura. O que por si só a mim desilude um bocadinho (grande) mas enfim. Temos o Janeiro, com a canção Sem titulo, da primeira meia final, sensível e melódica, e a Canção do Fim do Diogo Piçarra, na segunda, envolvente - o quarteto de cordas faz quase tudo pela canção, até nos faz esquecer letra... ai a letra é tão pobrezinha, Dioguinho...

 

Sabemos todos - então não sabemos? - quem vai ganhar no próximo domingo. Acho euzinha, que nos representará bem na posição em que nos encontramos.

 

E já agora, Itália... já viram/ouviram? Espreitem aqui a canção, e a mensagem da mesma que por via da segunda se arrisca a uma classificação de peso neste eurofestival... já que como canção, (me) deixa um bocado a desejar...

 

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