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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

25
Mai18

Pequenos detalhes que fazem tudo valer a pena...

Fátima Bento

Ontem, quando vinha a chegar, fiz uma pequena viagem no tempo - andei assim uns 17 ou 18 anos para trás num ápice. A rádio começou a passar a canção abaixo - vale a pena ver o vídeo, tem a letra, e é sobre ela que incide o que vou contar a seguir.

 

 

Partindo do principio que viram o vídeo e leram a letra - foi, não foi? - sabem que é a que pontua a história da gorila que adota o bebé Tarzan. Para mim é a musica mais bonita de todos os filmes da Disney - pelo significado.

 

Por isso, quando o Tomás era pequeno - nasceu em 96, o filme é de 99 - eu cantava sempre esta canção para ele adormecer. E continua a dizer-me tanto como naquela altura, quando a cantava para os meus dois pikenos (dormiam em beliche e eu ficava com eles até o pequeno Tomás adormecer), como me disse quando o meu pai esteve doente e faleceu, como me dirá enquanto houver alguém que eu ame tanto, tanto...

 

Fiquei no carro, já depois de estacionar, a escutar a canção até ao final. Quando estava mesmo a acabar, aparece o meu filho, a caminho da escola de condução, e acabei por lhe dar boleia. Contei-lhe qual a musica que estava a ouvir antes dele chegar

 

"Ih!, a musica que cantavas sempre, para eu adormecer! ainda hoje, quando não consigo adormecer, a canto baixinho!..."

 

E assim, com esta frase, o meu marmanjo de quase 22 anos fez tudo valer a pena. Todos os 262 meses e meio (+9)!

 

Obrigado, rapazão! Canta-a um dia aos teus filhos, com o significado em mente...

tarzan final.PNG

 

22
Mar18

Purga

Fátima Bento

sadness.jpg

(via

 

Como sabem não tenho escrito. Nem é à falta de assunto... fico a olhar para o cursor e acabo por fechar a pagina. E esta é a metáfora perfeita do que têm sido os meus últimos dias. 

 

Olho e fecho. Dou meia volta, e só não mudo de ares (por algum tempo) porque não só não dá jeito como não seria justo. Mas juro que a cabeça às vezes fica tão cheia que me apetece abri-la e lavar todas as pecinhas com lixivia. 

 

Não estou a falar de problemas inventados, estou a falar de factos que nos moem por dentro, e não têm fim a vista.

 

A vida é uma coisa complicada.

(e isto é um eufemismo, e não se aplica só à minha)

 

Um dia talvez fale disso, hesito porque envolve mais gente e eu e acho que não devo; mesmo a rebentar, a querer mandar tudo para o ca%&lho e bater com a porta com a delicadeza de fazer as dobradiças saltarem, acho que a privacidade dos meus filhos tem de ser respeitada. Com maior ou menor mérito da parte deles, mas com o mais possível da minha parte.

 

Vocês desculpem, estes posts mimimi são uma merda... mas a única forma que tenho de amanhã me sentar em frente ao Teclinhas e escrever alguma coisa (gente, eu ando a estudar um tema para abordar, pamordasanta!), passa por despejar a alma hoje, na medida do possível.

Não posso, não consigo fingir que fiz uma pausa porque fui a banhos para as termas, ou quejandos.

 

Não, eu fiz uma pausa porque a montanha de porcarias aumentou de tamanho e a minha força foi-se com os porcos. E eu sentava-me aqui, abria o dashboard e só pensava em tudo o que não podia escrever.

 

Fotografei, passei para o pc fotos para posts, mas não foi possível escrever. Senti como que me mentia. Porque não estava tudo bem. Não estava NADA bem.

 

E nem é varrer para baixo do tapete: é olhar os problemas nos olhos, falar sobre eles em terapia, mas como disse hoje, estar farta de me ouvir falar sempre do mesmo. Porque não tem fim. Porque, porque, porque.

 

Mesmo que não tenham entendido nada, ou tenham entendido pouco, obrigado por estarem aí e lerem esta forma de regurgitação, por forma a amanhã tentar fazer aqui a chafarica voltar ao normal.

 

Um beijo para tod@s!

 

09
Out17

O último tabu

Fátima Bento

Poucas mulheres admitem mas há aquelas que se arrependem de ter sido mães. Ou por pressão da sociedade, ou porque receiam sentir-se incompletas mais tarde, ou...ou...

 

Assim como já não são poucas são as que decidem NÃO ter filhos. E essas são olhadas de lado porque "qual é a mulher que não quer ter filhos?" ou "há lá coisa mais mágica de que sentir um bebé a desenvolver-se dentro, dar-lhe vida?" e outras frases que já toda a gente ouviu.

 

Pois que entre o primeiro e o segundo pressuposto existe acima de tudo honestidade e auto conhecimento. E confiança nas próprias decisões. Há de facto mulheres que se arrependem de ter tido filhos: saiu há pouco tempo o livro Mães Arrependidas, onde Orna Donath, socióloga israelita, entrevistou 23 mulheres que assumem arrepender-se de ser mães (com idades entre os 25 e os 65 anos). Este trabalho incide principalmente sobre o peso da sociedade e o arrependimento tout court. Ou seja, acaba por ser a fusão das duas ideias atrás apresentadas: as primeiras que gostariam de ser as segundas, e se arrependem por, por diversas razões, não terem conseguido ser capazes de ter assumido o NÃO, porque ser mãe não era o que queriam.

 

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Há outro caso, mais comum e que igualmente escondemos nas costuras da roupa interior: aquele sentimento de porque é que eu tive filhos / a vida seria tão mais fácil sem filhos / se eu voltasse atrás não tinha filhos, que todas as mulheres de vez em quando pensam, dizem para os seus botões ou em voz alta. E essas não estão arrependidas de terem sido mães, e se voltassem atrás não mudavam nada!

Mas o stress que grassa na sociedade atual, o comportamento tirânico dos filhos - sim, deixemo-nos de eufemismos, as crianças de hoje são pequenos tiranos desde a mais tenra idade! - apontado ao nosso lado mais sentimentalóide entretanto esmagado por arremessos verbais, que repetimos a nós próprias serem próprios da idade/fase/personalidade do infante, levam-nos àquela beirinha da falésia em que queremos, por segundos, deitar fora o bebé coma agua do banho - a bem dizer, nem nos importamos de ficar com a agua.

 

E isso é mais que normal: é até saudável, se conseguirmos entender que é um libertar de vapor, o "sangrar" a máquina da roupa quando lhe abrimos o filtro, o dar um grito a plenos pulmões para encher depois o peito de ar e retomar o caminho que traçámos antes, e que se encheu de curvas e contra curvas que não conseguiríamos adivinhar. E sem as quais a vida seria, numa palavra, chata.

 

Ok, existem casos e casos (e sei do que falo), mas regra geral, seguimos o nosso percurso sabendo que gostamos tanto deles e que a nossa  vida não seria a mesma se eles não fizessem parte dela, não existissem.

 

o-ANGRY-MOTHER-BLACK-570.jpg

 

Vem esta reflexão a propósito da pergunta da Angela:

 

se, olhando para trás, teria deixado de trabalhar para estar com os filhos a tempo inteiro... 

 

A resposta não é tão simples quanto parece, porque entram mais duas premissas nessa decisão. Quando a Inez tinha 7 e o Tomás 2 anos, eu voltei a trabalhar, e fi-lo durante um ano, mas com uma interrupção: foi-me comunicado que ou receberia a minha avó (que foi no fundo a minha verdadeira mãe, e tinha na altura 90 anos) em casa, ou esta iria para um lar. Estando a segunda hipótese fora de questão, recebi-a, e a estrutura criada para tal não funcionou, pelo que tive de me demitir para ficar em casa: eu, uma criança de 2, outra de 7 e uma de 90, tendo eu uma personalidade depressiva. Escusado será dizer que quando a avó voltou para casa da filha, eu estava mais que de rastos. Voltei para a mesma empresa, mas estava demasiado fragilizada, e não fui capaz de aguentar mais de 3 meses. Acabei em casa com uma crise depressiva brutal, e nunca mais voltei a trabalhar.

Por isso, no fundo, quando deixei de trabalhar foi por força das circunstâncias, e depois, como andava sempre a ser chamada para apagar fogos, decidi parar de dar murros em ponta de faca, e assumi-me como mãe a tempo inteiro, daquelas que se envolvem em Associações de pais, escolas de pais - perdão, coaching parental, etc.

 

Por isso, Ângela,

a resposta é sim, deixava de trabalhar para ser mãe a tempo inteiro.

 

Voltando ao inicio do texto, a minha admiração e aplauso para as mulheres que decidem não ter filhos, tomando essa decisão de pés bem assentes no chão. Acho importante que cada um faça o que o/a deixa mais feliz. 

 

Não seria nunca a minha escolha, sempre quis ser mãe, mas chapeau para quem assume com bravata aquilo que quer.

 

04
Set17

Como é que se lida com isto?

Fátima Bento

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Há sete anos atrás escrevi no Diário de uma dona de casa 2.0 sobre um exercício que a Professora Helena Marujo - que leciona Psicologia Positiva na Universidade de Lisboa - fazia, nomeadamente quando as pessoas não conseguiam (assim sem pensar muito) dizer o que as faz feliz, ou pelo menos, quando foi a última vez que se sentiram felizes.

 

- é incrível a quantidade de pessoas que balbuciam e não sai nada...

porque não sabem a primeira, nem se lembram da segunda...

 

E então o exercício que usava para desbloquear e pôr em perspetiva uma série de ideias que andam a voar dentro das nossas mentes tem tanto de simples como de, à primeira vista, macabro: consiste em fazer hoje, bem e de saúde, o próprio epitáfio. Isso ajuda a que as pessoas se descubram, tentem ver-se pelos olhos dos outros. O exercício tem efeitos positivos - pelo menos na grande maioria das vezes.

 

Hoje lembrei-me vagamente do que escrevi na altura, fui à procura e confirmei: na minha lápide estaria apenas a palavra mãe - porque foi isso que eu escolhi ser: ficar em casa com os miúdos 24/7, e estar 100% disponível (na medida do possível, que existem situações que não controlamos e fazem esse 100% mirrar).

Acrescentava na altura que uma frase mais compostinha seria Uma mãe (quase) perfeita. E afirmava, - acreditando piamente - que os meus filhos tirariam os parêntesis e a palavra dentro deles...

 

GRANDE IDIOTA...

 

Ora se há coisa que a minha descendência direta relegou para último plano foi o que investi de mim no processo maternal. As memórias estão distorcidas recordando apenas o menos bom e o mau, consistindo isso maioritariamente nas fases em que passei por crises depressivas agudas - e em que só não me suicidei porque, apesar de achar naquele momento, que eles ficariam melhor sem mim, não lhes queria impor o selo de serem filhos de uma suicida, da culpa que despertaria neles inevitávelmente (as crianças acham sempre que são culpadas) e de terem que superar o facto. Por isso fui furando os dias, a custo, atravessando-os como um bulldozer. Mas contar-se-hão pelos dedos das mãos os dias em que não saí, de todo, da cama, mesmo nas piores fases.

 

Dei-lhes tudo o que tinha para dar. Não havia mais nada nem mais ninguém. Ao contrário do que prego, e preguei nas formações parentais, coloquei os meus filhos, e nem em primeiro lugar: em único.

Não estive parada... fui fazendo parte das A.P. das escolas por onde iam passando, e co-organizando festas, celebrações... escrevi um livro de pedagogia, trabalho de fim de formação, um bê-a-bá para pais de primeira viagem (até isso é carimbado como arrogância da minha parte, mesmo sendo um trabalho, e apesar das pressões para o fazer não o ter publicado por achar que, apenas por ser mãe, não tinha autoridade para ensinar nada a ninguém... ainda assim)

 

E agora é a verbalização da incapacidade de perdoar o tempo que passei na cama (em agonia depressiva), por ter deixado um vazio no meu lugar, um void, e o fazer sentir sozinho (a presença da irmã não conta (e dessa também tenho queixas e acusações, não pensem que me safo...) 

 

E andei seis anos a saltitar de psicólogo em psiquiatra e em psicólogo... por ele ter uma depressão. Se a tivesse de facto, não compreenderia?

 

Digam-me: como é que se vive com isto? 

 

Porque eu não sei...

 

24
Ago17

Dasse

Fátima Bento

Ontem fui à praia. Não fui de manhã, como me andava a tentar convencer... saí de casa pouco passava das 15h, ainda parei no caminho, cheguei lá uns 30 minutos depois.

E fui em desespero de causa.

 

Isto é tudo muit'a fixe, nós vimos para aqui opinar sobre coisas gerais agradáveis ou desagradáveis, mas quando a coisa é pessoal, temos tendência a deixar as tristezas à porta...

 

Saí porque no final do corredor havia um quarto fechado com um avestruz com a cabeça enterrada na areia. E as horas passam... e a resposta a alguma pergunta que lhe faça sai lá do fundo como se lhe custasse sequer mexer os lábios.

 

Um ano, dois... seis... são fases menores ou mais longas, mas caramba! Até me tira o ar...

 

Por isso, antes de pegar no cabaz, ainda fui perguntar se não queria vir comigo - pois que não (mas só percebi à terceira).

 

A sério, estou velha para isto. E isso não tem nada a ver com a minha idade...

 

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09
Dez16

Então é Natal...(?)

Fátima Bento

Hoje fui ao Rio Sul. Comprei uma prenda para o marido, duas prendas para mim: da filha mais velha e da mais nova que vivem comigo, e que como têm mesadas curtas, e foram inferiores a €10 - a da Mia é mais a atirar para a mommy intelectualóide, e a da Piccolina é mais a puxar para a avójinha vaidosa (qu'é dela?).

Comprei um pijama natalino para o marido, para emparelhar com o que já tinha comprado para mim, uma vez que o jantar de Natal vai ser a dois e em casa. Ibidem para o almoço.

Comprei revistas. Revistas que dão ideias para natais super-hiper-mega-ultra, e tudo e tudo.

Um pão de ló húmido que me deixou mal disposta.

Chorei antes de ir porque a Inês disse no blogue dela que se só pudesse dar um presente a uma pessoa, essa pessoa era a mãe, porque é a maior...

 

- e vale mesmo a pena irem lá espreitar, o post está muito giro, e o blogue é um mimo! -

 

E depois fui ao shopping comprar as prendas das gatas para a mommy porque dos filhos que pari, bem posso esperar sentada... com ela foi combinado, fazê-lo mais daqui a uns meses, mas com ele... bem, vou-me deitar.

Amanhã vou ao cinema com o marido, ver Hell or High Water.

Inté, a almofada espera-me.

 

(às vezes é difícil fingir que está tudo normal, até para mim própria)

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01
Mai16

Dia da mãe -o meu

Fátima Bento

Aquele dia em que os meus filhos são iguais a si próprios:

uma, não se lembra e não vem online há 24 horas.

 - Não há cá telefonemas, whats up, skype, facebook, pm's, whatever.

(ná, filha, não t'alimpas!!! )

O outro, dá-me um abraço e garante que não teve tempo para comprar prenda, tem "justificação, mas isso agora não interessa", e "ainda te vou comprar uma". À meia noite, um-dois-três, acabou o tempo.

Dia da mãe é hoje

e toda a gente sabe que eu ligo MESMO a dois dias no ano: o de aniversário - é o meu dia -  e o da mãe, que foi a ocupação apaixonante que me levou a desistir de qualquer tipo de carreira e dedicar-me aos rebentos 24/7 até eles terem idade para se ocuparem de si próprios

E, que se não o fizesse, não seria boa mãe

mas a desculpa do 'é uma celebração comercial' serve para tudo.

Não, não estou NADA bem disposta. N-A-D-A.

Salvou-se o bom do marido, que me comprou um relógio que eu escolhi em Heathrow. Agora só tenho de o levar à ourivesaria para mo porem à medida.

Enfim.

That's life, I guess...

...bleh, bleh-bleh-bleh

(quem viu os Hotel Transilvânia é capaz de entender a última frase...)

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26
Mai15

Mais uma volta, mais uma corrida - e não me parece que aguente muitas mais destas...

Fátima Bento

Vocês desculpem lá os desabafos que se seguem, prometo que "já a seguir"* faço um post completamente diferente, interessante, e mais, ÚTIL!, mas agora tenho de despejar os fígados, sob perigo de envenenamento, e morrer amarelinha como uma gema de ovo de galinhas caseiras.

Mas comecemos pelo inicio. MESMO pelo inicio.

Há 24 anos fui mãe pela primeira vez. E cinco anos volvidos, pela segunda. E apaixonada pelos meus rebentos, eis que decido ficar em casa com eles - pelo meio houve uma demissão sem pré-aviso devido ao ultimato ou ficas tu com a avó em casa uns tempos ou ela vai para um lar e que desembocou, ao privar várias 24 horas com uma criança de sete, um menino de dois e uma avó de oitenta e nove, uma bela crise depressiva que me acompanhou na readmissão ao emprego, e me deixou incapaz de desempenhar as tarefas que eram da minha responsabilidade prévia com a maestria a que tinha habituado os empregadores. Acabei por atirar a toalha ao chão e vir enroscar-me no ninho com as crias.

Os tempos foram passando, os rebentos despontando, e **TAU!!**, entra um novo personagem, a depressão da mais velha. Corre, médicos, consultas de urgência, injeções de autoestima nas pausas de almoço da escola. Lá acertámos com o médico - o que não evitou umas corridas Fogueteiro-Setúbal-Fogueteiro em que se o Rocinante tivesse sirene esta faria Ó-DA-GUARDA, Ó-DA-GUARDA.

Mas ela tinha lá dentro a capacidade voar, e eu encorajei o seu abrir de asas: aos 19 anos voou rumo ao desconhecido, e está em Londres vai para cinco anos, momento em que vai pedir a dupla nacionalidade. Diz que se diz que vai casar, mas como não me fala desde janeiro, não sei bem se é verdade ou nem por isso.

Segundo ato. 

O mocinho, com a partida da sister, entra, também, em depressão. E passam-se cinco anos em altos e baixos, em que eu e o Rocinante desejámos tantas vezes a referida sirene... muitos rostos, muitos medicamentos, algumas escolas, diretores de turma novos, uns atrás dos outros

1º chumbo por faltas.

Aprovação por atestado, e pelo facto de todos terem noção dos conhecimentos do mesmo.

Mudança de escola.

2º chumbo por faltas.

CPCJ, que só serviu para quem nos assinalou levar nas orelhas.

3º chumbo por faltas e nova mudança de escola e de curso.

4º chumbo por faltas, e desistência, procura de trabalho, que está agora a desempenhar. Para trás ficaram os nomes impronunciáveis de alguns medicamentos, e assentaram arraiais um antidepressivo e um ansiolítico.

Respiro fundo? Acham?

Acorda.

Está mais que na hora, olha que perdes o comboio.

Vais trabalhar hoje? Então levanta-te senão não consegues.

O-L-H-A-A-S-H-O-R-A-S-!-!-! (bisado. Uma e outra vez, muitas vezes a plenos pulmões desde o outro lado da casa)

E hoje, além de todo o atrás

Levanta-te temos dentista às nove e um quarto.

Ó mãe, marca para outro dia. Hoje estou bué casado

E foi nesta altura, depois de meia hora de ping pong em que cada minuto tinha mesmo sessenta segundos.e em que cada segundo parecia um minuto, que quebrei. Dificuldade em respiração, o coração arritmado a querer sair pelas orelhas, um ansiolítico e respirar fundo, menina.

Tens um autocarro às X que faz ligação ao comboio das Y, e se o perdes estás fodi lixado.

Oh mãe leva-me à estação, vá lá...please... enquanto se vira para o outro lado e continua a dormir.

SMS, mais uma, p'ó desgraçado do marido, que se não desabafo, rebento.

Apanhou o comboio a seguir do que devia ter apanhado - em assapanso a viagem toda, mas conseguimos chegar três minuto antes.

Desculpa lá isto tudo.

Ok, até logo.

E, agora sim, permitam-me:

Foda-se.

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(e para todos os VÓS que estais desse lado a ruminar 'ai se fosse eu/comigo', e a aventar castigos, punições, a passar atestados de incompetência e quejandas, B'ADAMERDA, SIM? Que nunca vos calhe nenhuma destas situações, é  o que desejo, porque só - e SÓ QUANDO PASSAMOS POR ELAS é que vemos quais as possibilidades de reação, e digo-vos já, são quase nulas. Porque o que não ajuda, definitivamente, destrói)

 

* as aspas concedem ao termo 'já a seguir' um prazo folgado quanto à sua concretização.

17
Set14

Ufa!

Fátima Bento

Meus amores, por estes lados é cada drama que às vezes penso que estou numa novela mexicana... outras, que só nós (os dois) é que temos dois dedos de testa... 

O que vale é que passa, e a gente agarra-se a dias como hoje, e ontem...

Recomeçou o ano letivo. Para quem conhece o meu périplo dos últimos quatro anos, não deve ser dificil de imaginar a ansiedade emque tenho andado, num valente crescendo, de há pouco menos de um mês a esta parte. O meu psicoterapeuta deve estar tão fartinho dos aiaiaiais daqui da menina que qualquer dia atira-me pela janela...

Mas a verdade é que... a coisa promete. Escola nova, curso novo - artes como a mãe e a irmã, off course, lol - está super entusiasmado com tudo. Juro que só quero que se mantenha, mái nada.

E hoje de manhã fomos ao H. de Santiago, a uma consulta de oftalmologia, e passamos um dia super agradável.

Não, não preciso de me beliscar, que havia uma vozinha que me dizia que poderia ser assim... mas daí estar a correr tão bem...!

Bom, mas nada de mandar foguetes no inicio da festa...

Mas estou buéééééé contente!

18
Jul14

"Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo" (proverbio popular)

Fátima Bento

Bom eu ontem escrevi no post anterior que (...)eu tenho pancada por aniversários(...). E tenho. Pelos meus e pelos dos outros. Mas, como ides ver, a coisa não parece ser bem assim quando me esqueço de assinalar aqui no tasco que o meu gajinho fez 18 anos na quarta-feira.

DEZOITO, gente!

E é nesta altura em que é suposto dizer que

parece que foi ontem/não há-de uma pessoa estar velha

/para nós serão sempre pequeninos/nem consigo acreditar,

e coiso e tal...

Pois meus amores e minhas amoras: O TANAS!

 

- não, não parece que foi ontem não senhora [graças aos céus, não me faltava mais nada que passar pelo puerpério outra vez (e com a perimenopausa a morder-me os tornozelos ao mesmo tempo...)]

- velha é a tia. Ou a avó. Ou melhor ainda, os trapos (bingo!)

- sempre pequeninos C'UM TAMANHÃO DAQUELES?? Eu só vejo mal ao perto...

- ai consigo acreditar, consigo! Tem sido um longo caminho... (n'é gajo?)

 

Por isso, agora qu'o mê pikeno já pode votar, tirar a carta (se arranjar guito, que por estas bandas não abunda), e ser o seu próprio encarregado de educação [perguntava-me ontem a madrinha - então como é ter mais um maior de idade? Resposta aqui da mãe: só começo a ter essa noção quando ele for o próprio E.E. (i.e., eu deixar de ter de andar pendurada nas escolas, nos professores, nos DT's e nos diretores...)]

Mas pronto, é um facto que os meus dois rebentos são maiores de idade.

É um facto que mais uns aninhos e estou a entrar nos cinquenta (valhamosantinho, respira, mulher, respira...)

E é um facto que nunca me senti tão bem e tranquila - não à falta de problemas, que os há, mas na forma como os encaro.

Por isso venham mais cinco, mais outros cinco e mais uns quantos em bouquets de cinco, de uma assentada que eu pago já (ou era bebo, ó Zeca?)

 

- não isto não é ainda o alemão, lol...

(os dois, em Londres, Maio 2013)

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