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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

30
Jul18

O abandono animal é um lugar estranho

Fátima Bento

Não consigo encontrar uma justificação, por ténue que seja, para o abandono animal - e não é de hoje. Acho que é uma questão de sensibilidade: quem tem animais e os conhece, adivinha facilmente a angústia que sentem. É a coisa mais assustadora, são animais que não conseguem sobreviver na rua, e de repente viram-lhes o mundo ao contrário. Nem falo de quem os abandona em placas centrais de rotundas, que isso vão além do desumano per si e invade o domínio psicótico, é de um sadismo psicopata chapa quatro.

 

Não compreendo.

 

Neste momento, sensivelmente uma semana antes de ir de férias chocamos com o papão das temperaturas desmesuradamente altas, e isso é um enorme nao-não para levarmos qualquer um dos três felinos da casa connosco. Vou estar em cima da linha de fronteira entre os distritos de Santarém e Castelo Branco - passo o dia no segundo e almoço no primeiro, a dez minutos de distância, se tanto - que são dos distritos mais quentes do país. E se saímos daqui cedo, para fugir ao calor, chegamos igualmente cedo, e sendo check in é uma horas depois, temos de ter a(s) transportadora(s) no carro que não tem A/C. E mesmo que consigamos entrar um nadinha mais cedo, será deixar o(s) pequeno(s) e ir almoçar, ficando num local estranho e não conhecido. Não é justo para ele(s), e se tivermos em linha de conta que o Ippo é cego, menos é.

 

A Mia está francamente numa fase boa, está mais gordinha, com boa cara - embora esteja com coriza, aliás têm todos, os de casa e os da rua; ela como está mais frágil, lacrimeja e espirra mais vezes. Olho para o Ippo e penso uma semana sem te ver, volto e nem te reconheço, nem tu me reconheces a mim... ele está tão grande, deu um enorme pulo nos últimos dias! A Piccolina resolveu que é giro brincar com o pequeno e bufa e tunga, trolitada na cabeça. Ó senhores! Pobre pequeno, que se esconde quando ela vai a passar e lhe salta para cima - e já levanta a patinha a ameaçar dar uma à grande.... mas como ela vê e ele não, ela dá, enquanto ele se fica pela ameaça.

 

Olho para eles e só me apetece chorar... e acho que quando sair daqui para me fazer ao caminho, choro mesmo.

 

E eles não ficam sozinhos, ficam com o Tomás, que desenvolve um sentido de responsabilidade aparte quando fica por si. Mas este ano as minhas férias adivinham-se dificeis...

 

Por tudo isto, cada vez menos compreendo as pessoas que abandonam os animais domésticos. Passa-me completamente ao lado que possam deitar a cabeça na almofada e ter um sono tranquilo...

 

abandono-animais.jpg

 

 

24
Jul18

Nem me reconheço...

Fátima Bento

De há uns tempos a esta parte ando diferente. Tenho andado insegura em relação a algumas coisas - grandes inseguranças, de resto, coisa que não era comum: analisava a situação, tomava uma decisão, e aceitava as consequência... mas não, agora fico dias a remoer, adio a decisão o mais possível - erro, erro!!! - e depois de a tomar fico ainda a pensar se não devia ter decidido de outra forma.

 

Voltamos, claro ao tema das férias; das férias e da Mia, das férias e do Ippo. Fica a Mia (que nunca saiu de casa), vai o Ippo. Vem o meu filho e diz, levas o gato porquê???? e eu fico sem resposta. E fico a pensar nisso...  porque é pequenino, porque é cego, porque pode precisar de fazer o tratamento de repente... ontem à noite teve dores, confirmei esta última justificação, está outra vez a fazer tratamento. Se não estivesse comigo quem é que ia descodificar as dores???

 

Mas sim, gostava de ir sozinha com o Victor e deixar os três com o Tomás, claro! Seriam seis dias em que desligaria completamente. Mas.

 

Mas vou com o coração apertado por causa da Mia - que está porreirinha, até está um nadinha menos magra. E quando voltarmos vai à vet - e sim, bem sei que disse que não a levava... mas ela já está assim há mais de três meses, pelo que pode mesmo ser um problema metabólico, e sendo, poderá ter tratamento. Fico doente de pensar a tensão que vai sentir, a ansiedade quando a picarem. 

 

E esta é outra novidade: transformei-me numa florzinha delicada, a menor coisa deita-me a chão. Choro. De alegria, de comoção (de tristeza ainda não consigo: fecho e seguro).

 

Bem sei que ando a destruir barreiras que ergui para me proteger, porque vou sentindo que não necessito dessa proteção, e isto tudo é capaz de fazer parte... estou mais permeável às emoções e à manifestação das mesmas... gostava era de não saltitar de ponto de interrogação em ponto de interrogação...

 

E ontem ao falar com a minha filha, a quem mostrara uma foto da Mia há uns dias, ela perguntou-me porque é que tinha deixado a Mia chegar a este ponto... e eu sem chão. A Mia ficou assim, eu tomei a decisão de não a deixar ficar assustada, de lhe dar paz. Eu pensei que a Mia estava a chegar ao fim da viagem e não queria criar-lhe ansiedade! Esta ideia não passa. Estou a borrifar-me para o que as pessoas pensam a meu respeito, mas sei que quando a Inez mostrou a foto à sogra e esta disse pobre gato, está morto! (That poor cat's dead), isso entra em choque frontal com a minha insegurança, com não saber se tenho feito tudo pelo melhor, e põe em causa o imenso amor que sinto pela Mia. 

 

Se calhar não me estou a borrifar assim tanto para a opinião dos outros...

 

Bah!!!!!

 

Seja como for, estou mesmo a precisar de férias - e a ansiedade anda a escalar. Estou sem medicação, se calhar vou ter de voltar aos ansiolíticos... quinta logo falo nisso com o médico - que me vai dizer para ver como estou depois das férias...

damn.JPG

20
Jul18

Missão uma família para a Flor

Fátima Bento

No consultório veterinário do Ippo está uma gatinha que conquistou os corações de quem lida com ela: a Flor ainda nem tem quatro meses, e é a coisa mais doce - poucas vezes vi um felino tão meigo! A dra fala com ela, e esta vira-se de barriguinha para cima a pedir festas; e deixa-se estar assim enquanto lhas fazem. Sempre. 

 

Quem tem gatos sabe que isso não é habitual! Eles até mostram a barriga, mas só nos deixam fazer uma, no máximo duas, e partem para as dentadinhas - ou dentadas mais a serio, como se dissessem, faz mas não abuses! Mas a Flor está sempre pronta para receber mimos. 

 

É pequenina, tem um pelo que parece veludo, e é muito sossegadinha... vai fazer as delicias de quem gostar de dar mimos e colinho. E acreditem, se há gatinha que dá vontade de pegar e abraçar, é aquela pequenina!

 

A Flor veio do Gatil Municipal, e a razão que a levou ali já está praticamente ultrapassada, mas a dra gostava de não a ter de enviar de volta; todos sabemos que por muita boa vontade que exista, por muito amor que os voluntários sintam pelos bichinhos, um gatil é sempre um gatil! E a Flor merece (merecem todos, de resto...) uma família carinhosa que queira mesmo uma gatinha meiguinha.

 

20180720_113341.jpg

 

Por isso, quando a Dra me mostrou a pequenina, resolvi escrever este post, para divulgar que a pequenina está à procura de uma familia, a quem será entregue vacinada e esterilizada. 

 

É muito importante querer com muita vontade receber a bonequinha, ela merece. E vão por mim, que esta vai fazer a nova família muito feliz!

 

Vá digam-me: têm uma casa para a Flor? Conhecem alguém que tenha? Eu só não fico com ela porque as minhas três esgotaram-me a lotação, não tenho espaço para mais... se tivesse um quintal, juntava-a à minha prole sem pensar duas vezes!

 

Digam-me coisas, deem-me noticias boas!

 

 

Vamos arranjar uma família para a Flor?

 

#umafamíliaparaaFlor

 

 

P.S: Acho que quem me lê já sabe, mas de qualquer forma, a pequena está na zona do Seixal.

 

P.S.2: podem sempre divulgar a história! Estão à vontade para copiar a foto e coloca-la onde acharem bem! E para pormenores, é só entrarem em contacto comigo, aqui nos comentários ou pelo email fatima_bento@sapo.pt, com gatinha no assunto (ou algo parecido), para eu identificar e dar prioridade à leitura do mesmo.

 

PS 3: se lhe quiserem dar outro nome, ela está sempre a tempo de ser "re batizada"  !

17
Jul18

A borrifarem-se para o(s) toque(s) de OCD

Fátima Bento

- o dele e o meu...

 

3.jpg

 (via)

 

Quando o Ippo chegou cá a casa a Piccolina e a Mia comiam em tigelas de inox, tendo uma para cada. Como o piolhito era pequenino, comecei a dar-lhe a comida e o leite em pratinhos da nespresso, mas acabava sempre comida no chão, à cause das investidas da Mia em pires alheio. Por isso, enquanto eu não compro a tigela de inox, resolvemos usar uma de vidro que tínhamos em casa e que pusemos em linha com as outras. Ora quando chega a hora de comer, eu vou colocando a comida, e eles comem pela ordem que preferem.

 
Mas eu quero lá saber qual tigela é de quem?

 

Este fim de semana,o Victor viu-me a dar-lhes comida e criticou: não! a de vidro é a do Ippo! E eu, mas isso lá interessa? Não estão a comer todos??? e ele retorquiu assim eles habituam-se a comer na sua tigela. Sorri incrédula.

 

Pois que suas excelências começam por comer na própria - a do Ippo fica no meio (aqui entrou o meu OCD quando a vi na ponta), depois vão às outras tigelas verificar se alguém deixou comida e "lavam" as tigelinhas. Eles lá querem saber who's which?

 

Os humanos são mesmo complicados, caracoles!

 

07
Jul18

A mãe gata? Sim, sou eu!

Fátima Bento

A (semi) privação de sono anda-me a comer os neurónios - e toda a gente sabe que a partir de uma certa idade eles deixam de se reproduzir (eu tinha-porque-tinha de usar esta expressão!), vai daí que não tarda transformam-se numa espécie em vias de extinção. No entanto, esta noite já dormi melhor! Para começar acordei às 3:40h com o miado agudo do mái novo, coisa impensável: antes de ele sequer pensar em pronunciar o M, já eu estaria de luz de cabeceira acesa, soerguida sobre os cotovelos num loop de ondeéqueestáogato-ondeéqueestáogato-ondeéqueestá... esta noite não: ele teve de me chamar, o que quer dizer que ando menos ansiosa com o pikeno.

 

Trouxe-o à sala, dei-LHES de comer - sim porque não será depositado um grão de comida num pratinho sem que dona Mia esteja presente e a participar no repasto! - e quando acabaram agarrei na tia Mia e rumei à minha cama - isto depois de ligar a musica e o candeeiro da secretária 

 

 pergunta para queijinho: porque é que ligas a luz se o gato é cego? A verdade é que não sei responder...

 

e dormi até pouco depois das oito, yeah!!!!! Ainda fiquei a preguiçar, a ver se me tocava à campainha o homem das cápsulas Nespresso (costumo ser a primeira do dia), mas como o senhor demorava, levantei-me, dei o pequeno almoço à Mia e à Piccolina e fui direto à maquina de café - ahahahah, o suporte das cápsulas tinha UMA, de descafeinado! - agarrei no leite para o pequenito e entrei na sala. Pequeno Ippo, acabado de acordar esperava-me no sofá.

 

Pouco depois o senhor lá veio fazer a entrega, e eu fui direto para a cozinha tirar o primeiro café do dia.

 

Portanto, hoje não me sinto tão blhéc - tipo pensar tenho de ir tomar um duche e ao fechar os olhos ver uma cama. E não, não adianta dizer ao meu cérebro que na cama não se toma banho.

 

Hoje estou mais capaz, cheia de vontade de pegar no meu livro, mas com a noção de que se pego, a Piccolina pode comer o Ippo que eu não dou por nada... arghhh. Logo mais ao meio da tarde já tenho o homem em casa, a ver se consigo fazer mais alguma coisa que não seja pet sitting

 

O bom que vem aí uma semana novinha, e ao que tudo indica já não estou tão obcecada com a segurança do pequenito - porque já cá está há duas semanas, já tem uma relação amigável (mas não abuse!) com a Mia, e está grandão - pelo que promete... estar mais cheia.

Segunda vou perder uma manhã na Segurança Social, de tarde vou para Lisboa, terça cabeleireira, quarta está livre, quinta veterinária e terapia, sexta cinema (Mamma Mia2, em pulgas para ir ver!). Soa bem... soa? E claro que o resto dos dias vão ser passados de volta da gataria, mas é uma alegria - quando não me engole.

 

Mal por mal não me vou sentir apenas a mãe gata...

 

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05
Jul18

Sou uma sentimentalóide sem remédio...

Fátima Bento

Ao meu lado agora, está uma coisa de me fazer um nó na garganta. Aqui, ó:

 

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 (as cornucópias castanhas sobre branco são a minha saia)

 

Ela chegou-se por querer comer o mesmo que o pequenito (quando ele come), e beber leite de gatinho (quando ele bebe). E foi ficando o tempo todo, um no sofá, a outra na otomana... e depois ela foi pedindo colo de vez em quando. Já lhe deu uns safanões, uns chega para lá, mas tudo sem unhas. E agora foi isto. Nem duas semanas, e é isto!

 

Nada garante que não acorde e dê uma sapatada no pequenino... mas ainda assim é um progresso danado! 

 

E a Piccolina, que esteve uma semana sem pôr os pés na sala, também dormita no outro braço do sofá. Estou de queixo caído, a babar feito tonta.

 

Riquezas de mim!

 

02
Jul18

É que são todos iguais!

Fátima Bento

Os felinos vêm todos com o mesmo chip de origem, caramba! Mal me veêm pegar em roupa durante os dia, as minhas duas caramelas (à vez) vêm, ronronam, saltam para o colo, pedem nem elas sabem o quê, empatam-me o mais que podem, eu vou para a porta e a memória que trago quando saio é a de uma delas sentada a olhar para mim com cara de gato das botas do Shrek num último apelo desesperado de "não vááááássss!!!!" 

 

 

Ora o Ippo está connosco há 9 dias. Nove dias. Esteve imenso tempo deitado ao meu lado no sofá, a dormir ferrado (podem ver no Instagram a Mia de um lado e o piolhito do outro, num pequenino filme que fiz há bocado), na paz dos anjos. Chegou a hora de me arranjar para sair, deu-lhe a louca e desatou a brincar como se o mundo estivesse para acabar e ele estivesse em défice. E como é que ele brinca? A saltar-me para cima, a roer os meus dedos a esconder-se e fazer investidas todo tufado... e eu lá fechei a porta da sala e atravessei a ponte como que ainda a ouvi-lo a chorar enquanto eu pegava na carteira e abria a porta da rua.

 

Caraças, pá! 

 

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23
Jun18

O gatinho: a aventura começa...

Fátima Bento

Ontem ao meio da tarde o pulguinha entrou na minha casa (reparem que está em minúscula, não é o nome, é um apelido...); vinha assustado, e ficou uma hora ou um pouco mais ao colo, a criar laços. Saí, regressei, e voltei a colocá-lo ao colo. Comeu bem - meia lata de Gourmet para crias! - e quando chegou a hora de dormir, foi para a cama connosco.

 

Parêntesis: se eu comecei por estar apreensiva com a reação das minhas duas ao pequenote, nesta altura estava mesmo muito assustada com a forma como a Mia se sentiria por ver a cama - que é o território dela - invadido pelo gatinho.

 

Acabei por colocá-lo entre mim e o Victor, e a Mia ocupou o lugar do costume, do lado exterior do espaço onde durmo. Nesta altura surgiu-me o pavor de o Victor se virar e esmagar o piolho... consegui pensar em pô-lo sobre a almofada que uso debaixo das pernas quando leio, onde primeiro coloquei a minha camisa de noite (por ter o meu cheiro). Assim mesmo que a minha ametade se virasse, não havia risco.

 

ó-ó.jpg

 (atrás dele, as costas do Victor)

 

Virei-me para a Mia, fiz festinhas, foi-se embora. Voltei-me outra vez para a almofada e fui dormindo aos bochechos: ou era o pequenino que levantava a cabeça e começava a procurar-me (durante uns minutos dormiu sobre a minha bochecha), ou que caía da almofada para se encostar a mim... eu adormecia, e quando voltava a acordar, a Mia estava nas minhas costas... retorcia-me para lhe fazer festinhas sem me virar - senão ela ia-se embora, e eu não queria que se sentisse posta de lado...

 

Ou seja, noves fora nada, às 6:00h, quando o Victor acordou, eu não tinha dormido quase nada e tinha a cabeça a querer sair disparada do meu pescoço. O pequeno, nesta altura ligou o volume no máximo e eu atrás dele... até gatinhei para a marquise, para não o assustar com o barulho de levantar o estore. E ele ia para a cozinha, e miava para a parede, por baixo da janela, e procurava uma saída (a família estava do outro lado, e ele sentia-o). Segurei a situação durante quase uma hora e cedi; puxei a casota, pu-lo dentro e desci-o (e mais um pedacinho do meu coração): os irmãos apareceram a correr, e mais os outros todos, mãe inclusive. Dei um pequeno almoço antecipado à malta toda e depois de comerem, a mãe começou a lambê-lo. Voltei para dentro triste, mas disposta a aceitar que as coisas quando não têm remédio, remediadas estão.

 

Fui ao quarto do Tomás que chorava pelo gatinho (estava mesmo desesperado...) e depois fui-me deitar, a ver se conseguia, finalmente, dormir. Adormeci e duas horas depois acordei com um grito do gatinho vindo da rua (eu encaixo tão bem o papel de mãe, rásmapartam). Levantei-me o mais rápido que pude e fui à janela: o pequenino estava ao colo da minha vizinha do rés do chão ao lado: tinha saído do quintal da esquerda, e ido para o da direita (será que andava à minha procura??) e fora surpreendido pelo bom do cão Sam que não lhe fez mal mas não achou muita piada... e pronto: desci as escadas e trouxe-o outra vez para cima - e finalmente está a dormir há meia hora. Não vê um boi, mas alguém o segura?

 

Michel.jpg

 

Já lhe chamei Michel (mas o nome não é definitivo), por causa da frase "Michel, tu vas tomber, Michel! que eu o Victor usamos em tom de brincadeira por tudo e por nada, e que me fartei de repetir, porque o rapaz coloca-se em cada situação que só não se esbardalha porque eu ando atrás a amparar a coisa - e mia que nem um doido!

 

Mas é um docinho 

 

Acordei o Tomás - que com isto tudo não dormiu quase nada - para ir trabalhar e ele ficou feliz, feliz! 

 

E desta vez não o vou pôr lá fora nem que a vaca tussa. Quer miar? Pois que mie.

A sobrevivência dele depende de ficar connosco. Cego dos dois olhinhos, não terá hipotese...

 

22
Jun18

Eu e gatos, gatos e eu... cada história...

Fátima Bento

banhear.png

 

Lembram-se de eu ter contado que a gata azul foi buscar os filhotes faz esta noite duas semanas? Pois que três dos quatro (os da foto que está no Instagram), já há uns dias que sobem e comem com  os residentes do costume - que, de resto, não lhes tentam roubar a comida... é um pessoal muito civilizado... - mas o quarto, um gato branquinho, não subia. 

Hoje, finalmente, subiu... e vai-se a ver, é cego das duas vistas!!!!!

 

Dei comida aos dez - estavam aqui todos - e quando voltei para dentro mandei uma sms ao Victor a contar-lhe.

Resposta: "Apanha-o!..."

 

(para quem se admira como é que vamos fazer 25 anos de casados: é por estas e outras... mal um pensa mata, o  outro grita logo esfola...)

 

E pronto: já falei com a minha vizinha que vai ver se os miúdos que jogam à bola (e a vão buscar quando cai no quintal), o vão buscar... e mo entregam. Depois vai ser a incontornável visita ao veterinário e pronto... isto a pouco mais de um mês das férias, é complicado, mas a gente dá um jeito... a Mia tem de ir connosco, mas o Tomás pode ficar com a Piccolina e o pequenino. Tenho uma que não tem um olho, agora vou juntar-lhe um gato que não vê de ambos...

 

Nesta casa toda a gente é especial!

17
Jun18

De coração nas mãos

Fátima Bento

20180616_205356.jpg

 

Bom, a piolhita vomitou no domingo passado à noite (já fora de horas) e andou a semana toda aparentemente bem. E a comer que nem uma lontra - gente, se o trato intestinal dela funcionasse - e ela conseguisse absorver o que come - no mínimo andava por aí a rebolar!

 

O problema é que ela vai enchendo... e às tantas vem por fora. E vai daí na sexta-feira foi uma desgraça... ela vomitou este mundo e o outro. Ele foi apanhar, limpar, lavar... ela tem o cuidado em sair do nosso colo e ir para o corredor... nós ouvimos e lá vamos atrás dela...

 

Mais tarde, ainda vomitou mais uma vez, mas pouco.

 

Sábado NÃO SÓ vomitou como teve qualquer coisa como um AVC. A cabeça ficou inclinada para o lado direito, a orelhita para trás e ela começou a andar de lado. 

 

- aqui faço um parêntesis: nestes momentos eu costumo ficar composta, manter o sangue frio, acudir, acalmar, the works... pois que esqueçam lá isso! Eu só dizia ai pequenina! ai pequenina!  e acredito que num tom de voz um bocadinho ansioso - para dizer o mínimo. Por fora, a coisa pode não se ter notado muito. mas por dentro vi tudo em slow motion e a andar à roda...

 

Segundos depois retomou a andar em linha reta, e foi para a cozinha, mas ainda com a cabeça inclinada e a orelha dobrada. E eu a ir atrás e o Victor a segurou-me deixa-a ir, eixa-a recuperar! 

 

Eu sei que os gatos recuperam sozinhos, eu sei que sim, mas eu lá era capaz de a deixar sozinha?!? Ora imaginem lá que ela não recuperava e estava ali aangustiada e sozinha???Fui atrás. Ela debaixo da mesa olhou para mim com aqueles olhinhos tristonhos mas satisfeitos por eu estar ali, e fiz-lhe uma festinha; a cabeça já estava direita e a orelhinha também. E (claro!) em menos de nada estava a pedir de comer; pois se a barrigota tinha ficado vazia!

 

Já eu estava toda abananada, embora recuperando depressa... mas ontem quando acordei o meu primeiro pensamento foi que ela não chega às nossas férias... (estando nós a mentalizar-nos para a levar connosco).

 

E CLARO que ela está aqui para me provar enganada: o dia todo a comer que nem uma lontra, a escolher o que come (a sério... de doidos...). Saímos, voltámos, passou o tempo todo junto de nós na sala. Fartou-se de comer... e quando eu como, sobe por mim para cheirar e ver o que é e se lhe agrada, senta-se e fica à espera que eu acabe para lamber o prato ou a malga. 13 anos a só comer comida para gatos, nunca ligou a mais nada, e agora é isto! Sempre deixámos comida na cozinha sem problema, que nenhuma das três - Blimunda, Mia ou Piccolina - roubavam nada... agora deu-lhe para isto: um dia destes até uma fatia de pizza roubou! E o Tomás veio ter connosco e perguntou: posso dar-lhe a crosta da pizza? É que ela já está a comer... é claro que pode! É deixá-la comer e beber o que quer, e quando quer!

 

Portanto isto nem é bem um dia de cada vez... depois do que assisti sábado, ou estarei enganada, ou ela pode ir-se assim, do nada, ou quase.

 

Vá, que ande feliz coma quando e o que quer, e vamos andando, um par de horas de cada vez...

 

E a verdade é esta: a Mia vai sobrevivendo e qualquer dia eu é que tenho um ataque cardíaco. 

 

 

P.S: este post está cheio de diminutivos, pois está.

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