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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

12
Nov18

Com o coração fora do peito

Fátima Bento

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Foi no dia 2 deste mês. Saí de casa para apanhar a primeira sessão de Bohemian Rahpsody, às 12:30h., e limpei a litteira, deixando a rede mosquiteira na janela, que deixei aberta, para arejar a cozinha dos eflúvios gerados por suas excelências. Verifiquei que as molas que prendiam a rede estavam no lugar e fechei metade (ficando, na totalidade, um quarto aberta), porque havia quem se aventurasse a tentar afastar a rede, sendo que, como ia estar algum tempo fora, não quis deixar grandes hipóteses a acidentes. 

 

Acabei por entrar com o Victor, às 17:45h. Abri a porta e ali estavam a Piccolina e a Mia a dar as boas vindas... o Ippo, que se assustava sobremaneira quando ouvia abrir a porta da rua, não estava junto das tias e isso não era, de todo, estranho. Entrei, falei com as garotas, chamei o piolho e nada. Aproximei-me das malgas dos pikenos e vai de chamar o Ippo: nada. Nesta altura comecei a ficar MESMO preocupada. Corri os spots habituais do pequeno, e ele não estava em lado nenhum! Voltei à cozinha a chamar o gatinho e a bater nas tigelas de inox. Entretanto, na janela, o meu voyer de quatro patas favorito miava desalmado, porque também queria comer, acompanhado do coro dos irmãos da colónia. Desesperada abri a janela e olhei para baixo. E contei: um gato branco - a Oínhos - dois gatos brancos - o Rapazão... e três gatos brancos. Ok, um é cá de casa! O bichano, encostado à parede por me ouvir chamar para a papa, estava ali muito sossegadinho. Gritei ao Victor: está lá fora! e o homem apareceu desabrido, e agora? 

 

O que se seguiu foram uns largos minutos de um resgate que tinha tudo para não dar certo. O homem salta para a janela e o gato raspa-se. Com os pés apoiados sobre o muro de alvenaria que separa os dois quintais - se os colocasse sobre a chapa ondulada entrava pela casa de baixo adentro, que aquele plástico está mais que frágil - lá saltou para o chão. O Ippo seguiu os restantes felinos até ao canto de onde saltaram para fora do quintal, mas dado que não vê, deixou-se ficar. Em pânico. O Tititio aproximou-se, a falar no tom que costumamos usar com ele e agarrou-o e puxou-o para lhe pegar... malta, eu da janela ouvi as unhas dele a raspar o cimento... jeeez! Assim que o agarrou ao colo, tive um clique: dado que o muro, nas traseiras, tem um espaço onde me dá pela cintura, gritei: eu dou a volta e vou buscá-lo! Entretanto passei no quarto da tralha que é tudo menos escritório e peguei na transportadora. Chave na mão, saio de casa. E nada de subir pelas escadas: vai de subir a corta mato colina acima, que nem arfar, arfei. Cheguei lá, o gato estava assustado, arranhou o Victor enquanto abri a transportadora por cima, e foi empurrá-lo devagarinho para o lado de cá do muro e tapar a transportadora. 

 

Bom, eu tapar, tapei, agora fechar, as mãos tremiam tanto que não fui capaz. Abracei-a com os braços, rede encaixada no lugar, e trouxe-a encostada ao corpo, desta vez pelas escadas. Mal entrámos em casa, foi colocar a transportadora no chão e tirar a tampa: o pequeno saíu, e vai de cheirar o chão. Meia hora depois já estava à vontade. 

 

E eu fui tomar um calmante, que entretanto tinha os batimentos cardíacos na estratosfera, hiper ventilava e não conseguia parar de tremer. Depois, fui calçar uma meia elástica, que pelos vistos, dei uma mau jeito ao pé esquerdo a subir a corta-mato. O Victor ficou de "costelas ao peito", i-e., magoadas...

 

Nessa noite o Ippo deitou-se na nossa cama. A meio da noite acordei com os beijos do pequenito: nos lábios - o que ele gosta de lamber lábios, presumo que por serem macios - no nariz, nos olhos, nas bochechas... depois enrolou-se encostado ao meu pescoço e continuou a ronronar até adormecer.

 

Desde esse dia eu entro na cama, a seguir salta o Ippo, e entra o Victor. O gatinho espera que a gente se deite e dorme entre os dois corpos. E ronrona em dolby.

 

Por isso é que há dias, à pergunta de que tens medo?, eu disse que habitualmente diria nada, Mas neste momento já não o digo. O pavor que eu tive de perder o meu silver prince, como lhe chama a Inez... só de pensar fico arrepiada! Por isso deve haver N coisas de que tenho medo, mas como nunca estiveram perto o suficiente, ainda não me apercebi...

 

28
Set18

Ensaios sobre a cegueira

Fátima Bento

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Isto de ter um gato cego leva a que me façam uma serie de perguntas, que se repetem à exaustão. Mas há algumas que são mesmo para queijinho.

 

Por exemplo: 

 

     - então não podes mudar as coisas de sítio, tem de estar tudo sempre nos mesmos lugares?

     - nada a ver, o radar, nos bigodes e não só, funciona lindamente, tal como a audição e em caso de duvida, ele pára e usa as mãozinhas para perceber o que tem à frente. Claro que quando lhe dá a louca e desanda a correr e a brincar como se não houvesse amanhã, não se livra de umas valentes cabeçadas... mas a Piccolina e a Mia também as davam - e a Piccolina vai deter o recorde durante muuuuito tempo...

 

     - tens de lhe pegar ao colo para o pôr sobre o sofá/cama/whatever?

 

A primeira vez. Levanto-o, poiso-o e desço-o, para ele perceber que é seguro. Depois ele faz tudo sozinho... e nada o trava, que curiosidade é o seu nome do meio...

      

 

     - e ele encontra a comida e o caixote de litter (esta é das melhores #sóquenão)

 

O Ippo não vê. Mas cheira...

 

Mas a melhor de todas, a que tem direito a queijinho (nas fuças) é a fantástica:

 

- Oh! Tens um gato cego! Tadinho... e o que é que ele faz?

 

- MIAU.

 

 

30
Ago18

A odisseia da Mia

Fátima Bento

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Quando voltámos dos quatro dias de férias, a Mia foi à vet. 

 

E perguntam-me: ela é calminha quando a estão a observar? Respondo ela nunca esteve num veterinário (lamento, mas não). Esta pergunta foi feita quando se estavam a preparar para lhe espetar uma seringa na jugular para tirar sangue; penso que nem eu seria calminha... resolvem tirar da perna, enquanto eu a seguro enrolada numa manta sobre a mesa de observação e o Victor lhe acaricia a cabecita e vai falando com ela, já que eu emudeço durante a coisa: fico tensa como uma corda de piano: isto só é porque tem de ser e se tem de ser, tem de ser, mas fico hirta e nem consigo pensar.

 

O sangue é debitado para a perna muito devagar, e a tortura dura uns dois ou três minutos, perto do final a criança está meio enlouquecida. Quando a largamos sinto-me mal disposta e só penso, querem ver que vou aqui dar uma valente barraca??? Não dei... sentei-me e esperei até me sentir melhor, discretamente. Entretanto a Mia sai do lugar onde se escondeu, salta para a cadeira da doutora e começa a tirar a ligadura; minutos depois está a comer um miminho, e enquanto esperamos os resultados das analises ocupa-me o colo. E ali fica.

 

Os resultados confirmam a apalpação: estará (aqui nunca há certezas) com uma inflamação nos intestinos. Decide-se começar tratamento com um antibiótico e um anti inflamatório, mais um comprimido para lhe reforçar o estômago. Certo.

 

Voltamos para casa (depois de quase desfalecer outra vez quando me dizem o total a pagar), e ela sai da transportadora toda pimpona com os seus dois quilos e quatrocentos, mas o stress não demora a refletir-se nas fezes, que voltam à liquidez que já não tinham (cinco vezes!!!) e no vómito: há uma semana que não vomita, e emparelha o número de vezes que o faz, com o que vai à liteira: cinco. Decido começar o tratamento quando ela estiver mais calma, já que assim nem ficaria lá nada dentro. Dou-lhe inicio no dia seguinte.

 

A primeira toma foi normal, ela refilou, mas fez-se. A segunda, mais difícil: ela cuspiu, eu apanhei e voltei a dar, ela passou-se... mas lá engoliu. A terceira, complicada: ela não engolia de maneira nenhuma, cuspia, eu apanhava... caramba!! Na quarta toma, segundo dia à noite, resolvi misturar na comida: pois, pouco foi ingerido - e até hoje ela não toca naquela variedade de Sheba. Entretanto continuou a vomitar e com diarreia. 

 

Na manhã seguinte, parei com tudo: ela tinha já, visivelmente, perdido peso, e estava hiper stressada com o tratamento. Na semana que se seguiu à ida à vet, perdeu mais de um quilo - e no último fim de semana, voltou a pesar a menos de um quilo. Deixou de comer na última sexta, eu olhava para ela e dizia ao Victor está mesmo a aproximar-se do fim. No sábado acreditámos que não estaria viva no domingo.

 

Mas no domingo levantou-se e comeu, embora só o molho. Dei-lhe sopa da Gourmet, e ela acabou por comer uma saqueta inteirinha ao longo do dia. Ainda assim, na segunda feira levantei-me a medo, com o Ippo e a Piccolina sobre a minha cama, e a Mia fora de vista... afinal estava no corredor. Já comeu melhor. O cócó, que tinha a consistência da urina, espessou. E ao final do dia voltou a avidez.

 

Neste momento está a comer bem e com vontade, e as fezes estão a ficar com um aspeto perto do normal. Nunca mais vomitou.

 

Agora, o que é que eu tinha dito? Que não a levava à vet para não lhe causar ansiedade, lembram-se?

Por a Mia ser absolutamente permeável ao stress, mais que a qualquer outra coisa. 

Então porque é que o fiz??? Para me provar que tinha razão?

 

A culpa é lixada, e se não a tivesse levado, acho que quando chegasse o fim ia achar que devia tê-lo feito. Se ela morresse em sequência da visita à vet, ia sentir-me culpada por tê-lo feito... assim só tive de me sentir culpada por tudo isto e ela me ter dado desprezo durante dias, e rosnado cada vez que lhe fazia festinhas... deixou de ir dormir comigo vai para uma semana... mas apareceu esta noite e (finalmente!!) voltou a ronronar.

 

E estamos nisto. A Mia está outra vez em reta ascendente. Não volto com ela à vet (que é uma excelente médica, mas eu conheço a minha pequenita, e tenho a certeza que é a melhor coisa para ela). Continuarei atenta a dores, que essa é a única coisa que me fará mexer.

 

Isto é uma montanha russa desgastante, mas ela lá vai ganhando a corrida. Antes assim!

30
Jul18

O abandono animal é um lugar estranho

Fátima Bento

Não consigo encontrar uma justificação, por ténue que seja, para o abandono animal - e não é de hoje. Acho que é uma questão de sensibilidade: quem tem animais e os conhece, adivinha facilmente a angústia que sentem. É a coisa mais assustadora, são animais que não conseguem sobreviver na rua, e de repente viram-lhes o mundo ao contrário. Nem falo de quem os abandona em placas centrais de rotundas, que isso vão além do desumano per si e invade o domínio psicótico, é de um sadismo psicopata chapa quatro.

 

Não compreendo.

 

Neste momento, sensivelmente uma semana antes de ir de férias chocamos com o papão das temperaturas desmesuradamente altas, e isso é um enorme nao-não para levarmos qualquer um dos três felinos da casa connosco. Vou estar em cima da linha de fronteira entre os distritos de Santarém e Castelo Branco - passo o dia no segundo e almoço no primeiro, a dez minutos de distância, se tanto - que são dos distritos mais quentes do país. E se saímos daqui cedo, para fugir ao calor, chegamos igualmente cedo, e sendo check in é uma horas depois, temos de ter a(s) transportadora(s) no carro que não tem A/C. E mesmo que consigamos entrar um nadinha mais cedo, será deixar o(s) pequeno(s) e ir almoçar, ficando num local estranho e não conhecido. Não é justo para ele(s), e se tivermos em linha de conta que o Ippo é cego, menos é.

 

A Mia está francamente numa fase boa, está mais gordinha, com boa cara - embora esteja com coriza, aliás têm todos, os de casa e os da rua; ela como está mais frágil, lacrimeja e espirra mais vezes. Olho para o Ippo e penso uma semana sem te ver, volto e nem te reconheço, nem tu me reconheces a mim... ele está tão grande, deu um enorme pulo nos últimos dias! A Piccolina resolveu que é giro brincar com o pequeno e bufa e tunga, trolitada na cabeça. Ó senhores! Pobre pequeno, que se esconde quando ela vai a passar e lhe salta para cima - e já levanta a patinha a ameaçar dar uma à grande.... mas como ela vê e ele não, ela dá, enquanto ele se fica pela ameaça.

 

Olho para eles e só me apetece chorar... e acho que quando sair daqui para me fazer ao caminho, choro mesmo.

 

E eles não ficam sozinhos, ficam com o Tomás, que desenvolve um sentido de responsabilidade aparte quando fica por si. Mas este ano as minhas férias adivinham-se dificeis...

 

Por tudo isto, cada vez menos compreendo as pessoas que abandonam os animais domésticos. Passa-me completamente ao lado que possam deitar a cabeça na almofada e ter um sono tranquilo...

 

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24
Jul18

Nem me reconheço...

Fátima Bento

De há uns tempos a esta parte ando diferente. Tenho andado insegura em relação a algumas coisas - grandes inseguranças, de resto, coisa que não era comum: analisava a situação, tomava uma decisão, e aceitava as consequência... mas não, agora fico dias a remoer, adio a decisão o mais possível - erro, erro!!! - e depois de a tomar fico ainda a pensar se não devia ter decidido de outra forma.

 

Voltamos, claro ao tema das férias; das férias e da Mia, das férias e do Ippo. Fica a Mia (que nunca saiu de casa), vai o Ippo. Vem o meu filho e diz, levas o gato porquê???? e eu fico sem resposta. E fico a pensar nisso...  porque é pequenino, porque é cego, porque pode precisar de fazer o tratamento de repente... ontem à noite teve dores, confirmei esta última justificação, está outra vez a fazer tratamento. Se não estivesse comigo quem é que ia descodificar as dores???

 

Mas sim, gostava de ir sozinha com o Victor e deixar os três com o Tomás, claro! Seriam seis dias em que desligaria completamente. Mas.

 

Mas vou com o coração apertado por causa da Mia - que está porreirinha, até está um nadinha menos magra. E quando voltarmos vai à vet - e sim, bem sei que disse que não a levava... mas ela já está assim há mais de três meses, pelo que pode mesmo ser um problema metabólico, e sendo, poderá ter tratamento. Fico doente de pensar a tensão que vai sentir, a ansiedade quando a picarem. 

 

E esta é outra novidade: transformei-me numa florzinha delicada, a menor coisa deita-me a chão. Choro. De alegria, de comoção (de tristeza ainda não consigo: fecho e seguro).

 

Bem sei que ando a destruir barreiras que ergui para me proteger, porque vou sentindo que não necessito dessa proteção, e isto tudo é capaz de fazer parte... estou mais permeável às emoções e à manifestação das mesmas... gostava era de não saltitar de ponto de interrogação em ponto de interrogação...

 

E ontem ao falar com a minha filha, a quem mostrara uma foto da Mia há uns dias, ela perguntou-me porque é que tinha deixado a Mia chegar a este ponto... e eu sem chão. A Mia ficou assim, eu tomei a decisão de não a deixar ficar assustada, de lhe dar paz. Eu pensei que a Mia estava a chegar ao fim da viagem e não queria criar-lhe ansiedade! Esta ideia não passa. Estou a borrifar-me para o que as pessoas pensam a meu respeito, mas sei que quando a Inez mostrou a foto à sogra e esta disse pobre gato, está morto! (That poor cat's dead), isso entra em choque frontal com a minha insegurança, com não saber se tenho feito tudo pelo melhor, e põe em causa o imenso amor que sinto pela Mia. 

 

Se calhar não me estou a borrifar assim tanto para a opinião dos outros...

 

Bah!!!!!

 

Seja como for, estou mesmo a precisar de férias - e a ansiedade anda a escalar. Estou sem medicação, se calhar vou ter de voltar aos ansiolíticos... quinta logo falo nisso com o médico - que me vai dizer para ver como estou depois das férias...

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20
Jul18

Missão uma família para a Flor

Fátima Bento

No consultório veterinário do Ippo está uma gatinha que conquistou os corações de quem lida com ela: a Flor ainda nem tem quatro meses, e é a coisa mais doce - poucas vezes vi um felino tão meigo! A dra fala com ela, e esta vira-se de barriguinha para cima a pedir festas; e deixa-se estar assim enquanto lhas fazem. Sempre. 

 

Quem tem gatos sabe que isso não é habitual! Eles até mostram a barriga, mas só nos deixam fazer uma, no máximo duas, e partem para as dentadinhas - ou dentadas mais a serio, como se dissessem, faz mas não abuses! Mas a Flor está sempre pronta para receber mimos. 

 

É pequenina, tem um pelo que parece veludo, e é muito sossegadinha... vai fazer as delicias de quem gostar de dar mimos e colinho. E acreditem, se há gatinha que dá vontade de pegar e abraçar, é aquela pequenina!

 

A Flor veio do Gatil Municipal, e a razão que a levou ali já está praticamente ultrapassada, mas a dra gostava de não a ter de enviar de volta; todos sabemos que por muita boa vontade que exista, por muito amor que os voluntários sintam pelos bichinhos, um gatil é sempre um gatil! E a Flor merece (merecem todos, de resto...) uma família carinhosa que queira mesmo uma gatinha meiguinha.

 

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Por isso, quando a Dra me mostrou a pequenina, resolvi escrever este post, para divulgar que a pequenina está à procura de uma familia, a quem será entregue vacinada e esterilizada. 

 

É muito importante querer com muita vontade receber a bonequinha, ela merece. E vão por mim, que esta vai fazer a nova família muito feliz!

 

Vá digam-me: têm uma casa para a Flor? Conhecem alguém que tenha? Eu só não fico com ela porque as minhas três esgotaram-me a lotação, não tenho espaço para mais... se tivesse um quintal, juntava-a à minha prole sem pensar duas vezes!

 

Digam-me coisas, deem-me noticias boas!

 

 

Vamos arranjar uma família para a Flor?

 

#umafamíliaparaaFlor

 

 

P.S: Acho que quem me lê já sabe, mas de qualquer forma, a pequena está na zona do Seixal.

 

P.S.2: podem sempre divulgar a história! Estão à vontade para copiar a foto e coloca-la onde acharem bem! E para pormenores, é só entrarem em contacto comigo, aqui nos comentários ou pelo email fatima_bento@sapo.pt, com gatinha no assunto (ou algo parecido), para eu identificar e dar prioridade à leitura do mesmo.

 

PS 3: se lhe quiserem dar outro nome, ela está sempre a tempo de ser "re batizada"  !

17
Jul18

A borrifarem-se para o(s) toque(s) de OCD

Fátima Bento

- o dele e o meu...

 

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 (via)

 

Quando o Ippo chegou cá a casa a Piccolina e a Mia comiam em tigelas de inox, tendo uma para cada. Como o piolhito era pequenino, comecei a dar-lhe a comida e o leite em pratinhos da nespresso, mas acabava sempre comida no chão, à cause das investidas da Mia em pires alheio. Por isso, enquanto eu não compro a tigela de inox, resolvemos usar uma de vidro que tínhamos em casa e que pusemos em linha com as outras. Ora quando chega a hora de comer, eu vou colocando a comida, e eles comem pela ordem que preferem.

 
Mas eu quero lá saber qual tigela é de quem?

 

Este fim de semana,o Victor viu-me a dar-lhes comida e criticou: não! a de vidro é a do Ippo! E eu, mas isso lá interessa? Não estão a comer todos??? e ele retorquiu assim eles habituam-se a comer na sua tigela. Sorri incrédula.

 

Pois que suas excelências começam por comer na própria - a do Ippo fica no meio (aqui entrou o meu OCD quando a vi na ponta), depois vão às outras tigelas verificar se alguém deixou comida e "lavam" as tigelinhas. Eles lá querem saber who's which?

 

Os humanos são mesmo complicados, caracoles!

 

07
Jul18

A mãe gata? Sim, sou eu!

Fátima Bento

A (semi) privação de sono anda-me a comer os neurónios - e toda a gente sabe que a partir de uma certa idade eles deixam de se reproduzir (eu tinha-porque-tinha de usar esta expressão!), vai daí que não tarda transformam-se numa espécie em vias de extinção. No entanto, esta noite já dormi melhor! Para começar acordei às 3:40h com o miado agudo do mái novo, coisa impensável: antes de ele sequer pensar em pronunciar o M, já eu estaria de luz de cabeceira acesa, soerguida sobre os cotovelos num loop de ondeéqueestáogato-ondeéqueestáogato-ondeéqueestá... esta noite não: ele teve de me chamar, o que quer dizer que ando menos ansiosa com o pikeno.

 

Trouxe-o à sala, dei-LHES de comer - sim porque não será depositado um grão de comida num pratinho sem que dona Mia esteja presente e a participar no repasto! - e quando acabaram agarrei na tia Mia e rumei à minha cama - isto depois de ligar a musica e o candeeiro da secretária 

 

 pergunta para queijinho: porque é que ligas a luz se o gato é cego? A verdade é que não sei responder...

 

e dormi até pouco depois das oito, yeah!!!!! Ainda fiquei a preguiçar, a ver se me tocava à campainha o homem das cápsulas Nespresso (costumo ser a primeira do dia), mas como o senhor demorava, levantei-me, dei o pequeno almoço à Mia e à Piccolina e fui direto à maquina de café - ahahahah, o suporte das cápsulas tinha UMA, de descafeinado! - agarrei no leite para o pequenito e entrei na sala. Pequeno Ippo, acabado de acordar esperava-me no sofá.

 

Pouco depois o senhor lá veio fazer a entrega, e eu fui direto para a cozinha tirar o primeiro café do dia.

 

Portanto, hoje não me sinto tão blhéc - tipo pensar tenho de ir tomar um duche e ao fechar os olhos ver uma cama. E não, não adianta dizer ao meu cérebro que na cama não se toma banho.

 

Hoje estou mais capaz, cheia de vontade de pegar no meu livro, mas com a noção de que se pego, a Piccolina pode comer o Ippo que eu não dou por nada... arghhh. Logo mais ao meio da tarde já tenho o homem em casa, a ver se consigo fazer mais alguma coisa que não seja pet sitting

 

O bom que vem aí uma semana novinha, e ao que tudo indica já não estou tão obcecada com a segurança do pequenito - porque já cá está há duas semanas, já tem uma relação amigável (mas não abuse!) com a Mia, e está grandão - pelo que promete... estar mais cheia.

Segunda vou perder uma manhã na Segurança Social, de tarde vou para Lisboa, terça cabeleireira, quarta está livre, quinta veterinária e terapia, sexta cinema (Mamma Mia2, em pulgas para ir ver!). Soa bem... soa? E claro que o resto dos dias vão ser passados de volta da gataria, mas é uma alegria - quando não me engole.

 

Mal por mal não me vou sentir apenas a mãe gata...

 

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05
Jul18

Sou uma sentimentalóide sem remédio...

Fátima Bento

Ao meu lado agora, está uma coisa de me fazer um nó na garganta. Aqui, ó:

 

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 (as cornucópias castanhas sobre branco são a minha saia)

 

Ela chegou-se por querer comer o mesmo que o pequenito (quando ele come), e beber leite de gatinho (quando ele bebe). E foi ficando o tempo todo, um no sofá, a outra na otomana... e depois ela foi pedindo colo de vez em quando. Já lhe deu uns safanões, uns chega para lá, mas tudo sem unhas. E agora foi isto. Nem duas semanas, e é isto!

 

Nada garante que não acorde e dê uma sapatada no pequenino... mas ainda assim é um progresso danado! 

 

E a Piccolina, que esteve uma semana sem pôr os pés na sala, também dormita no outro braço do sofá. Estou de queixo caído, a babar feito tonta.

 

Riquezas de mim!

 

02
Jul18

É que são todos iguais!

Fátima Bento

Os felinos vêm todos com o mesmo chip de origem, caramba! Mal me veêm pegar em roupa durante os dia, as minhas duas caramelas (à vez) vêm, ronronam, saltam para o colo, pedem nem elas sabem o quê, empatam-me o mais que podem, eu vou para a porta e a memória que trago quando saio é a de uma delas sentada a olhar para mim com cara de gato das botas do Shrek num último apelo desesperado de "não vááááássss!!!!" 

 

 

Ora o Ippo está connosco há 9 dias. Nove dias. Esteve imenso tempo deitado ao meu lado no sofá, a dormir ferrado (podem ver no Instagram a Mia de um lado e o piolhito do outro, num pequenino filme que fiz há bocado), na paz dos anjos. Chegou a hora de me arranjar para sair, deu-lhe a louca e desatou a brincar como se o mundo estivesse para acabar e ele estivesse em défice. E como é que ele brinca? A saltar-me para cima, a roer os meus dedos a esconder-se e fazer investidas todo tufado... e eu lá fechei a porta da sala e atravessei a ponte como que ainda a ouvi-lo a chorar enquanto eu pegava na carteira e abria a porta da rua.

 

Caraças, pá! 

 

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