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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

21
Jul14

Três livros para uma ilha deserta é quase uma missão impossível...

Fátima Bento

Um livro era certinho: 'O Historiador" da Elizabeth Kostova. Já li, é um dos meus livros favoritos, e é um livro suficientemente grande para me garantir uma belas horas de entretenimento. 

{E aqui é quando fico em branco. Puff, não faço ideia de quais que levaria mais... a Bíblia não porque já li (eu sei, sou quase uma raridade, nomeadamente debrucei-me mais sobre o Antigo Testamento de que sobre o Novo, o que me leva a concordar com Saramago a 500%), e não tenho qualquer intenção de repetir}.

Provavelmente, e porque são dois livros em lista de espera, levaria "Não entres tão depressa nessa noite escura", do António Lobo Antunes e "O pêndulo de Foucalt", de Umberto Eco.

 

Só espero, honestamente nunca ter de me deparar com uma escolha dessas... ishhhh!

23
Mai14

Então não? Mas há alguém que não tenha 'dívidas literárias'?

Fátima Bento

No dia da mãe o pai dos meus filhos ofereceu-me um marcador de livros em inox escovado.

Quer isto dizer que SE eu tinha as referidas, elas extrapolaram. Senão vejamos: dos 50 obrigatórios eu li até agora...
(...ai!...)
oito. O que quer dizer que faltam 42
(isto já nem contando com o facto do 'Senhor dos anéis' e do 'Harry Potter' serem uma serie deles, mas pronto...)
E então contabilizemos: destes tenho aqui em casa sete (sim, mas os 'pacotes' do Tolkien e da Rowling estão completos e só contam por um cada...), pelo que daqui até "pontapear o balde" tenho uma mão cheia de livros para comprar (e vou começar a pesquisar nas feiras de segunda mão e no OLX). Para já procuro o '1984' do Orwell - afinal, tenho de começar em algum lado... e 'A guerra dos mundos' do H.G.Wells
(se alguém tiver para vender a baixo preço, deixem nos comentários)
Dívidas antigas... não me parece. Acho que acabei o que comecei, e o que não acabei foi porque não pegou - e eu não desisto às primeiras tentativas, de modo, que não tenho regrets.
Tenho planos e desejos, ler Saramago, muito Saramago, ler todo o Lobo Antunes, travar conhecimento (vá, batam-me, que eu até acho que devo merecer) com Philip Roth, e mais uma mão cheia de 'monstros' que incrivelmente me têm passado ao lado.
A mãe era uma fervorosa leitora de romances de cordel* (os verdadeiros) que colecionava e depois mandava encadernar a pele com lombadas gravadas com carateres a ouro (a herege!) . Aquela devassidão literária (e literária tão só por ter letras), comungava com Dumas, Dickens, Göethe (este último eu sei que nunca leu), - que me recorde, e sei que estou a esquecer de imensos - Emile Brontë, a irmã Charlotte Brontë... de modo que das duas últimas, que estão na Lista dos 50 os 'Monte dos Vendavais' e 'Jane Eyre', tenho noção de ter lido, embora não os contabilize por não me lembrar, de todo, dos mesmos (claro que conheço as histórias,mas não é isso que faz o livro).
Portanto, se por acaso não sinto que tivesse dívidas literárias, desde dia quatro deste mês tenho uma serie delas...
*a literatura de cordel, que teve origem por altura do Renascimento, com a popularidade da impressão em papel, começou por ser constituída por versos, poemas, rimas, evoluindo mais tarde para o romance. Este, a que me refiro e de que a mãe gostava particularmente, era vendido em fascículos, e obteve o seu apelido pela forma como era apresentado para venda, como se pode ver na foto abaixo.
29
Abr14

A MINHA ÁRVORE preferida

Fátima Bento

Era pequena. No Verão íamos para a terra do meu pai onde passávamos quinze dias ou um mês, impreterivelmente. O meu avô e a minha tia, que aí viviam, contavam os dias que faltavam para que nós chegássemos.

O meu avô, assim que os dias ficavam bonitos, partia em demanda da tábua perfeita,  e recolhia à loja para a plainar e deixar bonita como achava que eu merecia. 

Quando chegávamos eu saltitava à sua volta e pegava-lhe na mão, vamos avô, e ele ria, e o carro por descarregar e a minha mãe larga o teu avô, e o meu pai és tão chatinha, pareces filha de cego, sempre a pedir... e eu lá tinha de aguentar 'os cavalos' até a seguir à refeição e então sim, o meu avô pegava-me na mão, e íamos à loja onde pegava na tábua e numa pua, e fazia dois furos, marcados com toda a precisão, nos centros das laterais. Com o rolo de corda grossa ao ombro, deixava-me transportar a preciosa tábua e dirigíamo-nos até à eira. Ali, uma cerejeira, a MINHA cerejeira coroava a paisagem, e era no 'braço esquerdo' da mesma que o avô, com todo o cuidado, colocava a corda, passava pelos buracos e amarrava com segurança. Antes de me poder sentar - bolinha saltitona que não parava com a a excitação - ele sentava-se no baloiço, e fazia força, muito força, toda a força, para garantir que a neta não corria o risco de cair. Então, e só então, me era entregue "a chave da cerejeira", e eu ficava com total propriedade sobre a mesma.

Ali passava a grande parte dos meus dias, entre horas a andar a baloiço, e outras quantas em cima da árvore a comer os frutos diretamente dos ramos, quentes do sol, quilos deles, que punham a aminh avó de mãos na cabeça com as nódoas, e a mim 'de castigo' na casa de banho.

Pufff...

No dia seguinte repetia tudo. E no outro...

A minha árvore, a árvore mais importante da minha vida, a minha árvore preferida era aquela cerejeira que me fez companhia durante tantos anos e tantos anos partilhou comigo os seus 'filhos', menina sozinha que sempre fui. Foi ela que me ouviu queixar, que adivinhou as minhas mágoas, tantas vezes...

No último incêndio, desapareceu. No seu lugar, está agora uma sombra de saudade, e a recordação de tantos momentos felizes.

Por isso, Sapo, esta é a foto possível da minha árvore favorita: em vez de pixels, carateres.

Porque certas coisas, infelizmente, não são para sempre...

20
Mar14

Um poema especial, entre tantos outros...

Fátima Bento

Este poema foi para mim quase um hino - nem tanto ao que era como ao que gostaria de ser - desde que o ouvi pela primeira vez. E nessa primeira vez, ouvi-o pela voz de Maria Bethânia no Coliseu de Lisboa, no final dos anos 80, num concerto que ainda hoje guardo com o carinho, a admiração e a recordação adulterado pelos brilhos que o tempo acrescenta às coisas boas da nossa vida.

 

Cântico negro

- José Régio

«"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!»

 

 

                                                                                                                          (Rio de Janeiro, 24/11/2013)

17
Mar14

A musica e eu... a acordar a bombar, lol

Fátima Bento

Bem, não é uma são três, e é de segunda a sexta, honestamente... até as gatas já reconhecem o ritual.

1º Haven't met you yet - do Bublé (é tudo dele), para começar a convencer-me que tem de ser;

2º Haven't met you yet, live - as últimas estrofes, já canto.......

3º It'a a beautiful day - que começa já com o meu acompanhamento :)

Reação das pikenas: a Mia, que está, como esteve todo a noite, em cima da cama, faz-se de surda, mas vai deitando um olhinho para a porta do quarto, que aos primeiros acordes a Piccolina entra. Passa por cima das almofadas, e da minha cabeça, por forma a que eu lhe consiga tocar, tipo 'bom dia', e desce. E espera. Quando começa a tocar a versão live, começa a subir para a cama e a rondar-me, mas à distância. Quando começa a terceira musica, dá-lhe a louca e começa a fazer verdadeiros voos razantes, 'ela-vai-se-levantar, ela-vai-se-levantar'.

Boa dsposição garantida.

Ao fim de semana, não há este acordar, que deixo a ametade irritada - eu ponho a coisa alta, e ele gosta de ouvir musica baixo ao acordar...

(é pá, dois em sete, ganhei!)

O fim de semana é à moda do Vitor :)

(este video é tão... fôfo! Serio, como é que é possível acordar mal disposto com isto? It's a beautiful day!)

26
Fev14

Do disparate aos píncaros da elegância...

Fátima Bento

Faltam só quatro dias - QUATRO! - para um dos meus MOMENTO's favoritos do ano - e vá-se lá saber porquê, que os Óscares andam ali a rodear tanta coisa que não o cinema e as fitas que se fazem têm, tantas vezes tão pouco a ver com os filmes a concurso... enfim...

Bem, entendo a pergunta do Sapo como uma de duas coisas, e vou responder às duas:

PRIMEIRO

O primeiro nome que me ocorreu foi o de Robin Williams. Parece que ele é mesmo assim "palhação", e éramos dois. A noite havia de ser um regabofe pegado (acabávamos expulsos que era uma lindeza...)

SEGUNDO

A oportunidade de conhecer alguém que admiro à distância? Então não se está mesmo a ver? Quem já me conhece do meu outro blogue, ou me segue noutras redes sociais como o Twitter, o Instagram ou mesmo o Pintrest, sabe:

o Alan Rickman. Se o homem me dirigisse a palavra, ou melhor, a VOZ, derretia-me toda - e como consigo ser muito blasé quando quero, o senhor não ia dar por nada, posso garantir (e isto porque eu sei que ele não gosta de sentir que o estão a tratar como estrela - o que vai de encontro ao facto de eu abominar parvalhices e histerias  no que toca a gente-famosa-ou-nem-por-isso).

E não, não tenho vergonha nenhuma de o assumir. Era o Alan Rickman

Com um babete.

Para mim.

19
Fev14

Canções que me puxam para cima - e me deixam com pele de galinha...

Fátima Bento

Vá-se la saber porquê, há já uns bons anos, entre o 'é pá soa-me bem, gosto mesmo, vou ouvir' repetido e repetido, até hoje, 'N' albuns depois, tudo o que sai daquela boca e daquela banda 'virou' a MINHA Banda Sonora. Tipo Fátima Bento, soundtrack by various composers, preformed by Michael Bublé.

E eu até dou de barato que o Bublé poderá ser um Carreira dos Canadianos...

{ok, não dou de barato, mas engulo o sapo... não concordo mas faço de conta... olhem, TONY CARREIRA CANADIANO O C@***HO, 'TÁ BEM?

(booooooooooom, já me sinto um bocadinho, ná, MUITO melhor)}

pelo que é tipo o meu ben-u-ron: serve para tudo desde a dor de dentes até à crise de sinusite, passando por dores nas articulações e menstruais. Por isso, acordo com 'haven't met you yet', versão normal, live, e de seguida 'it's a beautiful day', e com esta me levanto ao mesmo tempo que canto.

Mas não vou maçar ninguém com o meu 'chouchou' de estimação, pela milionésima vez - neste blogue seria a (ia dizer primeira, mas não, seria a) segunda.

Mas tenho assim uma pequena lista de canções que me puxam para cima.

De entre elas destaco

... e não resisto a deixar aqui ao vivo e a cores, isto é, no seu videoclip oficial, a que me consegue arrepiar mais...

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