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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

10
Jul19

Os dois sobreviventes enlutados

Fátima Bento

coração.jpeg

 

A Piccolina e o Ippo andam tristes. Não comem praticamente nada. A Piccolina quer mimos, o Ippo corre a casa toda atrás de algum aroma residual da Mia. Ontem à noite, a minha almofada tinha um pouco do seu cheiro... na madrugada de sábado ela dormiu na almofada, por cima da minha cabeça, e ontem ao ajeita-la senti um cheiro leve.

 

A Piccolina vomita, agora, volta não volta. Tá-se tudo a passar cá em casa...

 

05
Jan19

O inicio do ano - e as bolinhas que o Ippo já não tem...

Fátima Bento

[Este inicio de ano tem sido atribulado. Bastante atribulado. Ando de cabeça cheia, tipo miolos em papa. 

Claro que tento sempre chutar para canto, mas há alturas em que pura e simplesmente não consigo; agarro-me à bola e fico a olhar o infinito com a cabeça às voltas.

Mas este momento é de canto].

 

vet.jpeg

 

Por estas bandas aconteceram tantas coisas!

 

O Ippo foi esterilizado: vocês nem imaginam o stress! Eu angustiada desde a marcação, de véspera, a tentar não pensar no assunto. O jejum, que tiveram de fazer os três - já que cá em casa, quando um faz dieta fazem todos. Quinze minutos no corredor, com as portas todas fechadas, para conseguir pô-lo na transportadora... se eu já estava stressada, ia-me dando um fanico! Chegámos à vet, o Victor ficou no carro e eu lá entrei com o pacote (cara de maluca, toda desgrenhada - tinha apanhado o cabelo às três pancadas para tomar duche e não o molhar, com uma mola, e no meio disto tudo, nem o penteei...)

 

Entrei como quem leva o cordeiro para o sacrifício, a falar pelos cotovelos - a rececionista só se ria, e às tantas tirou-me a transportadora da  mão e disse "pronto, mãe, vá-se lá embora, que daqui a pouco já lhe digo qualquer coisa... tinha ficado de o ir buscar às 12:45h, mas às 10:35h a veterinária ligou a dizer-me que tinha corrido tudo bem, e que ele já tinha acordado, quando quisesse podia ir buscá-lo (tal não terá sido a minha fita quando o entreguei...). Ora, eu tinha preenchido a manhã com coisas para fazer, precisamente para não estar ali parada e obcecada a fazer filmes... por isso só o consegui ir buscar algum tempo depois do meio dia - e ainda bem, que ele quando chegou a casa ainda andava na diagonal.

 

Durante 24 horas foi a loucura do não lava aí... aí não Ippo!, já que durante uma semana era suposto ele não se lamber. Agora digam-me: gato com as partes sujas de sangue não se lava? Ah pois não... mas depois de ficar limpo, não fez muitas tentativas...eu ou o Victor saltávamos logo AÍ NÃO!, e ele baixava a perninha. E parou de se lavar no spot, e pudemos relaxar nos dias seguintes.

Foi tranquilo. Fez quinta uma semana, e esta perfeitinho, benzódeus.

 

Agora ando atrasadíssima, a ver se faço  um  post com as resoluções para 2019... honestamente, tirando duas ou três, não tenho pensado nisso. Vamos ver...

 

Mas antes de mais nada venho agradecer o carinho e participação de todos na troca de postais de Natal (farei um post certinho e ditreitinho sobre isso posteriormente!) Este ano haverá mais!

 

07
Dez18

Eu não chego a netos...

Fátima Bento

Ippo.JPG

 

Já toda a gente viu fotos do Ippo, certo? Esta mostra  razoávelmente os olhinhos dele. O direito é muito maior que o esquerdo, às vezes nem o consegue fechar completamente quando dorme. O esquerdo é completamente cego no que na foto surge dourado. À volta, consegue ver alguns vultos. Tem uma visão de 10/15%

 

O pequeno almoço que eu dou, e que é o segundo da manhã, é uma rebaldaria na cozinha. Para empatar o tempo, enquanto eu abro as saquetas, o pequeno introduziu o "brincar à estalada": o Ippo dá na Piccolina, a Piccolina na Mia, a Mia no Ippo, baralha e torna a dar. Tudo com as  unhas recolhidas.

 

Honestamente, não sei se foi o que se passou hoje, sei que quando me debrucei para pôr o Felix nas tigelas, só lá estavam as duas meninas. Olho para baixo da mesa e o Ippo está numa cadeira. Quando me aproximo, reparo que os dois olhinhos estão do mesmo tamanho, e que o direito pinga sangue. Gelei. Agarrei nele, mas ele quis ir deitar-se na casa de banho. Como ele não tinha comido, trouxe um iogurte  (a coisa de que ele mais gosta), pus na tigela, chamei, e ele não veio.

 

Fui buscá-lo e pu-lo no local do sofá onde costuma estar. Estava com dores, e como não percebia muito bem onde, fechava os dois olhinhos e estava super assustado. Foi para trás do sofá (e eu cheia de medo, que há sempre bactérias, do pó, por ali, e a recear uma infeção...) poucos minutos depois veio para o meu lado, onde tem estado. Já está mais calmo, mas eu ainda estou de coração nas mãos.

 

Vou mantê-lo sob vigilância nas próximas horas, e só limparemos o sangue, quando o Victor chegar a casa. Não o quero mais assustado, agora...

 

Não será de estranhar se daqui a umas horas me der um ataque de choro...

 

12
Nov18

Com o coração fora do peito

Fátima Bento

tear.jpeg

 

 

Foi no dia 2 deste mês. Saí de casa para apanhar a primeira sessão de Bohemian Rahpsody, às 12:30h., e limpei a litteira, deixando a rede mosquiteira na janela, que deixei aberta, para arejar a cozinha dos eflúvios gerados por suas excelências. Verifiquei que as molas que prendiam a rede estavam no lugar e fechei metade (ficando, na totalidade, um quarto aberta), porque havia quem se aventurasse a tentar afastar a rede, sendo que, como ia estar algum tempo fora, não quis deixar grandes hipóteses a acidentes. 

 

Acabei por entrar com o Victor, às 17:45h. Abri a porta e ali estavam a Piccolina e a Mia a dar as boas vindas... o Ippo, que se assustava sobremaneira quando ouvia abrir a porta da rua, não estava junto das tias e isso não era, de todo, estranho. Entrei, falei com as garotas, chamei o piolho e nada. Aproximei-me das malgas dos pikenos e vai de chamar o Ippo: nada. Nesta altura comecei a ficar MESMO preocupada. Corri os spots habituais do pequeno, e ele não estava em lado nenhum! Voltei à cozinha a chamar o gatinho e a bater nas tigelas de inox. Entretanto, na janela, o meu voyer de quatro patas favorito miava desalmado, porque também queria comer, acompanhado do coro dos irmãos da colónia. Desesperada abri a janela e olhei para baixo. E contei: um gato branco - a Oínhos - dois gatos brancos - o Rapazão... e três gatos brancos. Ok, um é cá de casa! O bichano, encostado à parede por me ouvir chamar para a papa, estava ali muito sossegadinho. Gritei ao Victor: está lá fora! e o homem apareceu desabrido, e agora? 

 

O que se seguiu foram uns largos minutos de um resgate que tinha tudo para não dar certo. O homem salta para a janela e o gato raspa-se. Com os pés apoiados sobre o muro de alvenaria que separa os dois quintais - se os colocasse sobre a chapa ondulada entrava pela casa de baixo adentro, que aquele plástico está mais que frágil - lá saltou para o chão. O Ippo seguiu os restantes felinos até ao canto de onde saltaram para fora do quintal, mas dado que não vê, deixou-se ficar. Em pânico. O Tititio aproximou-se, a falar no tom que costumamos usar com ele e agarrou-o e puxou-o para lhe pegar... malta, eu da janela ouvi as unhas dele a raspar o cimento... jeeez! Assim que o agarrou ao colo, tive um clique: dado que o muro, nas traseiras, tem um espaço onde me dá pela cintura, gritei: eu dou a volta e vou buscá-lo! Entretanto passei no quarto da tralha que é tudo menos escritório e peguei na transportadora. Chave na mão, saio de casa. E nada de subir pelas escadas: vai de subir a corta mato colina acima, que nem arfar, arfei. Cheguei lá, o gato estava assustado, arranhou o Victor enquanto abri a transportadora por cima, e foi empurrá-lo devagarinho para o lado de cá do muro e tapar a transportadora. 

 

Bom, eu tapar, tapei, agora fechar, as mãos tremiam tanto que não fui capaz. Abracei-a com os braços, rede encaixada no lugar, e trouxe-a encostada ao corpo, desta vez pelas escadas. Mal entrámos em casa, foi colocar a transportadora no chão e tirar a tampa: o pequeno saíu, e vai de cheirar o chão. Meia hora depois já estava à vontade. 

 

E eu fui tomar um calmante, que entretanto tinha os batimentos cardíacos na estratosfera, hiper ventilava e não conseguia parar de tremer. Depois, fui calçar uma meia elástica, que pelos vistos, dei uma mau jeito ao pé esquerdo a subir a corta-mato. O Victor ficou de "costelas ao peito", i-e., magoadas...

 

Nessa noite o Ippo deitou-se na nossa cama. A meio da noite acordei com os beijos do pequenito: nos lábios - o que ele gosta de lamber lábios, presumo que por serem macios - no nariz, nos olhos, nas bochechas... depois enrolou-se encostado ao meu pescoço e continuou a ronronar até adormecer.

 

Desde esse dia eu entro na cama, a seguir salta o Ippo, e entra o Victor. O gatinho espera que a gente se deite e dorme entre os dois corpos. E ronrona em dolby.

 

Por isso é que há dias, à pergunta de que tens medo?, eu disse que habitualmente diria nada, Mas neste momento já não o digo. O pavor que eu tive de perder o meu silver prince, como lhe chama a Inez... só de pensar fico arrepiada! Por isso deve haver N coisas de que tenho medo, mas como nunca estiveram perto o suficiente, ainda não me apercebi...

 

31
Out18

Eu juro que tentei...

Fátima Bento

... escrever o post prometido, mas não consegui.

 

Geralmente escrevo do manhã. Entre o levantar-me, fazer o xixi da praxe, dar de comer à gataria (de dentro e de fora), limpar o caixote e tirar o primeiro café, chegar à sala, tomar o eutirox, e ir bebendo o café enquanto espero que passem os trinta minutos para poder ir fazer o pequeno almoço, vou equacionando sobre o que vou escrever. 

Hoje, e porque o frio fez-se sentir mais à seria, sabia que mal me sentasse levava com gatos em cima, por isso trouxe o iogurte com os mirtilos (tapado, para o Ippo não dar por ele) e uma chávena com algum muesli, para pôr por cima (e não amolecer durante a fatídica meia hora de espera).

Dito e feito: chegada à sala, Piccolina sobre a otomana com cara de ponto de interrogação, então não esticas as pernas cá em cima? Estiquei e tapei-me com a mantinha polar, pus o pc no colo, e a pikena deitou-se sobre as pernas.

Ato continuo, chega a Mia, que se enrosca encostada à minha anca esquerda. O Ippo-limpa-fundos, que fica sempre a lamber as tigelas até estarem bem lavadinhas, apareceu depois e ficou um nadinha perdido. Mas deu-lhe o cheiro do iogurte tapado... e começámos a jogar ao espera, que ele sabe jogar muito bem, e respeita.

Mas ele espera... no seu lugar favorito. E depois de eu comer o iogurte, e lhe dar a tigela para lamber - é o momento alto do seu dia, ó felicidade! - o rapaz voltou à carga. E por aqui ficou a manhã toda! E coragem para o tirar? Deusmalivre!

 

now.JPG

 

Às tantas (duas horas depois) lá acordou e foi até à marquise. Eu aproveitei e atirei-me às teclas. Agora, ele não vê, e tem o olfacto afetado pela mesma coisa que lhe tirou a visão, mas ouvir, ah, ouvir, ouve MESMO MUITO BEM! Mal começou a ouvir as teclas apareceu desabrido e per'aí qu'inda não dormi tudo!

 

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E foi assim. Quando lhe tocava, ronronava... o garoto ainda não é muito coleiro, isto é o melhor a que posso aspirar... e pronto. Foi (também) por isto que ainda não consegui fazer o post. A ver se amanhã trato disso...

 

- o engraçado é que esta pancada pelo pc já vem de longe...ora atentem: 

 

20180625_110006.jpg

 

Esta foi tirada em julho... o gajo se pudesse,era informático! Ou blogger, na volta...

 

28
Set18

Ensaios sobre a cegueira

Fátima Bento

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Isto de ter um gato cego leva a que me façam uma serie de perguntas, que se repetem à exaustão. Mas há algumas que são mesmo para queijinho.

 

Por exemplo: 

 

     - então não podes mudar as coisas de sítio, tem de estar tudo sempre nos mesmos lugares?

     - nada a ver, o radar, nos bigodes e não só, funciona lindamente, tal como a audição e em caso de duvida, ele pára e usa as mãozinhas para perceber o que tem à frente. Claro que quando lhe dá a louca e desanda a correr e a brincar como se não houvesse amanhã, não se livra de umas valentes cabeçadas... mas a Piccolina e a Mia também as davam - e a Piccolina vai deter o recorde durante muuuuito tempo...

 

     - tens de lhe pegar ao colo para o pôr sobre o sofá/cama/whatever?

 

A primeira vez. Levanto-o, poiso-o e desço-o, para ele perceber que é seguro. Depois ele faz tudo sozinho... e nada o trava, que curiosidade é o seu nome do meio...

      

 

     - e ele encontra a comida e o caixote de litter (esta é das melhores #sóquenão)

 

O Ippo não vê. Mas cheira...

 

Mas a melhor de todas, a que tem direito a queijinho (nas fuças) é a fantástica:

 

- Oh! Tens um gato cego! Tadinho... e o que é que ele faz?

 

- MIAU.

 

 

12
Ago18

Férias: semana #1, DONE!

Fátima Bento

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Pois e não é que já estou em casa? Ontem a esta hora estava na piscina a apanhar solinho, quase, quase a atirar-me a pés juntos (de cabeça? 'tais doidos?) para a parte mais funda, só a esperar um bocadinho a ver se ficava menos fria, e hoje já acordei na minha cama. Duas vezes com a Mia a vomitar, uma com o Victor a ligar a luz para acabar o livro (a culpa é minha que levei O Executor para ele ler nas férias), e finalmente, de acordanço natural.

 

Receção cinco estrelas por parte da Piccolina que estava com coriza quando fomos e chorava copiosamente do único olhinho, e com coriza continua e uma conjuntivite está. Ó felicidade ó alegria, ronrom, miminhos, beijinhos, tudo o que havia para dar, ela entregou.

 

A Mia, feliz, feliz, pediu comida. Segundo o Tomás, parecia um aspirador nos dias em que não estivemos, mas nunca vomitou...com a nervoseira de chegarmos toma lá que nem dormiste sossegada.

 

O Ippo esfanicou-me o braço na brincadeira, mas depois fez-se doce e adormeceu com mimos e ronrons ao meu lado no sofá - o sacana do gato não gosta de colo, ráisopartam! - só quando vai à vet... ou eu lho roubo, muahahahah  

E cresceu que se fartou, em quatro dias!!!!

 

E sim, era suposto termos estado fora seis dias e só ficamos quatro... a história conta-se num ápice: a net diz que sim, mas definitivamente não, vai daí Netflix 'tá de gesso, e não tínhamos nada para fazer à noite... e depois tivemos saudades (agora é mais um, e pequenino ainda por cima...)

 

As férias seguem dentro de momentos numa praia perto de nós.

30
Jul18

O abandono animal é um lugar estranho

Fátima Bento

Não consigo encontrar uma justificação, por ténue que seja, para o abandono animal - e não é de hoje. Acho que é uma questão de sensibilidade: quem tem animais e os conhece, adivinha facilmente a angústia que sentem. É a coisa mais assustadora, são animais que não conseguem sobreviver na rua, e de repente viram-lhes o mundo ao contrário. Nem falo de quem os abandona em placas centrais de rotundas, que isso vão além do desumano per si e invade o domínio psicótico, é de um sadismo psicopata chapa quatro.

 

Não compreendo.

 

Neste momento, sensivelmente uma semana antes de ir de férias chocamos com o papão das temperaturas desmesuradamente altas, e isso é um enorme nao-não para levarmos qualquer um dos três felinos da casa connosco. Vou estar em cima da linha de fronteira entre os distritos de Santarém e Castelo Branco - passo o dia no segundo e almoço no primeiro, a dez minutos de distância, se tanto - que são dos distritos mais quentes do país. E se saímos daqui cedo, para fugir ao calor, chegamos igualmente cedo, e sendo check in é uma horas depois, temos de ter a(s) transportadora(s) no carro que não tem A/C. E mesmo que consigamos entrar um nadinha mais cedo, será deixar o(s) pequeno(s) e ir almoçar, ficando num local estranho e não conhecido. Não é justo para ele(s), e se tivermos em linha de conta que o Ippo é cego, menos é.

 

A Mia está francamente numa fase boa, está mais gordinha, com boa cara - embora esteja com coriza, aliás têm todos, os de casa e os da rua; ela como está mais frágil, lacrimeja e espirra mais vezes. Olho para o Ippo e penso uma semana sem te ver, volto e nem te reconheço, nem tu me reconheces a mim... ele está tão grande, deu um enorme pulo nos últimos dias! A Piccolina resolveu que é giro brincar com o pequeno e bufa e tunga, trolitada na cabeça. Ó senhores! Pobre pequeno, que se esconde quando ela vai a passar e lhe salta para cima - e já levanta a patinha a ameaçar dar uma à grande.... mas como ela vê e ele não, ela dá, enquanto ele se fica pela ameaça.

 

Olho para eles e só me apetece chorar... e acho que quando sair daqui para me fazer ao caminho, choro mesmo.

 

E eles não ficam sozinhos, ficam com o Tomás, que desenvolve um sentido de responsabilidade aparte quando fica por si. Mas este ano as minhas férias adivinham-se dificeis...

 

Por tudo isto, cada vez menos compreendo as pessoas que abandonam os animais domésticos. Passa-me completamente ao lado que possam deitar a cabeça na almofada e ter um sono tranquilo...

 

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17
Jul18

A borrifarem-se para o(s) toque(s) de OCD

Fátima Bento

- o dele e o meu...

 

3.jpg

 (via)

 

Quando o Ippo chegou cá a casa a Piccolina e a Mia comiam em tigelas de inox, tendo uma para cada. Como o piolhito era pequenino, comecei a dar-lhe a comida e o leite em pratinhos da nespresso, mas acabava sempre comida no chão, à cause das investidas da Mia em pires alheio. Por isso, enquanto eu não compro a tigela de inox, resolvemos usar uma de vidro que tínhamos em casa e que pusemos em linha com as outras. Ora quando chega a hora de comer, eu vou colocando a comida, e eles comem pela ordem que preferem.

 
Mas eu quero lá saber qual tigela é de quem?

 

Este fim de semana,o Victor viu-me a dar-lhes comida e criticou: não! a de vidro é a do Ippo! E eu, mas isso lá interessa? Não estão a comer todos??? e ele retorquiu assim eles habituam-se a comer na sua tigela. Sorri incrédula.

 

Pois que suas excelências começam por comer na própria - a do Ippo fica no meio (aqui entrou o meu OCD quando a vi na ponta), depois vão às outras tigelas verificar se alguém deixou comida e "lavam" as tigelinhas. Eles lá querem saber who's which?

 

Os humanos são mesmo complicados, caracoles!

 

12
Jul18

E hoje...

Fátima Bento

... é claro que não dormi! 

 

E não durmo porque o pequenito dorme connosco e eu levo a noite toda com ele a acordar e a passear por cima de mim, e tenho de me levantar quando decide que tem fome (pelo menos ao caixote já vai sozinho!), ou então, como hoje, porque não fica no quarto connosco, e eu fico com medo que ele apareça, ou chame e eu não dê por ele... uma parva. Eu assumo: em termos latos, esta preocupação é uma parvoíce, mas ainda não descobri o interruptor! Não é que eu não queira dormir: eu quero, e como! O problema é que o cérebro não desliga, pelo contrário, entra numa espécie de frenesim, e não dormes não senhora! Consegui dormir uma hora algures entre as 7:30h e as 9:00h - quando há luz, consigo relaxar - que me soube pela vida!

 

E depois é a Mia que vomita. 

 

Tem sido uma fase linda #sóquenão - bem, mau só mesmo o não conseguir descansar e a Mia vomitar tanto, de resto, a balança está equilibrada, o Ippo compensa largamente a ansiedade que provoca!

 

Já fomos à veterinária, que aconselhou fazermos uma bateria de análises à Mia, e uma eco. Eu sei que ela está presa por cabelos, e não a quero deixar ansiosa... e é a tal coisa: se ela desiste, não há nada que adiante, e esse é o meu medo. Submetê-la a exames vai adiantar de alguma coisa? Medicação nesta altura? O Tomás nunca conseguiria medicá-la. Acho que vou estabelecer um compromisso: se tudo correr bem nas férias, quando voltar marco isso tudo (até porque preciso do Victor comigo para a levar lá, sozinha não sou capaz, e ele ainda estará de férias), e logo faço tratamentos e mais o que for indicado. 

 

Bom, e daqui a meia hora, mais ou menos, arranco para o cinema para ir ver o Mamma Mia, here we go again. Posso não saber muito, mas sei que vou sair muito bem disposta, assim não poupem na quantidade de musicas dos ABBA!

 

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Portantes, até logo!

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