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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

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24
Abr15

Mortdecai: matinés de domingo à noite

Fátima Bento

O principio é mais ou menos este: ao fim de semana, cá em casa, vêem-se dois filmes. Para sábado selecionamos qualquer coisa mais densa, às vezes com entrelinhas (outras nem por isso - e é nessas alturas que enfiamos o barrete, mas é incontornável), e ao domingo à noite optamos entre uma comédia romântica ou uma comédia, tout court. E desta última vez coube a vez a Mortdecai, comJohnny Depp e Gwyneth Paltrow, entre outros.

Mortdecai–A-Arte-da-Trapaça.jpg

Ora a expetativa era ver o actor assumir aquele personagem que lhe é intrínseco, pelo menos do meu ponto de vista, e que é tão-mas-tão Jack Sparrow. Até o Mad Hatter da Alice in wonderland tinha 80% de Jack Sparrow! E o Tonto de The Lone Ranger também 'vai por ali', embora seja uma personagem mais trabalhada.

Aquilo com que nos deparámos no domingo foi com um Depp que partiu de uma tela em branco e construiu um personagem novo, não cedendo ao facilitismo de repetir jeitos e trejeitos usados, abusados e comprovados em peliculas anteriores. Muito, muito bom para massajar os orgãos internos, pelas gargalhadas dadas, Mortdecai merece mesmo ser visto - e até o confuso sotaque britânico do personagem ajuda à composição. Não esperava gostar tanto, porque, na verdade, sendo Johnny Depp um dos meus atores du coeur, já andava cansada de o ver patinar na maionaise com os mesmos flips, mortais e quejandos repetidos uma e outra vez.

mortdecai 1.jpg

Depp prova, mais uma vez - Sweeney Todd continua a ser um excelente exemplo, e talvez a minha película preferida - que se pode reinventar quando quiser, e dar à luz personagens inesquecíveis.

Para ver agora, antes que o Sparrow nos volte a encher o grande écran... como Sparrow, claro.

12
Jan15

Caminhos da Floresta/Into the Woods

Fátima Bento

Não foi o primeiro fime que vi este ano: esse lugar coube ao 'Hobbit, a batalha dos cinco Exércitos', trilogia de que vi (penosamente) o primeiro, de que saltei (alegremente) o segundo, e vi agora o terceiro, de que gostei, apesar de não gostar de Tolkien, e de achar bestialmente sinistro terem pegado n'UM VOLUME e terem-no desdobrado em TRÊS filmes. Como se já não bastasse a outra trilogia, a do 'Senhor dos Anéis'...

Enfim, como já disse, não gosto de Tolkien, nem lendo nem vendo.

E então passemos ao segundo filme de 2015, 'Into The Woods'; ao contrário de tudo o que tenho lido,o filme não é **AQUELA COISA**.

      - E não me venham lembrar que é Disney, que me dão tonturas.

Não compreendo, mesmo, porque raio o estúdio quis adaptar isto... pronto, este musical. Se calhar o mal está em mim, que associo Disney a lollipops, cotton candy, love apples, e coisas fofinhas e docinhas. Penso que o orçamento não deve ter sido muito elevado, pois que me parece que o filme é (p'aí) 80% filmado em green screen. Não viria daí mal ao mundo - A Vida de Pi foi (p'aí) 95% filmado em green screen e não foi por isso que o realizador deixou de ganhor o Óscar, e que o mesmo foi merecido. O caso é que este filme é cenográficamente falando, uma tristeza. Muito escuro e os atores dão voltas e mais voltas sempre na dita floresta que é mesmo, mesmo... escura.

into-the-woods.jpg

O filme vale (praticamente só) pela interpretação de Meryl Streep - que até se estivesse o tempo todo sentada e calada, fá-lo-ia de forma mais-que-perfeita - e pelo vozeirão que educou entre o Mamma Mia e este filme. Bravo!

E depois existem os cinco ou seis melhores minutos do filme: aqueles em que o Johnny Depp aparece e o écran fica subitamente pequeno demais para ele, que transborda por todos os cantos.

johnny_depp_the_wolf_into_the_woods-wide.jpg

De resto... de resto é escuro. Escuro, e pronto.

Está bem, a história não é má, as trocas e baldrocas até são divertidas, e quando fechava os olhos tinha a sensação de estar pela quarta vez numa sala de cinema a ouvir as musicas do Sweeney Todd (que por acaso é o meu filme favorito do Tim Burton - sim eu vi o filme no cinema três vezes: sózinha, com o marido, e com os filhos). Mas isso foi um bónus particular.

De resto neste momento o IMDb está a dar-lhe 6.8/10, o que eu acho ainda um bocadinho alto (eu dei-lhe, no site, um 3 para ajudar a baixar a fasquia); para mim parava no 5/10. 

Não o voltaria a ver, e não fiquei com nenhuma musica no ouvido. Ainda por cima duas horas e uns piquinhos é muito tempo para um filme sombrio e com um cenário quase fixo.

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