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Porque Eu Posso

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02
Mar18

Lady Bird - Corrida aos Óscares #7

Fátima Bento

Lady Bird.JPG

 

Em 2009 a Academia alargou o número de nomeados a melhor filme por forma a aumentar as audiências à transmissão televisiva; para isso, foram tomadas medidas para que se apostasse na diversificação do género dos os até dez filmes nomeados, por forma a atrair fãs dos mesmos, que de outra forma não se interessariam pela entrega de prémios.  

 

Por esta ordem de ideias surgem filmes como Lady Bird entre os nove magníficos deste ano. Este filme conta a vida de uma adolescente com aspirações artísticas, que quer sair da zona em que vive e perseguir os seus estudos superiores numa grande cidade como Nova Iorque. Acompanhamos os seus momentos de rebeldia, as suas discussões com a mãe (Laurie Metcalf), peça central no filme - mais de que Saoirse Ronan que interpreta a personagem que lhe dá o titulo - situações normais numa relação mãe-filha adolescente.

 

Existe um sem número de fãs deste filme que o encaram como a história de uma rapariga a perseguir um sonho e a fazer tudo até o conseguir, uma (apesar de tão) jovem cheia de força em realizar o que deseja, contra ventos e marés até o conseguir, por mérito próprio. Uma jovem mulher admirável, portanto. E aqui reside o contrassenso da mensagem: sem o apoio do pai, iria esta para Nova Iorque? Como assumi-lo apenas como uma vitória sua?

 

Se este ano a escolha dos nove a concurso  provoca algum espanto, em Lady Bird atinge o cúmulo do mas que raio e deixa-me a pensar como é que um filme tão comum pode estar na corrida ao Óscar - com nomeações para melhor filme, melhor realização, melhor atriz, melhor atriz secundária, melhor argumento original. São muitas nomeações para um filme vulgar, com uma história banal e um final previsível. Mas a Academia deve manter-se coerente, e se vai nomear filmes diversos, não se pode ficar pelo titulo entre os candidatos a melhor filme e tem de dividir para conquistar...

 

Lady Bird é o único filme de que não gostei, dos nove, e que não consigo - de todo - entender o porquê de ter sido colocado na posição em que se encontra.

 

12
Jan18

Lady Bird e a metáfora perfeita

Fátima Bento

Já mencionei que vi o filme Lady Bird. E foi uma sorte (#sóquenemporisso) porque o filme só esteve em exibição no Almada Fórum uma semana.

 

Vou repetir: esteve em exibição UMA SEMANA.

 

Isto é quase inédito: filmes que estão a gerar baixa bilheteira mudam de horário, ficando às vezes com uma única sessão, ali entre as 18h e as 19h... mas não, o filme esteve lá uma semana, com as sessões todas e puff, desapareceu.

 

A trama gira em torno relação mãe filha (o pai tem lugar, mas é um papel quase tipo figura de corpo presente), segue os últimos tempos da adolescente antes de entrar na universidade, a cumplicidade e os choques naturais entre as duas mulheres, as divergências de opinião, o desejo da rapariga voar para longe e a vontade da mãe a manter perto do ninho. Aqui entra o pai e dá um empurrãozinho à coisa, sob forma de apoio a uma das duas (não, não vou fazer spoil, embora esteja convicta que não interessaria nada).

 

Ora eu para classificar este filme lembrei-me de uma ocorrência bastante embaraçosa, há coisa de uma ano atrás, numa (olha lá!) H&M. A loja em questão é grande, e eu andava a passear-me entre os cabides e afins. Ora eu sofro de síndroma do cólon irritável, e estava com uma valente crise de meteorismo que estava a tentar manter aconchegada dentro da imensa bola de basket que para todos os efeitos teria engolido, tal o volume do meu abdómen. 

 

Ora as roupas têm fibras. As fibras às vezes andam no ar e introduzem-se nos orifícios mais desprevenidos. E eu também tenho uma rinite. E houveram para ali fibras que se me enfiaram no nariz. E que fizeram comichão. 

Não duvido que terei coçado o nariz e pensado happy thoughts: unicórnios cor-de rosa, nuvens de algodão doce mas... não consegui evitar.

 

Espirrei.

 

E eis que a bola de basket gritou: 

 

Vamos a jogo!

 

e numa perfeita sincronia, o meu atchim foi acompanhado dum BRRRUMMMM que o abafafou por completo. 

 

Meus amores e minhas amoras: a loja tinha uma boa dezena de pessoas.

- parecia que tinham carregado no botão de pausa. 

 

Ato continuo, apanhei qualquer coisa que me tinha caído ao chão (#fazdeconta), e quando me levantei, fiquei semi agachada e segui entre os burros/charriots com os joelhos fletidos por forma a sair do lugar onde a eventual concentração odorífica estaria agrupada, sem que a minha cabeça se visse por cima do varão de onde pendiam os cabides. 

Imaginem a cena: lá vai ela... e atrás dela as moscas de cartaz nas mãos a dizer em letras gordas:

 

FOI ELA!

 

Chegada ao final da parede, endireitei-me muito direitinha, ergui o queixo e dirigi-me às escadas rolantes com cara de quéquefoi? Hãn?

 

Portanto foi com esta ideia que fiquei do filme: foi um valente peido. Com a vantagem de não deixar cheiro... o problema é que não atraiu nem as moscas...

 

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Decerto muita gente vai discordar - et vive la difference!!!!. Mas este eu não voltaria a ver nem com um cheque chorudo - e visado - na mão...

 

 

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