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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

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16
Mai17

O livro secreto #2 e #3

Fátima Bento

Não sei se se lembram, mas faço parte do Grupo do Livro Secreto.

 

O primeiro livro que recebi foi o Palestina, de Hubert Haddad , e de que falei aqui.

 

Logo em seguida recebi As asas do amor, de Nicholas Drayson. O livro é de uma ternura e charme que não me é usual encontrar no que leio. Gostei muito, está bem escrito - sem brilhantismo - e não há muito mais a dizer sobre o assunto. Fiquei com a ideia que já vi um filme baseado nesta história, mas andei a cuscar no IMDb e não encontrei nada. 

 

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Enviado o segundo, eis que chegou o terceiro, O código de Avintes, que não li. E passo a explicar: eu comprei este livro há uns anos, quando saiu - foi logo a seguir a "o Código D'aVinci" do Dan Brown - e tem uma ideia muito gira por detrás: um punhado de escritores portugueses conhecidos - Alice Vieira; João Aguiar; José Fanha; José Jorge Letria; Luísa Beltrão; Mário Zambujal; Rosa Lobato de Faria - e um capitulo para cada, baralha e torna a dar. A resultar, seria fantástico...na minha opinião, que se firma sobre os primeiros capítulos (não consegui ler mais...), não resultou. Tenho por principio não desistir de um livro sem lhe dar algumas hipóteses de remissão, mas as deste esgotaram-se cedo. E nem foi o primeiro escrito pela trupe; esse foi Os novos Mistérios de Sintra, titulo que guardei para o caso de gostar deste O código. Pois que nem me consegui convencer a voltar a tentar desta vez...

 

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Para este mês tenho aqui O Diário Oculto da Nora Rute, de Mário Zambujal. Apesar de ter dois livros do autor na estante, ainda não li nada dele, este será o primeiro. Tanto quanto sei é de leitura fácil, pelo que me deve acompanhar em dois inícios de noite, uma hora cada um, mais ou menos.

 

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Isto depois de acabar o livro que lenho em mãos, último de cinco, sobre o(s) qual(is) falarei depois. E não vai ser DE TODO fácil falar deles...

 

Um dia destes...

18
Mar17

Leituras em 2017

Fátima Bento

Este ano, em termos de leituras, promete. Não falemos de números, que é coisa que me diz muito pouco - ou nada.

 

Ora guardei o último Zafón (comprado no dia em que saiu, haja coragem para tão longa espera), para primeira leitura do ano. Ainda não escrevi sobre ele, hei-de, pois hei-de. Para sair do Labirinto(...) airosamente, agarrei no A outra metade de mim - (e aqui), porque sim.

 

Segui para "Furiosamente Feliz", que me fez chorar a rir. E daí passei ao primeiro livro secreto, Palestina, que encantou - levou o seu tempo mas encantou.

 

Acabado, agarrei num page turner, já que sabia estar para chegar o livro secreto seguinte: mais depressa começava A Casa de Bonecas mais depressa chegava As asas do amor, de Nicholas Drayson. Acabada A Casa(...), quinta, comecei-o. O próximo será A gorda, desde que acabe o livro do mês a tempo de poder lê-lo devagar.

 

O principio é e será sempre o mesmo a pautar as minhas escolhas: a um denso segue-se um leve OU um cujo tema não tenha nada a ver. Se me apetece ler e não posso andar a saborear um livro, não faltam 'no brainers/page turners' nas prateleiras.

 

 

E o portfolio dos livros secretos é suficientemente diverso para ter vontade de os ler (praticamente) todos.

 

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Onde vou arranjar espaço para um guilty pleasure Lobo Antunes (que me garante quase sempre uma enxaqueca), para um mestre Saramago, para o Jorge Amado que está há um mês sobre a secretária - e conhecendo-me, vai lá continuar pelo menos mais um... 

 

... está mais que visto que com escolhas e organização. 

 

Mas 2017 (e 2018, e um nadinha de 2019, que isto vão ser dois anos e meio) em letras, promete!

 

13
Mar17

Palestina, Hubert Haddad - Livro secreto #1

Fátima Bento

 

Pontos prévios:

 

  • O conflito Israelo-Árabe é-me tão completamente estranho quanto tal é possível quando se tem ouvidos e se assiste aos noticiários, mas não pesco nada do assunto. Gostei imenso the The Green Zone, mas lá está, isso foi no Iraque. E de Zero dark thirty, e ainda neste ano de Eye in the sky (e esse eu sei que estará mais perto... ná, é no Kenya...)... ainda por cima sou uma nódoa a Geografia.
  • Depois é a língua. Eu até me tenho em conta de poliglota - dado que sou fluente em mais de duas - mas há línguas que são completas paredes para mim. Ainda por cima, aquelas zonas do globo são cheias de dialetos... e custa-me um bocadinho estar a ler palavras e não as conseguir pronunciar

 

(haviam de me ver a primeira vez que li um autor sueco - claro, Stieg Larsson - e a parar a cada nome e endereço a tentar pronunciar aquilo... em voz alta. Agora com o dinamarquês Hygge, que descobri se pronuncia hooga, cheguei à conclusão que a mente iluminada era capaz de estar para o apagadote...)

 

  • E para completar, o MEU disco rígido tem limites. Se lhe fizer uma limpeza - este já não tem idade para formatações (algum tem?) - ainda arranjo espaço para informações frescas, mas não me parecia ser o caso.

 

Por isso...

 

palestinablg.jpg

 

Peguei em Palestina no dia que me chegou pelo correio, e levei-o comigo a tomar um café à esplanada-com-vista do costume, uma vez que estava um dia lindo. Dei-lhe, uma, duas voltas, li a sinopse, a introdução ao autor, e a citação que abria o livro. E metade do primeiro capítulo e pousei-o.

Pensei, ao que vale, o livro é pequeno. Pensei, não vou deixar de o ler, mas se fosse maior não sei. Pensei não vou interromper o "Furiosamente Feliz", vou acaba-lo e depois pego neste. Era dia 20 de Fevereiro

 

Voltei a pegar-lhe uma semana e meia depois, por aí, mesmo sem acabar o "Furiosamente(...)" que se começou a tornar repetitivo, e que é dos que não se leem, ao invés disso, se vão lendo - uma categoria à parte, portanto, e tenho mais alguns assim. À noite deitei-me e recomecei-o. E andei umas noites em que não lia, outras em que lia UM capítulo. Até que encontrei o que o A.L.A. chama a chave do livro

 

- e que não é nunca do livro mas do leitor

 

A partir daí não interrompi a leitura. Mas espreitei a narrativa de um poiso de onde ainda não experimentara fazê-lo.

 

Palestina é um poema. O autor troce-se, contorce-se e retorce-se em linguagem que embeleza o destruído, pinta um quadro onde o arame farpado, os blocos de cimento das barreiras são estética fundamental do todo. Como Falastìn toma a mão de Nessim na sua e o embala no sono que os envolve, Hubbert Haddad segura-nos na mão e deixa-nos escolher o importante na trama. Mas existem sempre escolhas, acaba por ser essa a mensagem transmitida pela obra. Mesmo se somos empurrados para elas.

 

Palestina não se engole, saboreia-se. Não é um livro para papa livros, é um livro para leitores gourmets, que não tenham medo de pisar terreno desconhecido.

 

Sobre a história que conta não vou falar, está na sinopse na contra capa, e serve fundamentalmente como o pequeno empurrão que falta aos indecisos para comprar o livro. Porque a história, nos livros bons, é o menos importante de tudo.

 

E Palestina, de Hubbert Haddad, é um desses raros livros que podemos classificar com uma simples palavra, embora usando maiúsculas numa fonte grande e o bold:

BOM

 

À escuta, Falastìn abranda o passo sem virar a cabeça.Um ligeiro ruído nas suas costas fá-la reter o fôlego. Não é que se sinta apreensiva, o medo não a atinge; mas a tristeza invade-a, semelhante a um desejo de destruição, a um gosto brusco pela queda, sempre que sujeita a qualquer ameaça, física ou moral. Apesar disso recompõe-se e demonstra indiferença. Nada se pode contra o verdadeiro desprendimento.

 

 

A escolher uma única citação, seria esta,

 

Porque sim.

 

22
Set15

Perguntem a Sarah Gross - tanto, mas tanto...

Fátima Bento

Já disse e escrevi isto um sem número de vezes, e vou repetir-me: as unanimidades assustam-me. Não é bem assustar, é mais deixar-me 'de pulga atrás da orelha'... quais são as probabilidades de toda a gente gostar da mesma coisa?

Foi com esse espírito, o de 'vamos lá então ver isto...', que iniciei a obra que dá titulo a este post.

À segunda pagina interrompi a leitura - a minha e a do Victor, que anda enrolado com o Jo Nesbo - e afirmei: ráispartóhomem que escreve bem que se farta!

E continuei a leitura.

Devo dizer que, até uma nadinha mais de que o meio do livro,  a coisa esteve tão em lume brando que e fez pensar no titulo daquela obra de Shakespeare "much ado about nothing", embora o nothing, neste caso, fosse um bocadinho mais de que nada. A escrita embalava, e eu deixava-me ir confortavelmente pendurada nas palavras de João Pinto Coelho.

E eis quando as coisas mudam quando Esther e Kimberly se encontram em 1969. A partir daqui o livro começa a parecer-me o que esperava, e em menos de nada ultrapassa tudo o que poderia imaginar. Não são os relatos, que já li umas quantas obras e vi uns quantos documentários que me apresentaram a verdade do nazismo, de Birknau e de Aushwitz... é a forma como o autor nos passa a informação, emocional e visualmente, porque é impossível ler e não sentir, não ver, não desesperar. 

E é de ter sempre presente que, mesmo com retratos pungentes é inimaginável sequer ter a arrogância de pressupor 'fazer uma ideia' do que sentiram e como, de fato, viveram aqueles carimbados de üntermenschen.*

"Perguntem a Sarah Gross" é uma obra-prima. O autor tem curriculum que lhe permite saber do que fala, e tudo o mais, a que se junta um talento esmagador para a escrita, e uma capacidade de imprimir um tempo (ritmo, se preferirem), tão, mas tão perfeito, que agora estás a ver montras, e de repente cai-te um muro de betão em cima e deixas de te conseguir mexer. Essa é a melhor metáfora para o trabalho de JPC, que me ocorre.

Fabuloso? Definitivamente.

Obrigatório? Mais. Muito mais de que obrigatório.

Obrigado JPC. Duvido que quem ganhou o prémio LeYa tenha sequer conseguido chegar à sola dos pés deste livro.

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*em tradução livre, sub-humanos

10
Jul15

A última noite em Tremore beach, Mikel Santiago - Bingo!

Fátima Bento

Diz o adágio que de Espanha nem bom vento nem bom casamento. Mas caramba, não se aplica à literatura, concerteza: tenho lido do melhor vindo de lá, nomeadamente do país basco - pois se o meu adorado Ruiz Zafón não é daí?

 

Esta semana agarrei num livro que me despertou a atenção no escaparate, ainda quentinho (pelo menos não o tinha visto antes) e trouxe-o comigo.  Fartinha que estava de falsas partidas - o meu estado de espírito anda 'avariado', e já tinha feito um sem numero de tentativas e não passava das primeiras paginas e, vá-se lá saber porquê, achei que aquele ia 'quebrar o enguiço'. Nessa noite abri-o e comecei a ler.

Há bastante tempo que um livro não provocava em mim o frenesi que este provocou. Ontem, eu saí do comboio com ele na mão, dedo a marcar a página para mal entrasse no metro continuar a leitura. A cada segundo livre, abria-o para ler um paragrafo que fosse. Quase - pela segunda vez na vida - ia perdendo a paragem do comboio por ir embrenhada na leitura, e ele foi vê-la a correr para a saída antes que decidissem arrancar!

Acabei-o  este final de tarde - quando em casa, só costumo ler à noite - isso dirá qualquer coisa, sim?

Só tenho uma coisa a dizer: é o melhor livro que li este ano.

Começamos a ler e não fazemos, de todo, ideia do que se trata, nem o que vai acontecer, e o livro vai-se tecendo à nossa volta como uma teia, e às tantas somos umas moscas voluntárias à espera do que lá vem. E que continuamos sem antever o que seja.

Não o larguei, não consegui. 

A sinopse que eu posso fazer é um musico-compositor que perdeu a inspiração depois de um divórcio doloroso, muda-se para a Irlanda para viver em reclusão e lamber as feridas em paz. E depois um dia ouve uma voz que lhe diz 'não saias de casa. Hoje não'.

Digo já que não é um livro dentro do género fantástico, paranormal, whatever. É um thriller psicológico com criatividade às carradas e uma escrita inatacável.

Mikel Santiago é um nome a guardar e seguir.

Aconselho vivamente. Não sei se já aqui disse isto este ano, mas se só comprar um livro esta estação, compre este.

Mete "A Rapariga no Comboio" a milhas.

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20
Mar15

Livros, café e criatividade...

Fátima Bento

Pandora desafiou-me, e eu claro, aceitei. O melhor: este obriga-nos a pensar... ;)

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1. Negro: Nome de uma série que é difícil de entrar, mas tem fãs apaixonados.

A trilogia Millenium, de Stieg Larsson. Eu sou uma das fãs apaixonadas e tristes por serem só três! A dificuldade maior é decorar os nomes dos personagens e das cidades e ruas. O sueco é uma língua lixada...

2. Café com gengibre e natas: um livro que fica mais popular durante o inverno ou a época festiva do ano.

No Natal, o último do Lobo Antunes (ou outro qualquer do mesmo autor), para oferecer ao pai, ao avô ou ao tio. Durante o Inverno um qualquer gorducho para preguiçar no sofá com uma manta e uma chávena de chá café... (Pandora, pá, tinhas de falar do Dickens no Natal?)

 3. Chocolate quente: Qual é o teu livro para crianças favorito? 

O Pequeno Principe, de Saint-Exupéry. Adoro-o!

4. Dose dupla de expresso. Diz um livro que te manteve "na ponta da cadeira" do inicio ao fim. 

Lembro-me d'O Historiador, da Kostova, mas não sei se é o melhor exemplo... mas praticamente tudo da Mary Higgins Clark me deixa em dose-dupla-de-expresso, por muito 'cultura pop' que seja...

 5. Starbucks. Diz um livro que vês em toda parte... 

Em vez de um livro, falo num escritor: José Rodrigues dos Santos. De tanto o ver, nunca li nada dele...

6. Ops! Pedi acidentalmente um descafeinado. Diz um livro que estavas à espera de mais.  

O primeiro do James Patterson que li. A partir daí já sabia o que me esperava... ainda li mais um, e fiquei-me por aí. Passou a ser a minha embirração de estimação. Agora comecei - e larguei - 'O Morcego' do Jo Nesbo e fiquei aterrada com as similaridades quanto ao tipo de escrita. Vá de retro, mais um autor que não volto a ler...

7. A mistura perfeita: Diz um livro ou uma série que foi ao mesmo tempo amargo e doce, mas, em última análise, satisfatória. 

Acabei há pouco tempo, Já devias saber... agora é tarde demais de Jean Hanff Korelitz, e fiquei sem saber como o classificar. Em termos de estrelas, dou-lhe quatro em cinco, mas é um bocadinho mais complicado que um número... as similaridades entre esta história e Em parte incerta, de Gyllian Flynn (aproveito para dizer que a única coisa que Gyllian tem 'de mau' é só ter escrito três livros até agora e de pior, só dois terem edição portuguesa), deixaram-me assim um bocadinho perdida. Porque existem similaridades mas o angulo é diferente... para resumir, gostei muito mas vou ter de fazer um post sobre o mesmo para tentar pôr em palavras o que sinto em relação ao mesmo e arrumar as ideias.

10
Mar15

Mais uma volta, mais uma corrida...

Fátima Bento

Isto para escrever não anda bom. As coisas (i.e. a minha vida e o que faz parte dela) andam num sentido um bocadinho inverso ao dos ponteiros do relógio, para não dizer que andam a inverter o seu curso natural e positivo a 180º. E é difícil chegar aqui e pôr-me a escrever sobre cinema, livros, programas de televisão, notícias sérias, disparates cor-de-rosa ou quejandos, quando o meu environment parece um tigre assanhado a confundir-me com uma zebra. 

Sério que é difícil.

Assim como assim, estou a gostar imenso do livro que ando a ler agora, 'Já Devias Saber... Agora é Tarde Demais',

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que é uma leitura tão compulsiva quanto possível (é uma parvoíce, mas os únicos livros que só consigo ler de uma assentada são os da Mary Higgins-Clark - isto desde que a conheço), uma vez que só leio à noite, mas dou comigo várias vezes durante o dia a antecipar o momento em que vou abrir o livro. Isso é suficientemente compulsivo para mim.

No que diz respeito, ainda, à leitura, reservo o dia para revistas, e como tenho andado muito descontraída (não), estão aí as portuguesas - mensais - todas (sim, inclusive a Cristina, mas isso vai dar um post) e mais a Psychologies, a Santé e a Marie France, sendo que já vi 'os bonecos' da Lux Woman, os da Saber Viver poucos e na diagonal, os da Marie France, e as restantes - incluindo a Visão e a Sábado da passada semana - estão por abrir.

Sério,hoje apetece-me berrar até ficar rouca.

Apetece-me, prontx. 

Daqui a bocado já volto, mais calma. 

Espero.

06
Mar15

Vamos brincar ao faz de conta?

Fátima Bento

Estavam com medo que eu me tivesse perdido na fibra (pois, que cabo, já era) e que não me voltassem a pôr a vista em cima?

Hélas, não têm essa sorte

(muahahahahahahah...)

Pois que tenho andado num reboliço de alegrias e tristezas, progressos e desgraceiras, e tudo e tudo - como, aliás, de uma maneira ou outra, todos os que por aqui vão passando. Penso em escrever, pois penso, mas se há alturas em que a luz laranja pisca

(write with caution),

têm sido mais frequentes aquelas em que a luz vermelha fica fixa e ativa um sem número de alarmes que disparam

(run as far as possible from your blog).

Por isso, vamos fazer um exercício: vamos fazer de conta.

  • Vamos fazer de conta que eu vi a cerimónia de entrega dos Óscares e que a estatueta que premiou o melhor filme foi (como na realidade) para 'Birdman', o melhor filme deste ano, segundo a Fátima-que-tem-a-mania-que-é-cinéfila; ou que foi entregue ao mais doce dos três, 'A teoria de tudo', segundo a Fátima-coração-de-manteiga; ou ainda que foi entregue a 'Whiplash', segundo a Fátima-indie. Só falta a Fátima-esteta, que o entregava ao 'Grand Budapest Hotel', mas essa saiu e não sei a que horas volta.
  • Vamos fazer de conta que não li 'O bicho da seda', de Robert Galbraith (aka J.K.Rowling), e 'O Quarto Reich', de Francesc Miralles, estando o primeiro muito perto do fabulástico e sendo o segundo um no brainer com uma história curiosa que conjuntamente com uma tradução de ir às lágrimas - santa incompetência!!! - no final nos deixa com um amargo de boca de sensação de tempo perdido...
  • Vamos fazer de conta que não acabei de ver 'True detective' (10/10, se tal é possível), e 'The affair' (7/10), Globo de Ouro deste ano para série dramática.
  • Vamos fazer de conta que não vi TODOS os filmes que foram ao Óscar e que só falei de dois ou três, e que não partilhei apostas, nem admiti derrota, já que pensava que o 'Boyhood' levava os dois maiores, mas graças aos deuses foi o Iñárritu e a sua criação.
  • Vamos fazer de conta que ainda não vi as faladíssimas '50 sombras', nem o 'Olhos Grandes' do Tim Burton, e o 'Hector e a procura da felicidade' e (também) não falei de nenhum deles.
  • Vamos fazer de conta que não tenho andado numa roda viva a fazer de mãe, cheerleader, enfermeira, chauffeuse...
  • Vamos fazer de conta que às vezes não me tem apetecido dar umas belas cabeçadas na parede e egoistamente desaparecer do mapa e tirar umas férias da rotina que me sufoca...
  • Vamos fazer de conta, se quiserem, que isso não passa e fica tudo bem, e que os dias são bonitos e valem tão a pena ser vividos . ISTO, SIM, não é preciso fazer de conta.

Vamos? Boa. Então tábua rasa e vou pegando (ou não) nesses temas.

Estou aberta a pedidos :)

- sobre o que é que querem ler?

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21
Nov14

Há livros de que tenho medo.

Fátima Bento

Bom, tendo em conta que andei a ler que nem uma lunática, e agora estou um bocadinho cansada de livros (jamais, mas neste momento necessito de uma pausa) começa a ser altura de falar de cada autor e/ou livro que li.

[Calma, não vou afogar ninguém em 'intelectualóidismos' bacocos. Vou só mesmo deixar  minha impressão que se confirmou - ou não - nos autores que já conhecia, e as surpresas que novos autores (para mim) revelaram].

Mas hoje vou desenrolar o titulo do post, que é mesmo verdadeiro. Às vezes tenho, de facto, medo de certos livros.

Quando abro um livro novo - e  muito raramente se dá este fenómeno, mas quando acontece é um embate que é obra -  e parece que o livro se está a abrir dentro do meu peito, e que depois estende os braços e me puxa para dentro dele. A mais recente vez que tal ocorreu foi com o último livro que li, 'A Mulher má' do Marc Pastor.

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Não quero pôr-me para aqui com lirismos, mas um livro bem escrito, daqueles que nos falam à alma, é uma coisa deslumbrante. Tanto que chega a assustar. O que me mete medo será, porventura que, com um começo tão avassalador o livro não cumpra. E acabo por ficar com vontade de me ficar por aqueles primeiros parágrafos e repeti-los, uma e outra vez.

Uma parvoíce, concordo.

Depois a curiosidade ganha, e acabo por me atirar de cabeça. Este de que falo, cumpriu exatamente o que prometia. Muito bem escrito, Sem o efeito 'poético' da introdução a acompanhar toda a narrativa, só precisamente na quantidade certa. Sendo uma história real e francamente aterradora, se pensarmos nela sem 'anestesias', Pastor consegue, não poupando nas características malévolas de Enriqueta Martí, passar um tanto por alto, volta e meia, o horror dos seus atos, por forma a que não percamos a vontade de seguir em frente com a leitura.

Outro caso em que me vejo na mesma posição, é com os livros, todos os que já me passaram pelas mãos, de António Lobo Antunes. A escrita embrulha-me, como se fosse uma capa de veludo, e eu eu fico transida, qual mosca apanhada numa teia de aranha. Regra geral não leio um livro dele de uma assentada... e é por isso que e lambuzo com as crónicas que começam e acabam na mesma cadência qualitativa.

Mas se, com ALA eu sei que é sempre assim, este livro de Marc Pasor apanhou-me com as defesas baixas, e foi uma agradabilíssima surpresa.

Recomenda-se como prenda de Natal para quem gosta que histórias reais (ide ao Google pesquisar o nome da 'senhora' e confirmar a veracidade da existência e atos da criatura), com um toque sangrento e contadas com algum humor, nem sempre negro.

Se o pontuasse, dava-lhe 4  e meia, só porque quero ser somítica e para largar 5 vai ser obra. 

21
Out14

E agora????

Fátima Bento

No meio deste 'turmoil' todo que nos tem abananado as entranhas, uma frase comum aqui ao casal maravilha é: "o que nos vale são os livros". A serio, não fora a viagem onírica diária que fazemos... nem sei que vos diga. Aliás, até sei mas não digo, deixemos imperar o bom senso...

E agora? 44 livros volvidos desde o meio de maio, eis senão quando, depois de ontem ter fechado a contracapa de 'Lugares Escuros', fiquei sem vontade de recomeçar nenhum. Nem leve nem pesado. Não me apetece, não estou para aí virada, sei lá eu porquê.

Nope, n'há cá overdoses... o cérebro anda tão cheio (de merd@s) que o cansaço já chegou ao reconhecimento das palavras.

E agora? O que é que eu faço?

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Chatice, pá...

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