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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

09
Mai18

Portugal, o eurofestival, e eu... breve história da coisa...

Fátima Bento

Ontem quem viu esta abertura e não ficou arrepiado e/ou com a lágrima no canto do olho, é um ovo podre!

 

 

Começámos nestas lides europeias em 1964, ainda eu não tinha nascido, com António Calvário e a sua Oração - canção em que um gajo que tinha arreado na mulher pedia perdão a Deus por tê-lo feito (podem ver a atuação aqui), pelo que entrámos com o pé direito #sóquenão.

 

A primeira canção que me lembro MESMO de ter visto, e acompanhado, foi a Tourada, de Fernando Tordo, nos idos de 1973  - e acabei de descobrir no You Tube que o rapaz ia vestido de azul, já que tanto quanto me tinha sido dado ver, ele  ia de fato cinzento claro e camisa antracite...

- e esta é uma canção que ainda hoje faz sentido... certo, na altura era referido o Portugal pré revolução, e agora é mais a corrupção que passou de exceção imaginada a regra óbvia... mas que encaixa, ah, encaixa...

 

Sobre esta canção, há um detalhe que Fernando Tordo contou há uns anos atrás: a canção, composta pelo próprio (música) e por Ary dos Santos (letra), era uma afronta tão direta à ditadura que não só não lhes passava pela cabeça ganhar, como estavam convencidos que acabavam presos, por forma que o autor esperou no carro, junto à saída dos bastidores, enquanto o compositor a interpretava, prontinho a arrancar quando o mesmo acabasse a atuação e se lhe juntasse... acabaram por ganhar, e faltam-me elementos para jurar que tiveram de voltar atrás, mas a canção passou fronteiras e é uma coisa que até hoje me espanta, o facto de ter escapado ao lápis azul... porque a letra é para lá de óbvia...

 

Portanto, se fizermos contas, há 44 anos, eu assistia ao Eurofestival religiosamente, e ano após ano assistia ao nosso regresso de mãos (mais ou menos) cheias de orgulho... e cada vez mais vazias de esperança. Deixei de o acompanhar por volta de 2005/06, e mesmo nos anos anteriores a esse, já o vi na diagonal. Isto do importante ser participar é muito bonito (mas até disso fomos barrados algumas vezes), e uma vitória era algo em que já não acreditávamos. 

 

E no ano passado aconteceram os manos Sobral. E eu fui buscar a bicicleta enferrujada que montava para acompanhar o festival quando era bem mais novinha, e abriu-se aquele mundo novo do You Tube, dos rehearsals, dos dress rehearsals, de todo o folclore à volta do pré-concurso, e vimos a semi final, que passamos, e pedalei com eles rumo à final... que ganhámos!!!! O espanto do momento dá hoje lugar à emoção de termos veni vedi vici, e espalha-se no peito cheio de orgulho da vitória da canção mais bonita que levámos ao certame em 58 anos.

 

Por isso aconteceu ontem. E vai acontecer amanhã, e vai acontecer sábado. E eu vou estar em frente ao écran a afastar a ideia de que o festival está a decorrer na Lisbon Arena (oh yeah, vai buscar altice!), senão volta e meia começo a chorar.

 

Nada a fazer. Foram 44 anos a acompanhar e a deixar de acreditar, e de repente está a acontecer aqui ao lado!

 

eurov.png

 

Nota: tivesse eu ter conseguido comprar (aquilo foi um bocadinho um totoloto informático, pelo que me disseram), ou tivessem-me sido oferecidos, bilhetes para ir assistir in loco, não teria ido... é o 45º ano que acompanho pela televisão, e não poderia ser de outra forma...

 

09
Abr18

Aquele abraço! (porque o dia de ontem merece um post)

Fátima Bento

Ontem fui ao cinema como Victor. Vejam se adivinham que filme fomos ver? Hum? Pois que fui ver outra vez, na mesma semana (bom tecnicamente diz que a semana começa ao domingo por isso foi em semanas subsequentes) Ready Player One, desta vez em Atmos. Por isso já tenho a opinião que me fugia... num dos próximos dias falarei nisso.

 

Depois voltei para casa. E fui "acompanhando" a viagem da minha amiga desde o Porto até aqui.

 

E depois...

 

A Angela chegou! Pouco depois das 21:00h demos "aquele abraço" que estava adiado há uma mão cheia de anos... quase duas.

 

abraço.JPG

 

Saí de casa às 20:00h, e apanhei acidente à saída da ponte, pelo que cheguei mais tarde de que pensava. Pior: apanhei chuva e duas ou três rajadas de vento no tabuleiro da ponte que me devem ter deixado os nós dos dedos brancos a agarrar o volante. Tive de ir para a faixa do meio, que a da direita, por causa do metal estava mais escorregadia (ou parecia). A menina do GPS voltou a fazer um bom trabalho. Mas juro que quando parei o carro estava com o coração fora do sitio... raio de cidade que quando chove se deixa de ver as linhas da estrada!

 

Gozem, gozem... sim, eu sou suburbana, e não conduzo em Lisboa! #excetoquandoofaço

 

Mas prontx, seguimos para o Vasco da Gama para comer qualquer coisa - e quando saímos de lá já os restaurantes estavam a fechar... deixei-a no hotel - e nos entretantos fiquei sem bateria no telemóvel, o que deu um jeitaço para o GPS #sóquenão... valeu-me o power bank!

 

Foi pacifico sair de Lisboa e chegar a casa. 

 

De maneira que no 6º dia com o outro, o mesmo cumpriu com distinção. Hoje também vamos estar juntas, mas vou de comboio ;)

 

07
Nov17

A minha cidade, os meus momentos

Fátima Bento

Ontem ia no comboio a ler o livro do momento "Les fabuleuses tribulations de Arthur Pepper"* , e quando dei por mim estava no tabuleiro da ponte. O sol brilhava e o rio estava sumptuoso como sempre. Pousei o reader e aproveitei para olhar o panorama. Sim, passo lá muitas vezes: por semana são duas de comboio e de vez em quando ao volante, ou de pendura, e não me canso com aquela imensidão de azul nos dias de sol, ou naquele verde escuro quando o céu está carregado...

 

Lisboa_vista_do_Tejo4_Foto_Am_rico_Simas_1.jpg

(crédito imagem)

 

Não vale, de todo, passar e não parar para ver, dentro da nossa cabeça, abstrair do resto e estar só ali no agora que é ser engolido pela beleza.

 

E há tantas outras coisas pequenas todos os dias que podíamos parar para ver... é que olhamos mas não vemos, de facto. De há algum tempo a esta parte, faço questão de perder tempo a olhar, a apreciar, a sentir. Já se tornou habitual, mas ultimamente há pormenores cada vez mais pequenos que me gritam aos olhos, me sentem nos ouvidos.

 

E vale tanto a pena...

 

 

* (eu bem me parecia que conhecia o livro Happy! estava há uns meses no Kobo... e vê se conheces o "pano de fundo"...)

 

28
Set17

Do you speak... (a hora da verdade)

Fátima Bento

... pois que sim, que foi mesmo

 

... PORTUGUESE!!!!

 

Eu garanto que tenho cara e ar de portuguesa. Cha-pa-di-nha!

 

4774537.jpg

                                                            (foto Luciano Canelas, 2011)

 

E sim, também há portugueses obesos, não são só os americanos e os ingleses.

 

WTF?

 

Queriam saber onde podiam comprar títulos de transporte para o autocarro... eu podia ser de Marte, que não sabia responder. Barco, Metro, comboio CP/Fertagus, isso eu sei. Mas eu e a Carris não nos damos. Não é incompatibilidade, é falta de percisão, mesmo.

 

É que são tantos os camónes - porque são - que as pessoas já não conseguem destinguir - mas também não é ciência nuclear... convenhamos! 

 

Depois também houve uma europeia, desconheço a proveniência, que me veio perguntar do you speak english? e como ir para Belém (primeiro que eu percebesse Belém...), 

 

(é pá vai de Uber)

 

pois que também queria ir de bus.

Azar.

 

- Ontem eu e a Carris andámos mesmo a marrar! Eishhhh!

 

27
Set17

Do you speak...

Fátima Bento

Hoje estive de tarde no Cais do Sodré, comi um gelado de passas e rum - nem só de dieta vive a menina - e senti o sol, saboreei o rio. 

Eu disse que ia ser um dia bom... e foi!

 

20170927_164706.jpg

 

Agora, vocês não imaginam... fui abordada por um casal que me perguntou "do you speak..." adivinhem que língua?

Vá lá, façam uma tentativa. Eu prometo que amanhã às 14h a resposta é publicada.

 

20170927_164648.jpg

 

A sério, esta eu juro que não esperava!

 

25
Jul17

E o lugar escolhido para o Eurofestival 2018 é...

Fátima Bento

Ao que tudo indica, daqui a poucas horas vai ser anunciado na RTP que o espaço onde terá lugar o Eurofestival 2018, entre Abril e Maio (última e primeira semanas), espaço esse que, contra todas as expetativas, será, de facto a Meo Arena.

E era pequena, e era cara e... e... e vai ser aqui em Lisboa!

 

eurovisão-portugal-720x480.jpg

 

Mas atendendo ao tamanho da arena, vou ver de casa, que aquela coisa vai ser só com convite...

 

23
Dez16

... e é já amanhã!

Fátima Bento

... que as famílias se vão reunir `volta do bacalhau, ou do peru, ou do cabrito, e devorar os fritos do costume, o bolo rei, trocar prendas...

 

Quem ainda não entendeu, pelo desapessoado inicio deste post, a verdade é que nem me apetece falar muito do assunto... digamos que o pai Natal este ano me deixaria sacadas de carvão na chaminé se soubesse o danadinha que estou para falar da experiência 2016 da "Tradição de Natal do casal Bento", moi e o hubby, e que consiste em ir ver as luzes da baixa e jantar na Ribeira.

 

Este ano - CLARO! - alargámos a coisa ao Parque Eduardo VII, e descemos a Avenida nas calmas, e depois parámos no Starbucks da Estação do Rossio, enquanto esperávamos que escurecesse para as luzes terem mais impacto.

 

Quem passou no meu Instagram (que só tem duas fotos de ontem, e uma nem tem nada a ver com o Natal) sabe que não fiquei NADA satisfeita com a experiênca Wonderland Lisboa - MAS gostava de não falar nisso agora, à conta dos sacos de carvão não me fazerem cair o exaustor tamanho o peso...

 

Por isso, e com toda a sinceridade,

 

a minha Lisboa está LIIIIINNNNDAAA!!

 

Maria.jpg

 

Muito a sério! O Rossio está lindo, logo a começar pela iluminação do Teatro Nacional D. Maria II, e continuando no mercadito de Natal em plena Praça.

 

Este ano, sem qualquer dúvida a "novidade" foi o vinho quente

 

(ih, porra, vim agora do Lidl e esqueci-me de comprar vinho 'zurrapa' para o fazer para amanhã - é que para ficar bom os taninos têm que estar mesmo verdes... ná, não me safo de me espetar amanhã às 9:00h à porta de um qualquer super ou hiper... qu'a gaita...)

 

vin chaud - ou uma outra qualquer palavra em alemão que sabia que me havia de esquecer... - também vi chamarem-lhe mulled wine, o que à partida não é bem a mesma coisa, mas como não provei, se calhar até era the real thing.

E depois vi vinho do Porto quente (crime!!!!) e uma barraquinha de ginginha tinha um cartaz a dizer 'warm wine', e depois de ver o porto, fiquei na dúvida se era ginginha quente (behhhhh).

Mas estava tudo muito certinho, amanhadinho, arrumadinho, gente, gente e mais gente - que é o que se quer nesta altura.

 

augusta.jpg

 

A entrada na Rua Augusta fazia adivinhar os cavalinhos de carrossel - que oscilavam - de que já tinha visto fotos.

 

cavalos.jpg

 

Ainda espreitei a Rua da Prata - com laçarotes gigantes iluminados - e a do Ouro, com bolas branco-azuladas. Subimos ao Chiado e desembocamos no fundo da incontornável RuaGarret, linda como sempre, este ano com estrelas num céu à altura dos prédios.

estrela.jpg

 

Lá no alto, a Praça Luis de Camões também não desiludia,

 

Camões.jpg

 

com meia dúzia de barraquitas, um painel de Luz para a selfie - já vos tinha dito que detesto tirar selfies? Se não, aqui vai:

 

Detesto tirar selfies

 

e não tenho jeitinho nenhum para a coisa...

 

Depois descemos a Rua do Alecrim e fomos jantar à Ribeira (que vai ser uma tradição a alterar no próximo ano, - jeeeezzz) sobre o qual falarei quando falar da Wonderland.

 

E depois voltamos, com os olhos cheios de luzes atrvessámos o Tejo para levar com o frio no Seixal, adonde dexáramos o Rocinate.

 

No computo geral é sempre um dia especial para ambos, e este ano não foi exceção.

 

Feliz Natal para tooooodos!!!!!!!

27
Ago15

Tanto onde havia tão pouco

Fátima Bento

Quando eu era muito pequenina (juro, tipo dois anos, três), e andava tipo bonequinha com a mãe, vestidinho rodado, curtinho, totós e laçarotes de seda nos mesmos, soquetes rendadas e sapatinhos de furinhos (a que chamavam sandálias), íamos muito ao Chiado. Descíamos a Rua Garret e invariavelmente entrávamos nos Grandes Armazéns do Chiado, em cuja entrada principal - hoje entrada do centro comercial - havia um reposteiro de veludo imenso, daquele grenat-pano-de-palco, e um porteiro fardado. E no Natal, obrigatoriamente íamos ver as montras dos Grandes Armazéns, em que ficava deslumbrada com os bonecos animados eletricamente por magia.

E desciamos à baixa, que nessa altura era cheia de gente, lanchávamos na Pastelaria Suissa, e percorriamos a rua Augusta, até à Casa Africana.

(depois o porteiro do Chiado desapareceu, o tempo foi passando e os Grandes Armazéns foram vendidos a um grupo de fancaria que lhe retirou todo o já pouco fausto, e o reduziu a uma coisa inominável).

Bom, andava eu a tirar o curso de design, quando o Chiado ardeu. Ainda hoje sinto um frio na barriga quando me lembro. Tive de ganhar coragem umas boas semanas antes de subir o elevador de Santa Justa e de ver lá de cima o que parecia o cenário de um bombardeamento.

Verdade ou consequência, a baixa murchou e depois morreu. As pessoas passaram a ir apenas aos centros comerciais, e nem paravam ali. Depois de escurecer era desaconselhado fazê-lo pela criminalidade associada à zona.

Entretanto, em 2015 foi o boom que já vinha a ser preparado: a baixa pulsa, palpita, pulula de gente - que não fala português, mas que vai enchendo os cofres do comercio local, que esteve há tão pouco tempo em vias de extinção, e os cofres do Estado, o que (pelo menos em teoria) ajuda o país a segurar-se nas pernas, depois da quase-banca-rota - risco de que ainda não saímos, digam lá o que disserem. Estamos mais longe, sem dúvida, mas um abanão na Europa e somos o elo mais fraco, adeus.

Eu gosto. Gosto de ver Lisboa tão vibrante de gente interessada, de máquina em riste a fotografar tudo, de ouvir três ou quatro línguas diferentes quando me sento numa esplanada, de responder a pedidos de direção em inglês (toooda a minha gente fala inglês, independentemente do país de origem).

Gosto.

Certo, o lixo - reforcem as equipas de limpeza -  e, pior o barulho à noite, são o outro lado da moeda.

Mas, senhores, eu lembro-me da baixa fantasma, e olho HOJE para baixa mais viva de sempre.

Turistas? Welcome, Bienvenues, Willkommen, Bienvenidos, Benvenuti (e por aí adiante).

welcome.jpg

Bacci 

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