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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

17
Jan18

Ando a ler um livro.

Fátima Bento

E ontem quando me deitei, equilibrei os óculos na cana do nariz, peguei no livro, li três frases, fechei-o e disse hoje não, a ver se o sono me faz o favor de aparecer mais cedo. O marido, que anda a ler o último do Robert Galbraith, aka, JKRowling, ainda perseverou mais um nadinha.

Sou sincera: não estivesse eu a ler o livro que estou, que é de quem é, e largava.

 

Só que eu sei o quanto achei aborrecida a primeira parte do seu primeiro livro, e de repente dá-se um imenso fogo de artificio de qualidade, por isso, insisto.

 

Mas juro que me está a custar. Só me apetece pegar num livro parvo, num livro leve - tenho ali um da Sophie Kinsella, e inclusive tenho um por ler da Elizabeth Adler que me chamam para relaxar, só para relaxar.

 

Recuso-me a ler dois livros ao mesmo tempo, é um principio... quando muito largo o primeiro e passado algum tempo volto a lê-lo do inicio - e só de pensar nisso... enfim, a ver se hoje lhe consigo pegar. Senão muda de pilha, que não ando com capacidade suficiente para andar à cabeçada.

 

Eu bem sei que o que digo é um pecado capital literário... para quem não sabe, o livro que me está a dar água pela barba a ler no momento é este...

 

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Rásmapartam...

 

24
Mai17

Livros: a saga da família Melrose, de Edward St Aubyn

Fátima Bento

Às vezes gostamos tanto, tanto de algo que quando queremos falar dele... estragamos tudo. Estava aqui um post que era um exemplo acabado do que não fazer em caso de adorares uma obra e te faltarem as palavras certas para o dizer. E para dizer porquê.

 

Resumindo e baralhando, guardei o (raio do) post e a ver se lhe dou uma volta à altura... de qualquer forma, fica a dica:

Edward-St-Aubyn.jpg

 

Edward St Aubyn

 

- Deixa Lá+Más Novas; Alguma esperança+Leite Materno; Por fim; (pentalogia divida em três volumes)

 

Perfil do autor no The New YorkerInheritance por Ian Parker

 

Stand na Feira do livro: Porto Editora/ Sextante

 

(estou tão danada... um dia inteiro de volta do post, em meio a pesquisas, correções atrás de correções...e cada alteração e correção foi para pior...)

 

23
Jul16

Eu e os livros: 8 factos

Fátima Bento

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          Sou uma slow reader. Leio mesmo devagar; às vezes ando um parágrafo para trás para mudar a entoação com que li, para saborear melhor a emoção das palavras.

          Tudo para mim se resume a imagens - a escrever tendo a abusar das metáforas - pelo que para ver, tenho de me passear por entre as palavras e respirar sensações.

          Leio um livro de cada vez - não me divido por mais de uma obra (às vezes contrabalanço com um segundo livro, mas prático, ou de crónicas e só se o primeiro for pesado).

          Quando faço uma análise, tenho dificuldade em avaliar um livro por mais de que a história que conta, se não conhecer mais obras do autor

- excessão feita a escritores geniais, que me conseguem atordoar desde a primeira frase da primeira obra; são poucos,  mas é tão bom encontrá-los!

           Prefiro, por isso, analisar por escritor, e passar então à(s) obra(s).

Claro que os há que são impossíveis de medir o pulso, e outros - muitos, mesmo - que nem vale a pena. Há por aí muita 'estrela das letras' (que até consta das listas da Forbes), que não escreve há um ror de anos, tendo batalhões de ghost writers a fazê-lo. Triste, mas perfeitamente escrutinável.

           Raramente releio um livro - tenho os meus favoritos, passo-lhes a mão pela lombada, recordo os momentos em que os li, abro, leio um parágrafo ao acaso, ou uma página inteira, e volta para a estante. No entanto tenho uma pequena lista de obras que quero reler. Tem piada que se dermos o intervalo temporal certo, quando repetimos a leitura, a impressão que nos deixa é diferente: afinal, e passo o cliché, é impossível banhar-mo-nos duas vezes na água do mesmo rio...

          Gosto de livros de desenvolvimento pessoal - sim, aqueles que tinham o rótulo depreciativo de 'auto ajuda'. Parto do principio que não sei quase nada, e a cada um que me passa pela mão, cai sempre uma pequena semente de conhecimento ou um ponto de interrogação.

Há-os mesmo maus - Paul Mckenna é um excelente exemplo, mas está longe de ser caso único (e os cds de PNL que acompanham os livros são uma coisa que me arrepia até na teoria). No entanto,os títulos induzem em erro: há por aí alguns, cujos autores são professores de psicologia de Harvard, com cada título... e vêm a revelar-se excelentes!

          Não privilegio nenhum género literário embora tenha tendência para escolher livros que me desafiem. Outras vezes, vou pelo que sei que será previsível - e é fantástico quando me engano!), só porque me apetece um no brainer. Por isso vou da literatura romântica aos thrillers em todas as declinações, passando pelos autores clássicos contemporâneos - confesso  ter dificuldade em decidir-me por autores anteriores ao sec XX... mea culpa...

29
Jun16

José Saramago - as regras e exceções.

Fátima Bento

Em relação a atropelos à língua portuguesa, e quando escrevi este post, ainda pensei em alargar a abordagem às exceções. Melhor ainda, À EXCEÇÃO, assim, com maiúsculas.

Presumo que por esta altura, se leram o post supracitado, e acompanharam os comentários, já saibam a quem me refiro. E se não o leram AINDA - estão à espera de quê? :) - também não será difícil presumir quem é cavalheiro em questão.

Já não lia nada dele há algum tempo - tempo demais, se posso confessar - e essa ausência foi sentida mal peguei no ainda não lido e recomendado "As intermitências da morte". 

Saramago é um escritor delicioso que brinca com a gramática como um malabarista com bolas, ou maços

ou o equilibrista de pratos

e o seu caminho iniciou-se com o dominar perfeitamente os segmentos de reta, as perpendiculares em ângulos diversos, as curvas, semicurvas, todos os jeitos e trejeitos certos da geometria das palavras. Só assim, sabendo exatamente o como correto, pôde mudar as linhas de lugar e dar luz a renovados formatos.

Ao contrário da história dos pontos-finas-minúsculas, a forma como José Saramago pontua, as vírgulas, a ausência de parágrafos, a inexistência de separação nos diálogos que não as maiúsculas que dividem os interlocutores mantém-nos em pontas de pés, estimula a massa cinzenta. E sim, volto atrás algumas vezes, não por me ter perdido, mas para saborear melhor a poesia da forma, a criatividade do efeito.

Não haveria, por isso, razão para 'usar o nome do Senhor Escritor em vão' e o embrulhar naquela amálgama de mau gosto que referi no outro post. Saramago é genial e ergue-se com majestade, onde os outros embriões de aspirantes a escribas nem sobre bancos se suportam.

E para acabar, passo a citar

(...)Umas quantas luzes de sintaxe elementar e uma maior familiaridade com as elásticas subtilezas dos tempos verbais teriam evitado o quiproquó e a consequente descompustura que a pobre moça, rubra de vergonha e humilhação, teve de suportar do seu chefe direto.(...)

in As intermitências da morte

 

É assim: para desmontar, há que saber como funciona e porquê. E depois vamos pensar fora da caixa, criar neologismos, fazer toda a espécie de experiências, qual brainstorming esperando que no final o resultado seja positivamente diferente. Ou quiçá, mesmo um primeiro passo no caminho do brilhantismo...

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