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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

08
Jul18

As 5 coisas boas desta semana, que me ocorrem...

Fátima Bento

5 azul bebé.JPG

 

Mais uma semana em largura e não em comprimento... não consigo separar cada um dos dias. Continuo a culpar as noites, que me cortam o dia às fatias, e às tantas não sei muito bem onde acaba um dia e começa o outro...

 

Por isso, 5 coisas boas? A ver...

 

 chegou o Verão (pelo menos até ver); as temperaturas subiram, o sol já brilha. Ir à praia, com o inquilino novo, parece-me mesmo muito difícil antes de ir para cima, mas quando regressarmos será possível. E já não iremos com cor de lulas... e podia ficar por aqui, que não há coisa melhor de que o sol a brilhar. Ah o sol, que nos dá alma nova!

 

 aqui a xafarica esteve em destaque - e foi um destaque especial: o sapo sugeriu o desafio de Verão que criei a todos os bloggers aqui da sapolândia, em header. Obrigada, Sapo !

 

 voltámos à vet, e o Ippo mostrava melhoras; esta semana voltaremos.

 

 na quinta feira consegui ler um pouco: e que bem que me soube! Mas acho que nunca levei tanto tempo a ler um livro... 

 

 Vi Life of the party com a Melissa McCarthy, que adoro. Não estreou cá, e não sei se vai estrear... é um filme simples, de que gostei bastante. Filme levezinho, bom para esta estação...

 

Pronto, que me lembre... não houve mais nada que me lembre (eheheh), por isso ficamos por aqui.

 

29
Dez17

O melhor que li em 2017

Fátima Bento

Não li tanto quanto poderia, mas este ano foi uma sucessão de altos e baixos, loopings e screwdrivers, pelo que a disposição emocional para tal passou-me muitas rasteiras... ainda assim li um punhado de excelentes livros.

 

Já aqui falei da saga Melrose, do St Aubyn, pelo que nem vou voltar a tocar no assunto. Juro.

Adiante pois, saltando já sem mais delongas, para o MEU livro do ano.

 

CAPA_Miniaturista.jpg

 

Vá, admitam que vos salta à vista O livro do ano de 2014 segundo a Waterstones. Pois que só o li este ano depois de duas tentativas falhadas.

E porquê, perguntais vós? A resposta requer  uma explicação acurada... 

 

Tenho memória fotográfica*

 

(nesta altura já é mais fotográfica que memória, mas isso são detalhes...)

 

 

Ora a ler um livro, tenho de enquadrar a parte cénica. Se não vejo, ando à procura, e a história passa-me ao lado...e foi isso que se passou com o livro em questão nas primeiras vezes que o tentei ler. 

Mas desta vez resolvi avançar. O livro passa-se na Holanda, em 1686, e eu juro que comecei uma e outra vez e não conseguia ver os personagens, a forma como era descrita a forma como se vestiam e o seu viver espartano não encontravam paralelo na minha memória. E depois, fez-se luz. 

Os Amish são de origem Holandesa (ainda hoje falam holandês entre si) e comecei a antever as descrições das vestimentas similaridades com as que usam nos nossos dias... e na dobra da capa pode ler-se 

 

Um romance de estreia magnífico, sobre amor e traição, que evoca com grande sensualidade a atmosfera de Amesterdão de Sec XVII, erigida sobre a riqueza da Companhia Holandesa das Índias Orientais, mas espartilhada pela mentalidade puritana da sociedade de então.

 

 

Pronto, entrei no livro!!!! E SE valeu a pena! 

 

Jessie Burton é imprevisível de inicio ao fim, a obra tem uma atmosfera pejada de pontos de interrogação, que nos prendem ao desenrolar da história.

 

O livro, para dizer o mínimo, usa a nossa curiosidade à exaustão - e o resultado é magnifico! 

 

(e para minha desgraça, acabei de descobrir que ela tem um livro novo! Ainda só no original, e a tradução d'O Miniaturista é fantástica! Mas lá vai mais um para o kobo - em papel comprarei em português)

 

Recomendo vivamente. Dos poucos que li (foram uns dezassete durante todo o ano) este foi o que me surpreendeu e agarrou mais, nitidamente pela positiva.

 

Recomendo vivamente ,a quem  ainda não leu. E a quem leu, é de repetir!

 

 

*coisa que sempre me deu muito jeito nos testes... quando não me lembrava da resposta, fechava os olhos, e "via" a pagina do livro, pelo que era só ler o que lá estava; só tinha de arranjar pontos de referência/jogos mnemónicos para me lembrar de QUAL pagina...

 

20
Fev17

A outra metade de mim, de Affinity Konar

Fátima Bento

Segunda.jpg

 

Comecei a ler e a achar o livro muito mais leve de que devia, segundo os meus parâmetros. E as paginas iam passando e eu ia ficando zangada cá no fundo com tanta leveza, apesar de compreender perfeitamente que aquele era a ângulo que a autora tinha escolhido para perpassar a forma que as crianças tinham criado para conseguir sobreviver ao horror. Ainda assim, tive mais de que uma vez a egoísta vontade gritar impropérios para os níveis soft e naïve que a autora conferira à narrativa para poupar os fatos duros e reais.

 

E então as crianças passaram-se da marmita, e todas juntas vieram ter comigo. E disseram-me que eu era SÓ a leitora, e se quisesse, que continuasse a ler, se não que largasse o livro e as deixasse em paz.

E eu muda e queda a olhar para aquele bando de pirralhos, pequenos adultos à força, alguns visivelmente estropiados de forma mais ou menos gritante, mas todos amarfanhados por dentro, daquele tipo de amarfanhamento de que nunca mais recuperarão.

E encolhi-me toda por dentro, mas mantive a poise. Até que um dos miúdos, em que o único sinal visível de violência era um corte da orelha, se chegou a mim, e a um nariz de distância me disse, olhos nos olhos:

 

"Quer continuar aqui, connosco, como observadora do que lhe mostramos e do tanto que não mostramos? Acabam aqui os mimimis de não ser o suficiente, de ter de haver mais qualquer coisa. Se decide que quer 'pagar para ver' e continuar a seguir a nossa vida (vida, se lhe quer chamar o que não é), vai sentar-se naquele canto, naquela pedra e vai ficar muito quietinha, e sem fazer qualquer ruído, sem interferir em nada, que fartos de interferências que não podemos evitar estamos nós, por isso, e porque com no transtorno que nos provoca podemos intrometer-nos, a regra é esta. Faça-se invisível. Se não lhe agrada a proposta, vá ali à sua estante, saque d'Os Médicos da morte*, e vá ler documentos, relatórios do que o Mengele nos vai fazendo. A escolha é sua."

 

Baixei os olhos e dirigi-me à pedra apontada, onde me mantive o mais imóvel possível, página atrás de página, até que, no início dasegunda parte, o mesmo miúdo veio ter comigo numa corrida e bichanou-me que já me podia levantar e mexer pela trama, mas que me mantivesse, na mesma, invisível.

 

Assim fiz. E foi essa segunda parte que mexeu comigo. Que me deu laivos do que até ali se mantivera pelas sombras, que me provocou algum desconforto, que me emocionou. Foi essa segunda parte que me mostrou mais pontas soltas, e a junção das mesmas.

E quando acabei o livro, embora sem sentir o arrebatamento em que Perguntem a Sarah Gross** me deixou, fiquei satisfeita por ter aceite as regras que os miúdos me impuseram. A outra metade de mim*** é um bom livro.

 

Mesmo.

 

*     de Philippe Aziz, Saída de Emergência - agosto de 2015

**   de João Pinto Coelho, Dom Quixote - abril de 2015

*** de Affinity Konar, Bertrand Editora - outubro de 2016

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