Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

10
Set18

Surpresas boas

Fátima Bento

De compras no hipermercado dei, naquele dia, com uma pilha de livros com menos 50% e 60% no preço de capa. Trouxe dois, "A Filha Desaparecida", ainda por ler e "A felicidade é um chá contigo".

Em relação ao último, confesso que li a sinopse na diagonal (se é que o fiz...) , e decidi-me por ele, fundamentalmente, por estar mencionado o sentido de humor da autora, e garantir diversão: livros que nos façam dar gargalhadas não são muitos, e tantas vezes são o remédio certo para as nossas neuras.

 

chá contigo.JPG

 

E a verdade é que o livro não só não desiludiu, como me fez rir a bom rir, principalmente nos últimos capítulos - e é tão, mas tão agradável de ler! Valeu cada minuto. 

 

Para ficarem com vontade (ou não) de se aventurarem nas suas paginas, a sinopse é mais ou menos isto:

Uma empresa londrina, com negócios espalhados pela Europa, tem uma revista sediada em Madrid. Uma vez que esta se encontra a dar prejuízo, Atticus Craftsman é enviado pelo pai para a encerrar - e proceder ao despedimento das cinco funcionárias que ali trabalham. Entretanto, tendo deixado de dar noticias, a família decide contactar a policia espanhola por forma a encontrar o desaparecido... 

 

... e as aventuras iniciam-se e sucedem-se. A autora, directora da revista Hola, escreve com um sentido de humor realmente delicioso. 

 

Gostei mesmo muito - se querem passar umas horas descontraídas e mesmo bem dispostas, este livro é a companhia certa! 

 

Vão por mim!

 

(clique aqui para ler as primeiras paginas - depois é só é só clicar em folhear por baixo da sinopse)

 

28
Ago18

Coisas boas das férias

Fátima Bento

20180807_114117.jpg

 - Centro geodésico de Portugal, Vila de Rei

 

Em retrospetiva, as férias tiveram coisas muito boas, a saber:

 

Comi que nem uma lontra. A serio... o meu excesso de peso não vem das refeições que faço, tanto quanto dos doces que ingiro, ansiedade oblige. Agora estas férias andei num virote gastronómico - e não deixei o crédito por mãos alheias: dos quatro quilos extra que trago, quatro mil gramas derivaram dos almoços e jantares mais copiosos e regados a branco ou rosé fresquinhos. 

E valeu cada grama... em setembro logo começo a tratar do assunto.

 

Vi um filme fabuloso. O Victor andava há anos a entrar comigo - e dizes tu que és cinéfila e nunca o viste (para que conste, nunca eu disse tal isso...) até que uma noite destas foi de vez: vi o Apocalypse now. E é tudo o que o hóme publicitou e mais ainda. Absolutamente icónico e totalmente inesquecível.

 

Atirei-me de cabeça para a piscina (todos a rir, que isso nem devia ser mencionado) - a serio, em cinquenta anos nunca tive coragem, mas este ano foi o ano, em modo repetição até confirmar que tenho tanto jeito para isso como para andar de monociclo. Zero em graciosidade, mas 20 em coragem! Sim, pipól sou um nadinha limitada (mas é só às vezes...)

 

Li um livro inteirinho - nas férias nunca leio, gosto de desligar os miolos. Mas como este ano não o consegui fazer, comi O Desaparecimento de Stephanie Mailer, devagar, que o livro não me deu vontade de o ler depressa (e ainda estou a tomar Gaviscon para digerir as horas que gastei a lê-lo). Quando cheguei ao fim, deviam ter-me dado um prémio - mas depois falo nisso.

Já o Victor leu dois: O Executor e A Vidente - a sorte que o homem tem em lhe chegarem às mãos livros pré selecionados, nem imagina...

 

De resto, memorável, memorável não me ocorre assim mais nada (é só publicar e hão-de vir à memória mais dois ou três itens, mas prontx...). Os quatro dias de piscina deram para relaxar - e trabalhar os músculos do corpazio - era vê-la a fazer piscinas... a serio, a piscina não é olímpica mas fazia umas quantas sem ficar ofegante nem me doerem os músculos no final do dia (acho que eles estão tão bem acondicionados em meio à massa adiposa que nem doem - aquilo é acolchoado de luxo!)

 

Para o ano há mais! Mas e que tal prolongarmos a sensação de férias depois de acabarem? Dicas aqui, amanhã. Agora vou amanhar-me que o cinema espera-me... 

 

02
Ago18

Para grandes males, remédios imensos!

Fátima Bento

livros-infantis-downlaod.jpg

 

Ontem estava em dia não, como de resto tem sido habitual, e (digo hoje) peguei nos limões e fiz limonada: li A vidente de uma ponta à outra! Eu, que me tenho em conta de ser uma slow reader, li o livro inteiro em meia duzia de horas!!!

Continuo a achar que ler 20 livros numa semana (como acabei de ler que uma mocinha e sua mãe fizeram, entre ambas, de férias na Grecia - bem podiam ter ficado em casa...), é uma imensa loucura. Hoje não tenho intenção de ler nada já que, se começar já a ler, vou confundir história e personagens... o que quer dizer que o seguinte será, muito provávelmente A livraria dos finais felizes, que seria o primeiro livro das férias (que começam na proxima terça); no entanto vou começá-lo já amanhã - penso que o último Dicker será o suficiente para uma semana de dolce far niente, já que habitualmente nem leio...

 

Mas isto tudo para dizer que sim, com tempo livre é perfeitamente possivel ler um livro de 300 ou 400 paginas num dia. Não fazendo mesmo mais nada. E - isto é importante - sendo um page turner

- leiam lá um Saramago ou um Lobo Antunes por dia e depois contem-me como estão ao fim de uma semana...

 

E é isto. Hoje devo ir ao cinema quando o carro sair da oficina... estou à espera, de castigo durante duas horas...

 

25
Jul18

Dos policiais e da cultura sueca - é que não dá para separar..

Fátima Bento

 

 

Estreei-me, direi, pela porta grande, com Stieg Larsson. Amei a trilogia Milenium, tanto que parei n'A rainha no palácio das correntes de ar e não li nenhuma dos volumes seguintes, que me têm dito ser bons. Sim, mas não são dele.

Depois li Nesbo. Ó meus amores, fiquei a odiar este autor! Ou tive muito azar com O morcego, ou não sei... como a vida é muito curta para insistir em ler o que me cai mal, li meia dúzia de capitulos e pus de lado. O Victor lá leu, mas confirmou a minha ideia inicial durante a leitura, e quando o terminou: no more JO Nesbo cá em casa!

Depois li Erik Axl Sund... e não me pareceu sueco. Pareceu-me um bom thriller sem nacionalidade, em três volumes.

E mais recentemente Lars Keppler... comecei pel'O Homem da Areia, passei pelo Stalker e terminei ontem O executor. Gostei mesmo muito, particularmente deste ultimo. 

 

Agora, o que é que todos estes autores têm em comum?

 

São suecos. E a cultura sueca é toda uma vivência,que acaba por sair das paginas dos livros ... os suecos são práticos, minimalistas, curtos e diretos. Fogem a tudo o que é excessivo: na decoração, no discurso, na forma de estar... e inevitavelmente na escrita. Os capítulos são curtos, as descrições sucintas, nomeadamente no cenário. É tudo como os móveis do Ikea: rápido a comprar e fácil de levar para casa - a dificuldade vem na montagem, mas essa é a parte divertida para os suecos, penso eu, pôr a mão na massa para produzir (neste caso, montar) algo que lhes vai ser útil e dar prazer.

 

Assim, os autores suecos têm isso em comum: são eficazes. Usam frases curtas. Passam a mensagem na perfeição. Não deixam nada em suspenso (metáforas, o que é isso?). Neste último de Larsson, é incrível que sem se afastar muito destas guidelines (que estarão no ADN dos suecos), consegue imprimir uma velocidade estonteante ao livro... e a repetição dos nomes das personagens (não é exclusivo sueco, é cunho de page turners) aliada ao nome dos locais ajudam a passar esse movimento.

 

Não comecei por amar policiais suecos - tirando Larsson da equação. Foi um gosto adquirido, e neste momento gosto bastante. Não tenciono voltar a Nesbo (embora nunca diga nunca), mas vou arriscar Camilla Lackberg, porque sim.

 

E vocês, gostam de autores suecos? E têm sugestões para eu conhecer?

 

24
Jul18

Dos policiais e da cultura sueca - é que não dá para separar..

Fátima Bento

Estreei-me, direi, pela porta grande, com Stieg Larsson. Amei a trilogia Milenium, tanto que parei n'A rainha no palácio das correntes de ar e não li nenhuma dos volumes seguintes, que me têm dito serem bons. Sim, mas não são dele.

Depois li Nesbo. Ó meus amores, fiquei a odiar este autor! Ou tive muito azar com O morcego, ou não sei... como a vida é muito curta para insistir em ler o que me cai mal, li meia dúzia de capitulos e pus de lado. O Victor lá leu, mas confirmou a minha ideia inicial durante a leitura, e quando o terminou: no more JO Nesbo cá em casa!

Depois li Erik Axl Sund... e não me pareceu sueco. Pareceu-me um bom thriller sem nacionalidade, em três volumes.

E mais recentemente Lars Keppler... comecei pel'O Homem da Areia, passei pelo Stalker e terminei ontem O executor. Gostei mesmo muito, particularmente deste ultimo. 

 

Agora, o que é que todos estes autores têm em comum?

 

São suecos. E a cultura sueca é toda uma vivência,que acaba por sair das paginas dos livros ... os suecos são práticos, minimalistas, curtos e diretos. Fogem a tudo o que é excessivo: na decoração, no discurso, na forma de estar... e inevitavelmente na escrita. Os capítulos são curtos, as descrições sucintas, nomeadamente no cenário. É tudo como os móveis do Ikea: rápido a comprar e fácil de levar para casa - a dificuldade vem na montagem, mas essa é a parte divertida para os suecos, penso eu, pôr a mão na massa para produzir (neste caso, montar) algo que lhes vai ser útil e dar prazer.

 

Assim, os autores suecos têm isso em comum: são eficazes. Usam frases curtas. Passam a mensagem na perfeição. Não deixam nada em suspenso (metáforas, o que é isso?). Neste último de Larsson, é incrível que sem se afastar muito destas guidelines (que estarão no ADN dos suecos), consegue imprimir uma velocidade estonteante ao livro... e a repetição dos nomes das personagens (não é exclusivo sueco, é cunho de page turners) aliada ao nome dos locais ajudam a passar esse movimento.

 

Não comecei por amar policiais suecos - tirando Larsson da equação. Foi um gosto adquirido, e neste momento gosto bastante. Não tenciono voltar a Nesbo (embora nunca diga nunca), mas vou arriscar Camilla Lackberg, porque sim.

 

E vocês, gostam de autores suecos? E têm sugestões para eu conhecer?

 

 

22
Jul18

Ah, que semana tão boa!!!!

Fátima Bento

Ah, semana em GRANDE!!! 

 

5 coisas.JPG

(em homenagem à estreia de quinta, hoje a imagem é especial...)

 

Comecemos pelo começo...

 

Tomás.JPG

(segunda-feira)

O Tomás fez anos, e fomos almoçar (lindamente, de resto) ao Sushicome de Almada - e acho que ingeri calorias para dois dias...

 

crash.JPG

(terça-feira)

O pikeno recém entrado nos 22 foi ao EDP Cool Jazz, e deixou-me o pc ligado à TV para que jogasse Crash Bandicoot...oh happy day que passei agarrada ao comando!

 

o executor.JPG

(quarta-feira)

Já tinha lido O homem da  areia, e o Stalker. Comprei O Executor em promoção no Continente, mas estava a ver se não voltava a Kepler tão já. Mas o livro piscava-me o olho, e eu não resisti. É mesmo o melhor dos três! 

 

Flor.JPG

(quinta-feira)

O Ippo foi à vet, e a dra apresentou-me a doce Flor, que está prestes a ter alta, mas que é tão meiga que é pena voltar para o gatil... por isso toca a criar a missão #umafamíliaparaaFlor, porque ela merece - e quem ficar com ela vai ser muito feliz, de certeza.  Já leu o post? Divulgue, por favor, que a gatinha merece uma família que lhe dê muito amor - e receba outro tanto em troca!

 

Mamma Mia.JPG

(sexta-feira)

Desta vez o Mamma Mia tinha estreado mesmo na véspera, pelo que o vi, cantei, tudo e mais um par de botas. No final houve inclusive quem aplaudisse! Saí da sala de cinema direto para a Fnac e adquiri a banda sonora: que bom, que bom, que bom!!!! 

 

- e que venham muitas como esta!

17
Jan18

Ando a ler um livro.

Fátima Bento

E ontem quando me deitei, equilibrei os óculos na cana do nariz, peguei no livro, li três frases, fechei-o e disse hoje não, a ver se o sono me faz o favor de aparecer mais cedo. O marido, que anda a ler o último do Robert Galbraith, aka, JKRowling, ainda perseverou mais um nadinha.

Sou sincera: não estivesse eu a ler o livro que estou, que é de quem é, e largava.

 

Só que eu sei o quanto achei aborrecida a primeira parte do seu primeiro livro, e de repente dá-se um imenso fogo de artificio de qualidade, por isso, insisto.

 

Mas juro que me está a custar. Só me apetece pegar num livro parvo, num livro leve - tenho ali um da Sophie Kinsella, e inclusive tenho um por ler da Elizabeth Adler que me chamam para relaxar, só para relaxar.

 

Recuso-me a ler dois livros ao mesmo tempo, é um principio... quando muito largo o primeiro e passado algum tempo volto a lê-lo do inicio - e só de pensar nisso... enfim, a ver se hoje lhe consigo pegar. Senão muda de pilha, que não ando com capacidade suficiente para andar à cabeçada.

 

Eu bem sei que o que digo é um pecado capital literário... para quem não sabe, o livro que me está a dar água pela barba a ler no momento é este...

 

1507-1.jpg

Rásmapartam...

 

11
Jan18

Já acabei o primeiro livro do ano e vi cinco filmes - um deles duas vezes.

Fátima Bento

El-extraño-verano-de-Tom-Harvey-Mikel-Santiago-Po

 

Numa altura em que haverá muita gente que já vai no segundo ou terceiro, acabei ontem o primeiro livro do ano, El extraño verano de Tom Harvey de Mikel Santiago (A última noite em Tremore Beach, El Mal Camino) . Gosto mais de avaliar o autor de que os livros, e se Mikel me arrebatou no primeiro, voltou a fazê-lo no terceiro - e continua a ser-me difícil avaliar o segundo titulo. Li A Ultima Noite...  em português, e os seguintes em castelhano. Foi-me difícil adaptar à quantidade de calão que é despejado em (quase) cada frase, e penso que advém daí o meu grande ponto de interrogação a El Mal Camino... neste, fiquei com a ideia de que o calão surge mais natural - talvez essa impressão surja devido ao embate do segundo...

 

Fiquei com duas certezas: Mikel Santiago continua a ser um autor a seguir, e, caramba deve ter sido bastante dificil traduzir o seu primeiro livro!

 

De resto, em cinema vi The greatest Showman (ontem, pela segunda vez...), Coco, Suburbicon, Three Billbioards Outside Ebbing Missouri. Seguem-se Jogo de Alta Roda, este sábado, e A Hora Mais Negra, na próxima semana, ainda não sei o dia.

 

Com a carga de chatices que tenho andado a lidar, os cuidados com a alimentação andam meio esquecidos.

 

E para completar o ramalhete, tenho-me deitado mais cedo (para ler) e acordado igualmente mais cedo.

 

Voilá o update possível a 11 de Janeiro

08
Set17

Alfabeto Literário M. Momento mais importante

Fátima Bento

3 de Maio- Bistritz - Parti de Munique às 8.35 da noite no dia 1 de Maio tendo chegado a Viena ao amanhecer do dia seguinte; devia ter chegado às 6.46 mas o comboio estava atrasado uma hora. Budapeste parece ser um lugar maravilhoso, pelo menos do pouco que consegui ver do comboio e do pequeno passeio pelas ruas.

 

Estas são as primeiras frases que li mal o livro me chegou às mãos. Cheínha de vontade de o ler, já que tinha um historial na matéria - era pequena e estava toda a família a ver o filme na televisão, e eu debaixo da mesa a brincar. Nas cenas que a mãe achava passíveis de me assustar, mandava não olhar, virar as costas, tapar os olhos - coisa que não fiz, porque debaixo da mesa era difícil de controlar... até que ela deu por isso e ainda levei umas palmadas . No final de contas, depois disso estive uns dias sem conseguir andar pela casa sozinha (eu devia ter 4 ou 5 anos, o filme ainda era mudo), mas do pouco que retive, ficou-me um fascínio inexplicável.

No inicio da minha adolescência, estando eu a fazer a coleção "Pêndulo",dos livros de bolso da Europa América, quando o livro saiu foi Natal para mim. E deslumbrei-me com a forma como está escrito - pouco tinha lido até então, literatura de cordel, Alexandre Dumas e um nadinha de Dickens - mas ainda hoje me fascina a forma que o autor escolheu para o compor.

Estou a falar daquele que foi um dos dois livros da minha vida (por razões diferentes, o outro acompanhou-me pelos sete, oito anos e ajudou a suportar o insuportável para uma criança daquela idade),

dracula.jpg

 

O livro abriu-me uma serie de portas que estiveram trancadas até então, e que continuaram depois. Era como se o livro tivesse um segredo dentro, como a densidade erótica de certas passagens, que era um tabu total lá em casa.

 

Um dia a mãe, envolvida numa qualquer religião que achava que aquele livro se inseria na categoria dos diabólicos, destruiu-o. À minha frente.

 

Levei anos até encontrar um igual, com texto integral (comprei alguns volumes antes que teriam metade do conteúdo, se tanto...) encontrei-o há coisa de dez ou quinze anos.

 

Ó felicidade! 

 

Neste tag participo eu, a MagdaJustMaria João CovasSofiaGonçalvesMulaAlexandraDrama QueenCaracolGorduchitaB♥Sandra.wink.wink, , HappyCarla B. e Princesa Sofia; podem cuscar as respostas nos nossos  blogs. Ou consultem aqui todos os posts publicados.

 

01
Ago17

É que não há pachorra.

Fátima Bento

Andei a ler uns blogs literários e a ver uns vlogs sob a mesma temática, e, olhem, nem sei que diga!

 

Quando comecei a escrever no meu primeiro blogue português, em 2005, a blogosfera era uma coisa muito diferente, dizem que mais intelectual... escrevíamos para que nos lessem. Depois a coisa mudou, os publicitários viram os blogues como plataformas boas para expôr os produtos (espaços com visibilidade e ao preço da uva mijona) e houve muito blogue a transformar-se em catálogo... e muito blogger a virar influenciador.

 

Por oposição (gostava de acreditar) ou aproximação (mais provável), os blogues literários surgiram, com texto e/ou imagem fixa ou em movimento... e é a loucura.

 

58cc26d4ea2980f60988e6a56b717ea3.jpg

 

Tenho visto listas para as férias de dez, doze, quinze livros! E não são livrinhos! Não, vai de Tolstoi a Dostoievski, passando por Herman Melville, e mais uns quantos calhamaços de meter respeito, logo a começar no tamanho!

 

Agora digam-me sinceramente se alguém de seu são juízo se pode propor ler a Anna Karenina e o Moby Dick no mesmo mês e espera ficar com algum resíduo cognitivo que registe mais de que a narrativa de forma (muito) linear?

 

E depois ainda juntam no mesmo embrulho mais um valente número de títulos!

 

Ok, depejem cá para fora: qual é o segredo? Saltam paginas? Capítulos? Ou dissertam sobre a sinopse sem ler o livro, abrindo-o meio ao calhas a "sacando-lhe" uma citação? Leem a opinião de outros bloggers e alinhavam uma opinião corta-e-cose ao melhor estilo de "diz que não é um plágio"?...

 

Não entendo, sinceramente. Ler livros, escrever uma análise/critica do que se leu terá, acredito, começado por ser uma forma de contrariar os blogues-catálogo, desplastificando um pouco este mundo. Mas, como em tanta coisa, foi o bebé com a agua do banho! 

 

As editoras enviam os livros, os bloggers apresentam-nos: há quem faça só isso, e mais tarde dê ou não a impressão sobre a sua leitura (antes assim).

 

E depois há os super-leitores que despacham uma dezena de livros num mês, escrevem criticas sobre o que leram e de premeio anda elaboram posts sobre assuntos vários, têm emprego, tempo para os filhos e até para lazer ao fim de semana.

 

Os dias destas pessoas têm 24 horas como os meus? Estas pessoas existem?

 

Ó pá, NÃO ME LIXEM!

 

Sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

A ler agora

heartf.JPG

 

Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Sigam-me aqui:

Bloglovin.JPG

 

Instagramem-me:

Aqui e agora