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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

12
Jun18

Como tirar o máximo partido de uns dias em Londres

Fátima Bento

Uma amiga está a planear uma viagem a Londres e pediu-me dicas. Sendo que já lá fui algumas vezes, a última das quais à turista - e a próxima vai ser assim novamente - aqui apresento sugestões do que fazer se vai passar uns dias a Londres...

 

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Como deslocar-se:

 

Antes de mais nada, veja o preço dos transportes. Aqui, no site dos Oyster cards pode comprar o cartão-passe pré carregado para os dias que vai passar na cidade, com acesso a todos os transportes indicados. Tenha atenção: os transportes são MESMO caros em Londres, pelo que é de considerar um alojamento o mais central possível, e caminhar... não se esqueça do Google Mas (ou o Here we go, por exemplo), e se não quer gastar dados, descarregue o mapa da cidade e use offline. 

Tenha também instalado a app Uber, que às vezes vale mesmo a pena...

 

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O que ver:

 

Depende do que procura. Eu aconselho vivamente fazer um tour à cidade num autocarro turístico - recomendo a Original Tours não só porque foi a que usei, como porque estive a pesquisar as outras na net e esta continua a parecer-me a mais interessante e mais económica. Inclui um pequeno cruzeiro no Tamisa, e tem vários percursos que se podem escolher no mesmo dia, sendo um deles o circuito turístico - que abrange a zona do London Eye, Tower Bridge, Tower of London, as praças mais conhecidas - Picadilly Circus, Trafalgar Square, etc. - outro o circuito cultural, que faz o tour dos museus... e outros. É consultar o site - e comprar os bilhetes online, já que fica francamente mais económico...

 

Se quer ir ao teatro, ver uma peça ou um musical, aqui pode ver o que está em cartaz e comprar antecipadamente. Se preferir, pode comprar in loco no West End, e fazer figas para que estejam a distribuir, na rua, cupões de desconto da peça que tem debaixo de olho - é prática comum, mas também conta o fator sorte...

 

E turista que é turista vai ao Madame Tusssads (eu irei, definitivamente, na próxima vez que lá estiver), e junta-lhe o London Eye, o London Dungeon... bom, tem várias opções aqui - e vale a pena, quanto mais não seja, o 1+1...

 

E se estiver em Londres num sábado dê um pulo ao famoso Portobello Market (e vale a pena visitar o site...) - vai ver que não e arrepende... é toda uma rua (e não apenas a loja da foto) em que tem lugar um mercado que vai das antiguidades - pelo que é mais conhecido - à cozinha de vários pontos da Europa. Chegue cedo, que às 16:00h começam a arrumar - e o mercado tem muito para ver.

 

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Onde comer

 

Isso agora... a restauração em Londres pode "comer-nos" uma fatia considerável do orçamento... há, no entanto tudo o que é fast-food, com preços aproximados aos que pagamos aqui - mas com o simbolo £ em vez do habitual €... e pela sua sanidade mental não faça a conversão: pense em libras e deixe-se ir. Se quiser, faça logo à partida a conversão do orçamento total da viagem em libras e pense nessa moeda a partir daí. 

Tem os pubs - mas não pense que são mais económicos que os restaurantes... e a comida não é lá essas coisas...

Para almoços tem os EAT, os TGIF, e como já referi, os fast food McDonalds, KFC, Burger King... Para o jantar, se quiser algo mais cuidado, há restaurantes indianos com fartura, e italianos com muita qualidade. Depois se quer gastar um pouco mais há os Jamie's Italian, e mais uns quantos a experimentar... eu passei os dias de italiano em italiano, mas agora iria a um indiano, a um grego... foi jogar pelo seguro, já que gostamos mesmo de cozinha italiana. Mas abra o google e veja as reviews (e os preços) ou arrisque...

 

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 (aqui, num Ed's Diner perto da imperdível M&M's World, logo ao lado de Piccadilly Circus)

 

 

Onde ficar

 

Para poupar em transportes, fique em Londres Central... da última vez fiquei em Paddington e fizemos a maioria dos percursos a pé - inclusive para Notting Hill (que não é perto, mas fez-se bem). Logo no dia em que chegámos percorremos Oxford Street (e andámos que nos fartámos que aquela coisa é loooonga!!!!)

Por isso vá ao Booking e ponha no motor de buca Paddington (se quiser ir por mim) ou London (há uma serie de hoteis com preços simpáticos - mesmo agora vi um Prince William Hotel, em Westminster, em que quatro noites custavam pouco mais de 500 euros. Não reparei se o pequeno almoço estava incluído - mas habitualmente é à parte... e merece o preço que custa. No hotel onde fiquei (na foto) o pequeno almoço simples (bastante completo, mas sem quentes à exceção das bebidas) custava £7 e valia mesmo a pena - em comparação com tomá-lo na rua...

 

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O que eu acho que tem mesmo de ver: 

 

Da primeira vez que fui a Londres - e não "turistei" - só me senti mesmo em Londres quando vi o Big Ben. Foi tipo levar uma marretada, que até chegar ali, tirando a língua, era quase não saber onde estava (estava em Stoke Newington, onde fica um parque que amei de paixão, o Abney Park Cemetery, o cemitério mais vivo que conheci, onde se faz jogging, se passeiam os cãozinhos, ou apenas se vai ler...). Portanto, quando fui ao Southbank, senti-me realmente em Londres. Estamos ao lado do London Eye, em frente ao Big Ben e às casas do parlamento, e aqui decorre sempre um festival cultural de rua (estive ali num fim de semana) e... é mesmo Londres!!!!

 

Portanto, o Southbank é O local!

 

Também Picadilly Circus é incontornável. Conhecida pelo painel luminoso, conta também com a estátua do Cupido e é um bocadinho o centro de Londres... pertinho tem a M&M's World. uma mega store que é de visitar porque parece impossível criar tanto a partir da ideia dos chocolates que derretem na boca e não na mão...

 

E já agora sugiro um local onde ainda não fui: Covent Garden, onde pode passear, fazer compras e comer - e garanto que da próxima não escapa...

 

Se gosta de ver montras, vá ao Selfridges de Oxford Street, a maior loja de departamentos do Reino Unido (e da Europa) e passeie-se lá por dentro, mesmo que não compre nada. O mesmo é válido para o Harrod's em Knightsbridge. E tenha em conta que se não comprou nada no Selfridges aqui também (ou sobretudo) não puxará do porta moedas...

 

Eu, que gosto de museus, recomendo o obrigatório British Museum (bem visto é pelo menos um dia inteiro) e os Tate - há ligação por barco, gratuita, entre os dois, o Modern e o Gallery. Mas o que não falta em Londres são museus - de entrada gratuita!

 

E para encerrar este post que já vai longo, espreite aqui o guia de London on a budget, e fique com este video que provávelmente o vai esclarecer mais de que todo o post...

 

 

Boa viagem, Bárbara!

14
Ago17

A estupidez não tem limites...

Fátima Bento

A sério, já aqui falei, penso que duas vezes, do quanto me andam a irritar as redes sociais, e não é porque neste momento é IN dizer que se está farto delas, é porque ando mesmo a ficar variada quando vejo e leio os disparates odiosos que por lá pululam.

 

Há bocado quando cheguei a casa vi um direto do Daily Mail sobre a marcha silenciosa que estava a iniciar-se em Londres para não deixar cair no esquecimento a tragédia da Torre Grenfell - que parece que anda a deixar os governantes com amnésia...

 

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Os comentários que li... bom a três respondi, não consegui evitar (vá lá que ninguém revidou negativamente... pelo menos que tenha sido notificada...) 

Mas quem? tem o direito de dizer/achar que

"bem feito, eram ilegais, se não estivessem a viver lá ilegalmente ainda estavam vivos..." ???

Quem tem o direito de gozar com a situação?

 

Eu sei que há que vá para o Facebook inserir comentários idiotas só para ver as pessoas revoltadas

(infelizmente conheço alguém que um dia confessou fazê-lo - e que presentemente não faz parte do meu circulo de amizades)

o que não só não minimiza a coisa, como a torna mais repulsiva...

 

Por amor da santa...!

 

11
Jul17

No Netflix, para não variar - River

Fátima Bento

Acabei ontem uma serie de 2015 no canal de streaming que é a melhor invenção desde o pão fatiado, de seu nome River. É britânica toda passada em Londres

 

River_2015_BBC_TV_series_title.png

 

- o que só por si, já é um pesadelo de ver comigo ao lado, que vou enunciando os locais

(quando dei por estar a fazê-lo, logo no primeiro episódio, fechei a matraca...

mas de longe em longe dou por mim a abri-la...)

 

Pela minha parte gosto muito de fazer maratonas de series no Netflix (vi as três temporadas de Grace and Frankie em um nadinha menos de 72 horas...), mas quando vemos séries a dois, o máximo a que posso almejar é a dois episódios diários... pelo que River foi começado na sexta e acabado ontem (saltámos domingo).

 

A serie é uma ternura absoluta. O detetive que dá nome à serie é um nórdico (excelente forma de disfarçar de qual dos países o personagem é oriundo) que tem dificuldade em socializar... com os vivos. Já em contrapartida está rodeado pelos "seus" mortos - nomeadamente pela parceira, morta há poucas semanas, sendo a investigação do homicídio desta, o fio condutor da mini série. Aos poucos (mesmo muuuito devagar) este vai quebrando a barreira que o isola socialmente.

 

river-netflixstellan-skarsgrd.jpeg

 

Mais de que uma serie de policias a perseguirem ladrões, esta é uma série que vai além das investigações policiais... é a história da superação do ser humano, daquelas coisas que não dizemos a quem queremos enquanto podemos... e depois é tarde demais.

 

Em River, o ser tarde demais esbate-se num poema visual emotivo que me lavou em lágrimas no final.

 

E tenho de o dizer: estou completamente em sintonia com o 8.1 que o IMDb lhe atribui.

 

22
Mar17

A minha filha vive em Londres.

Fátima Bento

E está inscrita na segurança social desde 2011, se não me engano, o que quer dizer que desde essa data faz descontos.

 

O Brexit apanhou-a, como a todos nós, resto da Europa, completamente desprevenidos. Depois da asneira feita

 

 

[os ingleses estavam a pensar em quê? O Brexit é muito mais absurdo que a eleição do Trump,

nós somos europeus, e serei, talvez um bocadinho elitista nesse sentido:

dos habitantes do Velho Continente espero mais que dos cidadãos de um país (relativamente) jovem... vá, teenager...]

 

era preciso dar o tiro de partida para a coisa andar, já que a inversão de marcha é impossível, e marcar passo além de não ser solução, não é tolerável. Por isso, Margareth Thatcher, ai perdão, Theresa May - não quero ofender a Dama de Ferro! - marcou a data em que a engrenagem vai começar a trabalhar: 29 de Março, dia em que vai ativar o artigo 50 do Tratado de Lisboa

 

Com a ativação do artigo 50 do Tratado de Lisboa, Theresa May dará início aos dois anos formais de negociações sobre a saída de um país comunitário do bloco europeu. Se tudo correr de acordo com a agenda oficial, o Reino Unido deixará de fazer parte da União Europeia em março de 2019.

daqui

 

O que vai acontecer a partir daqui com os emigrantes que pululam naquele país - e suportam a capital inglesa, é uma incógnita. Uma coisa é certa se repatriassem todos os emigrantes que trabalham em Londres-cidade, esta tornar-se-ia uma cidade fantasma - digo isto sem qualquer dúvida, em Abril do ano passado estive lá pela última vez, e não fui atendida por um britânico em nenhum restaurante, loja, no hotel, táxi, transfer - ah no Tube! No metro contactámos com uma funcionária britânica. De resto, nada.

 

Diria eu, que acredito que o bom senso vai imperar, que, à partida, não haveria causa para grandes alarmes.

 

Londres1.jpg

 (imagem via Diário de Notícias online. Clique sobre a mesma para ter acesso à galeria de fotos do que está a ser denominado de ataque terrorista - as imagens são suscetíveis de ferir a sensibilidade dos mais impressionáveis)

 

Mas existem SEMPRE imigrantes ilegais, ou mesmo legalizados, que ainda não atingiram os 5 anos que, até ver, é o requisito de tempo mínimo para poder permanecer em solo britânico. E depois acontecem coisas como o tiroteio  nas Casas do Parlamento, o atropelamento na ponte de Westminster e levanta-se a dúvida: alguém que perdeu a cabeça porque sente que vai perder o futuro que estava a construir agora? E quantas mais situações como esta se lhe vão seguir?

 

A situação é difícil de avaliar em números, e há que lembrar que cada número é uma pessoa que estava a fazer a sua parte para aquele país ser o que é.

 

A minha filha vive em Londres desde 2010, data em que foi para lá para estudar. Se me preocupa que a repatriem? Não, no caso dela foi pedida em casamento em Novembro por um britânico, e casem lá ou cá, vão morar em Nottingham onde estão  neste momento a comprar casa.

 

O problema é que há mais filhas e filhos (e pais e mães, já agora) de muita gente, a morar em Londres, ou noutros locais do reino Unido, assentes na incerteza de que diabo vai ser decidido a seguir e de que forma isso os vai afetar.

 

E é que é mesmo aqui ao lado, a menos de três horas de distância! Pequeno pormenor: eu que nunca saí do espaço Schengen, vou ter de tirar um passaporte para ir ver os meus netos (quando os tiver).

 

Cabe na cabeça de alguém? A resposta é sim, na dos britânicos 

 

 

12
Mai16

12 coisas que não pode deixar de fazer em Londres

Fátima Bento

Porque sim, e só porque sim, resolvi criar uma lista de 12 coisas (que bem podiam ser vinte ou trinta) a fazer em Londres.

  • BusTour - esta é 100% à turista, mas incontornável, se queremos mesmo ficar inseridos no espaço, saltos no tempo incluídos. Fizemos o nosso pela empresa Original Tours, a primeira em Londres a fazê-lo (neste momento já são mais que as mães) e escolhemos a rota vermelha: além de passar por todos os pontos imperdíveis, ainda podemos escolher a língua em que nos vão explicando o que vemos. É-nos entregue um set de fones, tipo ear plug, no inicio da viagem, que devemos manter connosco até ao final do dia, enquanto saltamos de bus para bus, consoante os locais que queremos visitar, uma vez que pára junto a todos os pontos mais turísticos. Inclui um pequeno cruzeiro no Thames, de onde podemos ver, por exemplo, a entrada que os prisioneiros faziam para a Torre de Londres. Custa £30/pessoa e acreditem, serão provavelmente as libras mais bem empregues da vossa viagem (por um valor extra, podem estender o tour a mais um dia. Não chegámos a saber qual o valor, porque não tínhamos tempo para tal).

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  • Hotel (ou B&B) em zona turística - Nós ficámos num 3 estrelas em Paddington que reservámos aquando da marcação do voo, pela British Airways. Não me lembro do preço do hotel, mas sei que, de todo, não custou uma fortuna, nem pouco mais ou menos... de qualquer forma, pesquisem bastante, já que neste momento há imensos sites de marcação de hotéis na internet, onde se encontra de tudo. Mesmo que paguem um bocadinho mais, lembrem-se que vão poupar em transportes, que é a coisa mais cara em Londres. Não se esqueçam de VERIFICAR O SITE do hotel ou B&B, antes de fazer a marcação.

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  • Andem a pé. Londres faz-se a pé, embora uma ou duas viagens de autocarro não arruínem ninguém (daí a importância de ficar instalado em Londres Central). Não esqueçam, de qualquer maneira, o GPS. Connosco  foi um salva vidas...

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  • Portobello Market - para quem gosta de mercados. Encontramos desde antiguidades até 'cozinha do mundo', passando por muita coisa contemporânea, e algumas raridades (embora fiquemos sempre de pé atrás em relação à genuinidade de certas peças com preços assustadores...) É aos sábados, não sei a que horas começa, mas penso que será tipo 8:00h, até às 16:00h, hora a que alguns vendedores baixam os preços.

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  • Oxford Street - a rua que mais vende em toda a Europa. Desde a Primark até à Cartier, passando pela Tiffanys e pela Rolex, estão lá todas as lojas que se pode imaginar - e é lá que fica o famoso Selfridges que abriu as portas em 1909, e continua a transbordar pessoas. E até uma coisa pequena: ocupa só um quarteirão(!!!)... a rua é uma imensidão, mas é também uma enorme animação. E não se armem em totós como eu: não é aqui que fica o Harrod's - que é A ÙNICA loja maior de que o Selfridges.

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  • Piccadilly Circus - a famosa praça dos painéis publicitários luminosos. No meio da praça fica uma estatua do Cupido, e nós não resistimos a tirar uma foto abençoada pelo mesmo...

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  • M&M'S World - a coisa que mais me deixo atónita nesta viagem. Fica em Piccadilly e, caramba, são cinco pisos de merchandising M&M's! Tudo o que vocês puderem imaginar... está lá. Desde o lápis, à galocha, passando pelo pijama, pela chávena de café, bijutaria...e claro, M&M's de todas as cores, em todas as declinações... não consigo pôr por palavras, só vendo. Preparem-se para ficar com o ar de parolos com que eu fiquei quando me vi numa loja gigantesca,de arquitetura aberta, e olhar para cima, dois pisos, e para baixo, outros dois, a transbordar de gente.

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  • Comer um English Breakfast à hora do almoço... ou do jantar. Porque para pequeno almoço é mesmo demais. Nós descobrimos um café em Notting Hill, enquanto estávamos no mercado, e foi lá que o comemos. Atenção: há que o faça grelhado, há quem o faça frito. O ovo, duh, tem de ser frito, mas de resto, na dúvida, perguntem. O nosso era grelhado - e mesmo muito bom.

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  • Ainda a comida: italiana, francesa, chinesa, japonesa, indiana, grega... tudo menos inglesa. E claro, há sempre a hipótese de recorrer ao fast food, que o há em todo o lado. É tudo uma questão da profundidade do bolso...

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  • Apanhar uma molha daquelas de ficar ensopadíssimo, já que até vai sem guarda chuva porque dizem que em Londres é mais aquela chuva-molha-parvos de que chuva a sério - e depois entrem no primeiro supermercado que vos aparecer e comprem uma embalagem de paracetamol e outra de ibuprofeno (todos os super os têm, de marca própria, a um preço que quase nos envergonha). Coloquem o primeiro na carteira, e tomem o segundo quando chegarem ao hotel antes de se enfiarem na banheira ou no duche. Isto se querem estar em forma para continuar o périplo no dia seguinte, claro...

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  • Ver um jogo de futebol num pub. Com direito a cachecol, impropérios, e tudo e tudo. E com umas pints de Guiness - atenção que há um ror de outras cervejas para descobrir!- ou de sidra (eu!, que detesto cerveja) e pode aproveitar, se conseguir mesa, para experimentar comida-inglesa-de-pub, então... mas, naquela... eu avisei...

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  • Perder-se no Tube. É da praxe, apesar do mesmo estar muito mais fácil de entender, e aparentemente existam menos hipóteses de se perder. Mas como Londres está (como sempre) em obras, volta na volta, passa de uma linha para outra... nós entramos na amarela, que era a correta para sair em Paddington, e às tantas mudou-se para a verde (wtf?), e acabámos no fim do mundo, uma hora depois. Daí para Paddington, foi só trocar de composição duas vezes e eis-nos em Craven Road, numa viagem que, à conta de termos passado quase hora e meia dentro do dito, nos custou £10 cada um - vêem, como eu dizia é andar a pé (e as £30 do tour não eram assim tanto). Voilá

    pob12.jpg

É assim: um fim de semana - mesmo se apanharem um voo cedo na sexta-feira e um noturno no domingo - é capaz de não dar para isto tudo. Dá para o tour no sábado - começa às oito, os últimos buses passam às 18:15h, mas a partir das 17:30h torna-se complicado porque é a hora de saída dos funcionários que dão apoio nas paragens, e os motoristas muitas vezes não param... mas se o fizerem perdem o Portobello Market... entre um e outro, para quem vai a Londres pela primeira vez, aconselho o Tour. Aproveitem para almoçar a seguir ao cruzeiro, e em de seguida voltar a apanhar o bus (tenham atenção à cor (não do autocarro mas do precurso escolhido :) ...) e continuem.*

Oxford Street é excelente para passeio de final de sexta feira, assim a partir das 18h. Tem um sem número de McDonald's, Burguer King's, Prêt a Manger, Eat, KFC... se as libras são poucas jantem por aí. Se estão mais à vontade, procurem um italiano. Eu fiquei com a ideia de que não há maus italianos em Londres... ou então tive (mesmo) muita sorte.

No que diz respeito a Picadilly Circus, se chegarem a Londres fresquinhos, aproveitem e vão. Espreitem o M&M's World, e tirem uma selfie com o cupido por trás, outra com os painéis publicitários...

Verifiquem se há futebol sábado ao final do dia (e jantem no pub) ou domingo (atenção à hora do voo de regresso).

Se estiver bom tempo no domingo, e estiverem com pouco tempo, podem sempre aproveitar para dar um passeio de mão dada em Hyde Park. Vão recordar com carinho o momento...

E depois voltem, com a barriga cheia de histórias para recordar... e contar, se for caso disso...

 

*NOTA: comece o tour o mais cedo possível. Depois das 16:00h o transito em Londres entra em hora de ponta e torna-se mais dificil aproveitar. Por isso, antes começar mais cedo e acabar mais cedo. 

 

LEGENDA DAS FOTOS:

#1 - Tower Bridge, vista de dentro do barco. Ficou na calha visitá-la por dentro, na próxima visita à capital inglesa.

#2 - O nosso hotel, Royal Eagle, em Craven Road, Paddington. 

#3 - Foto tirada da janela do quarto. Vemos um taxi, um double decker, e a inversão do sentido de trânsito, do nosso ponto de vista, pelo menos. O autocarro é o transporte mais barato, mas seja qual for a forma que escolha para se deslocar em Londres não se esqueça: compre um Oyster Card (£5,00) e carregue-o com, pelo menos £10 - que como vai ver, dá aí para um dia de autocarro (se pensa usar o tube, carregue com um mínimo de £20), com sorte...

#4 - Uma loja de arte contemporânea em Portobello Market que me parece estar aberta quando não é dia de mercado.

#5 - Sefridges. Não deu para fotografar, passeamos lá no dia em que chegámos a Londres, já era de noite.

#6 - A "benção" do cupido...

#7 - Eu e a minha filha, naquela loucura...

#8 - Não gosto de fotografar comida, por isso, olhem: o nosso era igual a este.

#9 - Almoço no dia do tour; chovia a cântaros, estava um frio terrível, e não encontrávamos sítio de jeito para comer... neste italiano (eu afirmo: não apanhei um mau italiano em Londres) provei a minha primeira pequena lagosta. Apenas por isso fotografei o prato de linguini. Para a posteridade...

#10 - Vêem as gotas de chuva? Foi no mesmo dia do almoço fotografado acima. Neste momento chovia pouquinho.

#11 - Olha a bela da sidra de... pêra(?!?). Uma garrafa de pint - tanto quanto sei, meio litro.

# 12 - Pois que aquele dia em que ficámos ensopados, fizemos o tour e etc? Foi o dia em que nos perdemos no tube. Ishhhh...

30
Abr16

Londres dia 1, parte 1 (estes títulos são tão originais e criativos...)

Fátima Bento

No dia 21, depois de uma noite praticamente em claro (ai caracoles, isto de apanhar voos de madrugada e verificar tudo duas ou três vezes, é sempre a mesma coisa...), a sister veio buscar-nos e levou-nos ao aeroporto

e não abona a favor de nenhum dos três mas parecia que éramos figurantes da Walking Dead,

embora só de olhar, ninguém o dissesse...

Chegámos, check in feito, passámos o raio X e a fronteira, e eis-nos na zona duty-free - eu sei que só é duty free para quem vem ou vai de/para fora do espaço schengen, mas gosto de lhe chamar assim, POSSO? - eu tomei um pequeno-almoço-à-pressa no primeiro canto com morfes que apareceu (o que prova que não viajo o suficiente),

alerta às tropas: caminhem mais um bocadinho que encontram uma praça

cheia de espaços onde dá para comer por um preço mais razoável

e que acabou por se revelar um encolher de ombros, em termos euróticos em relação ao que os cinco dias na cidade mais cara da Europa iam ser...

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Bom,os senhores da British Airways mandam-nos estar no portão de embarque meia hora antes da hora de partida porque é mesmo quando se começa a embarcar - na última vez que fui a Londres, também com a BA, estive à espera até poucos minutos antes do voo, pelo que fiquei mesmo admirada. E fomos nós

para desespero do homem, que já me imaginava

a voar agarrada à asa, de castigo

a chegar praticamente em cima da hora (bom, ainda ficaram à espera de passageiros, mas prontx...)

A viagem foi boa, tranquila, o pequeno almoço servido a bordo bastante agradável, e o pessoal eficiente e simpático. Apanhámos turbulência, não muita - mas eu tinha escolhido lugares perto da cauda, que o voo com abanões é muito mais giro. E mantenho a opinião.

 

Aqui em Lisboa chuviscava (shush, ninguém sabe, mas eu tinha levado o sol na bagagem). Quando chegámos, brilhava em Londres - o que foi muito bom, dado que a monarca estava em Hyde Park a celebrar os seus 90 aninhos

um qualquer piquenique em família, presumo, nada de fancy...

Chegámos primeiro que o motorista que nos levou ao hotel, pelo que tive tempo de ir a uma Boots comprar a espuma de barbear e as laminas, para o homem.

E começou: o motorista era indiano, e o patrão, português...

it's a small, small, world...!

... como de resto, quase todas as pessoas com quem estivemos em contato: de todo o lado menos britânicos. Ou seja: até aqui nada de novo.

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Fomos levados 'in the blink of an eye' até ao nosso hotel; o Royal Eagle em Paddington, uma pequena maravilha - e por pequena também me refiro ao tamanho dos quartos, e nomeadamente o tamanho do lavatório: mesmo, mesmo liliputiano! O homem, cada vez que lavava o rosto, dava uma cabeçada na prateleira, que ocupava metade da área da miniatura. A sério, lavatório de creche! MAS uma banheira que fez as delicias aqui da laide! HUGE!!!!!

 

MAS voltando um nadinha atrás...

 

DSC_0190.1.jpg

... quando chegámos ainda não podíamos fazer o check in; assim as bagagens ficaram no depósito do hotel, e fomos almoçar. 

Primeiro barrete de Londres - perdão, único! - saímos do hotel, estômago a dar horas e assumidamente turistas, 'olha um pub, buga!' e se bem o dissemos, melhor o fizemos: fomos almoçar ao Pride of Paddington, e lá pagámos quase £50 por uns pratos em que 50% do conteúdo tinha saído de dentro de um pacote de Doritos, mais uma pint de Guiness, uma de Sidra de pêra (como aqui a eu é fina, engarrafada) e dois expressos.

 

Ainda demos uma pequeníssima volta, fomos à estação de comboios e comprámos os incontornáveis Oyster cards, que carregámos com £10 cada(aqui a gaja é uma mão largas...) e à WHSmith, onde comprei as primeiras revistas e o Daily Telegraph, que oferecia a garrafa de agua da praxe, o que fica mais barato de que optar só pela água.

 

Voltámos ao hotel, fizemos o check in, trocámos de quarto - o primeiro não tinha banheira, perdi a chave do segundo, quando fazíamos a mudança entre um e outro, de cansada que estava, e teve de ser o homem a ir à receção pedir outra que eu estava tão exausta que já estava à beira das lágrimas... depois foi entrar, despir e deitar - e enquanto O abelhinha obreira andou a desfazer as malas e a arrumas as suas coisas, aqui a preguiça adormeceu. Profundamente. Acordei às 18h - o Victor (yeah, o homem tem nome!) que só tinha descansado e estava distraído com a televisão, fez o comentário habitual: não sei como consegues 'ferrar' tão profundamente. 

 

Então não consigo? Não conseguisse eu e estávamos ambos bem arranjados, aqui com a criança birrenta e mal disposta. Assim, fresca que nem uma alface viçosa, descobri que tinha deixado em solo luso a bolsinha da maquilhagem (SÓ com a maquilhagem, nada de grave) e eis-nos prontinhos para a parte dois deste post, que, claro, começará pela busca do Santo Graal para a maquilhagem substituta.

Em breve,sim?

20
Abr16

Olha a bela da malinha!

Fátima Bento

Tem tudinho o que preciso dentro: dois pares de calças, três camisolas, uns botins supé-confortáveis, roupa interior (meias e collants incluídos), sapatos altos, vestido e cardiganzinho para o jantar X, uma mega echarpe hiper quentinha. Vou juntar mais um cachecol ao vanity, e levo a roupa que vestir amanhã - as luvas irão nos bolsos. Voilá!

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E ó por fora:

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Não foi preciso sentar em cima (más línguas, ishhh!)

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