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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

04
Abr17

Desculpem qualquer coisinha...

Fátima Bento

Ando a fintar o blogue, o Instagram e mais as outras redes sociais sociais todas. Quando fiquei melhor (e depois vieram outros abalos, que de comuns já se disfarçam do que podem e me fizeram sentir doente outra vez - mas só uma noite, que na manhã seguinte chutei para canto) reparei que a mina vida está transbordante. Às vezes de pessoas, outras de momentos, e essa perceção foi tão positiva! E de repente, o que me fazia correr teclas fora, o que me fazia clicar no disparo da máquina fotográfica do telefone deixou de ter (tanta) importância.

 

Não sendo nada de pessoal em relação a quem aqui vem, a quem procurou updates - DE TODO! , a verdade é que necessitei de tempo para passear "cá por dentro" e descobrir o que mudou nas últimas semanas. Do tanto que mudei, e em concomitância, todo o resto que se alterou, a começar com a forma como olhava e interpretava algumas das coisas que compõem o meu um-dia-atrás-do-outro. E das flores com que descobri ser possível alegrá-los.

 

Ainda sinto que necessito de mais tempo, mas vou tentar passar por aqui todos os dias, porque vocês merecem. É horrível desaparecer e não dizer nada.

 

Antes de ir por agora, só uma coisa: não foi a minha vida que mudou: foi a forma como a olho... e sentindo isso na pele, devo dizer que os clichés a respeito, embora lugares comuns, são verdadeiros.

 

Bacci, e I'll be back!

 

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13
Jan17

Jogo de espelhos

Fátima Bento

Vou no comboio, lavada em lágrimas, a ouvir a mesma canção em loop. A verdade é que a letra da mesma, que é aquilo em que me centro sempre, nem tem nada a ver com o turbilhão que me envolve. Ou quase nada. Se substituirmos um tipo de amor por outro até é capaz de ter. De qualquer maneira dizem que existe uma qualquer forma quase matemática de colocar os acordes por forma a nos pôr as emoções à flor da pele, ou a transbordar olhos fora. Não sei. Só sei que choro.

 

Ironicamente atento no quanto isto das redes sociais faz de todos nós um bocadinho psicóticos. Por exemplo, se agora abrisse o FB e alguém tivesse publicado uma imagem divertida, eu colocaria o like das gargalhadas, mau grado a última coisa que me apeteça seja rir.

 

E, desfeita por dentro, ou não escrevo nada no blogue, ou procuro forma de parir um post o mais possível afastado do que sinto. Porque ninguém gosta de choradeiras nem mimims - a começar por mim, principalmente quando se trata do meu blogue.

 

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Por isso, e sem me perder entre eu e a 'outra eu', as redes sociais criaram um desdobramento reativo que, tenho em crer, é transversal a quem usa estas ferramentas há algum tempo. Claro que, pelo menos em teoria, estamos todos em risco de nos perdermos entre o objeto e o reflexo do mesmo, entre o que sentimos e mostramos, entre quem somos e quem mostramos ser - é aí que entra a psicose ainda que - quero acreditar que na maioria dos casos - de forma moderada.

 

Torna-se difícil assumir num blogue onde damos a cara, onde há quem nos conhece de carne e osso -  e se uns gostam de nós, outros afiam as presas para nos ver a afocinhar no lodo da desgraça - outros nos conhecem só de nome e foto, e de alguma forma criaram um qualquer tipo de expetativa em relação ao que desejam ver de nós, que só podemos tentar adivinhar. E em meio ao dia-a-dia comezinho, às mesmas idas e vindas, às mesmas voltas, ao jantar que foi as sobras da véspera, à falta de vontade de abrir o editor e escrever alguma coisa que espelhe pré-requisitos que podemos apenas adivinhar, acabamos por fazê-lo: pintamos o sorriso e avançamos.

 

Porque escolhemos assim! Ninguém obrigou, ninguém forçou. Entrámos no labirinto e perdemo-nos, amarinhando agora pelo nosso ego acima sem atingir o climax. Ou ingenuamente porque gostamos de escrever e esta é a forma de nos lerem. E enfiámos a nossa presença nas redes sociais numa guita e amarrámos uma ponta ao blogue e acrescentámos uma forma de dever a prender-nos a cada uma delas. E depois abrimos os nossos 'facilitadores' que nos somam os seguidores de todas redes mais o número de visitas que o blogue tem e babamos 'que boa que eu sou!'.

 

Onde foi que, qual D. Giovanni, vendemos a alma?

Onde foi que assinámos a sangue EM TROCA DE NADA (ou de tão pouco) a nossa preceção da realidade vista através de uma rede de chapéu de luto?

 

Onde foi que a dúvida deixou de ser entre qual a pessoa e o reflexo, e passou a ser entre o sujeito e QUAL dos reflexos?

14
Abr16

Perdi-me.

Fátima Bento

Entre um zig e um zag, perdi-me. Na volta, troquei um pelo outro, ou se calhar foi outra coisa e nem me lembro:

ainda ontem estando sentadinha na poltrona da casa de banho,

olhei para o lado e estava a Piccolina a beber água numa verdadeira piscina - como é que não se esbardalhou no fundo, é um mistério mais misterioso que o de Oak Island - e eu olha! quem aqui está! quando tinha tapado o ralo do lavatório, aberto a torneira, dito espera e vai agora, como faço sempre (aposto que foi assim, porque é sempre) e não me lembro de nada.

Zip.

Nothing.

Mas dizia eu que me perdi.

Há 11 anos atrás a coisa - sendo a coisa, a blogosfera - era mais pequena, e era mais fácil ter carradões de subscritores, paletes de comentários, e tutti e tutti. E eu escrevia que me fartava: sobre tudo e sobre nada. Sabem aquela coisa de ir na rua e 'isto dava um excelente tema para um post', e puxar do talão do supermercado e mais do lápis dos olhos e escrever uma ou duas palavras que me fizessem lembrar quando chegasse a casa.

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Os telemóveis não tinham câmaras e os primeiros a ter tinham preços bestiais de caros - então ia ao google imagens, usava o falecido Picnic do Picasa (atual Picmonkey) e editava-as. Às vezes socorria-me do Paint, mas irritava-me. Ah, e como sou muito preguiçosa nunca quis aprender a mexer no Photoshop (acho que sou a única cá em casa que não o sabe usar), mas foi mais porque nunca precisei, tudo o que precisei para enriquecer o blogue, aprendi, intuí, depreendi.

E depois a blogosfera cresceu, e o pessoal profissionalizou o hobby (e aqui o profissionalizou é uma pequena provocação, que não assim assim tantas as bloggers profissionais, cá):

- começaram a tirar workshops de fotografia, a comprar câmaras-tipo-deixa-me-apanhar-a-gotinha-de-suor-do-queixo-do-Cristiano-estando-eu-do-outro-lado-do-estádio;

- surgiram youtubers, que compraram câmaras de captação de imagem em movimento (também conhecidas por "de filmar") e começaram a fazer tutoriais, ou a botar discurso em vez de o escreverem*;

- e depois ligaram-se às redes sociais TODAS, e vai de atualizar o FB, o Instagram (de preferência com pics diferentes), e a tweetar coisas giras que dêem curiosidade a vir ao blogue, e pintrestizaram-se (o que eu gosto do pintrest!) e mais um não sei quantas redes, que já lhes perdi a conta, e não há semana em que alguém não me convide para duas ou três novas (em média).

E eu perdi-me.

Tenho a pagina no Facebook [quase a promover um concurso novo, que os 657 (salvo erro) seguidores não me chegam],

pepfb.png

tenho a pagina pessooal do instagram (grande salganhada, mas eu sou só uma, embora devesse ter duas contas, bem sei),

insta.png

a do twitter serve para partilhar posts - como a do google+, de resto, pelo que nem contam - e a do pintrest é o meu guilty pleasure: perco a noção do tempo...

pint.png

Em meio a isto tudo, 11 anos são mesmo muito tempo, e a gente cresce, nem sempre para melhor, e os temas começam a ser analisados, e de tão analisados, um dois, três passou o tempo! e o que era oportuno passou a ser noticia de ontem...

Deixei de escrever no blogue como uma coisa divertida, para partilhar disparates e parvoíces que fazem rir, e comecei a analisar livros e filmes, quando acho que devo, quando tenho estado de espírito para tal, quando o filme merece um elogio, porque continuo a não gostar de dizer mal.

E a abordar assuntos atuais que me dão volta.

Comecei a verificar a ortografia, as gralhas dos primeiros posts do diário de uma dona de casa (uau, continua a ser o primeiro resultado do google!) agora só se encontram por lá, desandei a polir cada post como se fosse uma coisa para publicar em livro, e o que me divertia passou a ser... um peso.

E perdi-me.

Será que consigo descobrir um nicho novo onde me insira, ou melhor ainda, criar um canto que me faça ter gozo outra vez em blogging?

Wish so...

 

{é que nem é por nada mas estou mesmo a pecisar de uma paixão novinha em folha}

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* coisa que me deu muito jeito quando o meu pai esteve comigo, porque comunicar, só falando...

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