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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

25
Set18

Eu fui...

Fátima Bento

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... ao mecânico. 

 

O problema do Rocinante, é que a porta do condutor deixou de abrir com a chave.

Por isso, se um dia destes viram uma caramela a abrir a porta do pendura, a pôr o joelho sobre o banco, a espichar-se através do habitáculo até chegar ao botão que destranca as quatro portas, a sair do carro, fechar a porta, dar a volta ao carro, abrir a outra porta e sentar-se... era eu.

 

Vai daí, lá foi ela ver se descobriam que diacho se passava com a fechadura. Calcei umas sandálias baixinhas (ah, santinha! Cá beijinho!) e lá entreguei o carro ao senhor, que me disse "uma hora". Como tal resolvi ir tomar o pequeno almoço ao sítio do costume, que fica nem muito longe nem muito perto, mas perfeitamente fazível. A meio do caminho lembrei-me que hoje era o dia de descanso daqule café...  segui e fui a outro, ao lado. Para inicio de conversa, a torrada de pão de forma que me serviram estava tão rija que foi um castigo comer aquilo. O sumo de laranja era minúsculo - e paguei o mesmo que no espaço habitual. A meio do pequeno almoço, liga-me o Victor, já que o mecânico não tem o meu número, a dizer que o carro tem de lá ficar pelo menos mais umas horas. Ok, eu vou a pé para casa. digo. Antes, porém, ainda fui ao supermercado buscar duas coisas que precisava e - MUITO IMPORTANTE! - uma garrafa de água.

 

E fiz-me ao caminho mais longo. Passava (bem) do meio dia. Sem apanhar sombras de lá até aqui - cerca de três quilómetros à torreira do sol, coisa pouca (ai se não fora a água...); cheguei a casa, e de tanto sol na moleirinha nem conseguia pensar.

 

Desfaleci (literalmente) em cima da cama e deixei-me estar até arrefecer as ideias - e o corpo...

 

Agora alegadamente poderei receber uma chamada atão venha buscar o carro.

 

Atão irei mas de autocarro - já apanhei calor que chegue, dasse!

 

(se for mais para o fim da tarde, o homem faz de caminho...  assimcumássim o dia já está fechado...)

 

15
Mai18

Ah, Primavera! As saudades que eu não tinha!

Fátima Bento

... de deixares o Rocinante amarelinho, soprando os alergénos da árvore do outro lado da rua!

 

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Desde que ele voltou da oficina, sou a melhor cliente da self auto wash*, ó caraças!

 

- ele é quase dia sim dia não...

 

(mas não me estou a queixar, antes assim que um tempo ainda mais idiota... venha o Verão!)

 

 

* vou lá duas ou três vezes por semana e ainda não decorei o nome daquilo...

 

08
Mai18

Oficina de bata branca

Fátima Bento

Lembram-se que o Rocinante foi "atacado por trás", ficou com o para-choques K.O., mais uma amolgadela na traseira e a mala a abrir mal e em riscos de não fechar? E cuja peritagem foi feita numa oficina indicada pela seguradora do condutor que se encostou ao meu corcel, e que no momento em que entreguei o meu baby, recebi um Mitsubishi Space Star para usar enquanto o meu estivesse no hospital?

 

O que eu não falei foi da oficina - e do tipo de serviço que prestam. Apesar de terem demorado algum tempo a concluir o arranjo (acredito que o facto de eu ter meio de deslocação terá afetado a ordem de reparação dos sinistrados que surgiram entretanto), a verdade é que no dia em que o fui buscar - e larguei a bolinha que às vezes me deixava fora de mim - quando entrei no carro, estacionado ao sol, reparo que no porta copos estava uma garrafa meia de água que tinha deixado quando o entreguei. Pensei, Ih, deve estar linda! Tanto tempo dentro do carro e para mais ao sol! E agarrei na mesma, pronta a verter o liquido antes que me esquecesse, e o botasse abaixo (eu com sede fico de vistas curtas e memória MUITO duvidosa...). Qual não é o meu espanto quando confirmo que a garrafa está... fresca!

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Querem mais cuidado e atenção com os clientes??? Provei: não sabia a água com mais de uma hora. Fiquei parva.

 

Mas não fica por aqui...

 

Uns dias depois recebo uma chamada: tinham ficado por pôr o protetor do pneu sobressalente (de-tes-to esta palavra) na mala, e perguntavam se me podia deslocar ali para o fazerem. Ele tinha, de facto, uma placa de aglomerado que já estava em dois ou três pedaços, por isso quando notámos que a alcatifa que forrava a bagageira (que vinha impecavelmente limpa e aspirada - acho que nunca tive o interior do carro tão limpo!!!) não tinha nada entre ela e o pneu, achámos que tinham deitado os cacos para o lixo - o que não deixava de ser estranho, mas pronto. Teríamos de arranjar outro para o substituir..

 

Pois que não senhores: ontem de manhã fui até lá à hora marcada, e colocaram uma placa novinha. 

 

A sério, não estou habituada a um serviço tão personalizado e atencioso. Cheguei a entrar na oficina: é daquelas que têm paredes brancas e os fatos macaco dos mecânicos estão impecáveis, estão a ver? Não estão? Então se precisarem de serviço mecânico que garanta* um trabalho impecável, o nome que sai da minha boca é Oficina Auto João e Jorge, em S.ta Marta de Corroios.

 

100% satisfeita - e olhem que 100% é algo que não atribuo com facilidade: 98%, 99%... agora 100%, só me recordo mesmo desta vez!

 

 

* com base na experiência que vos relato - e o que me dámais prazer é que niguém me pagou para dizer isto: é mesmo sincero!

 

08
Abr18

Nesta semana

Fátima Bento

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Foi uma semana muito mexida, mas teve um final estupido. Porque não há palavra que melhor defina a sexta feira...

 

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Dia de greve, daqueles senhores de quem ainda não decorei a profissão, mas que quando fazem greve fazem os comboios andar-mas-pouco, por isso tinha desmarcado a terapia.

Mas o dia começou cedo, com a avaliação física no ginásio. Não houveram novidades nesse departamento - bem sei como estou - a única coisa que me deixou de boca aberta foi a taxa de gordura vísceral... esta semana vou falar não com um mas com dois médicos a respeito da fiabilidade dos aparelhos que eles usam para medir tal isso.  Mas adiante.

A instrutora fez-me um plano de treino intercalado, num dia faço o A, no seguinte o B (duh!!) tudo a insistir no cardio com uns agachamentos, uns lounges (nááááááá!!!! #láagora) e umas flexões. Fizemos o treino mais longo, já que tinha o dia todo - e gostei.

 

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Fui à oficina levar o Rocinante por causa da batida. Aproveitei para pedir orçamento para tirarem os salpicos de tinta que aterraram no carro aquando da pintura do prédio ao lado do meu (cujo condomínio se remeteu ao mutismo depois do meu contacto). Fiquei de ligar a dar resposta, e trouxe um Mitsubishi Space Star de substituição... maltinha, parecia que tinha acabado de tirar a carta! Irra! 

 

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Dia de dar folga ao ginásio... acho que foi mais ao corpo, pareceu-me bem, depois de dois dias com treinos de 70/80 minutos, deixar o ácido lático fazer o seu papel. E para mais era o último dia que poderia ver o Ready Player One em 3D4DX, e estava convencida que era filme para ver com aqueles efeitos todos...  e foi.

 

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Dia de compras no hipermercado. Saio sempre de lá morta...  e fui direto para o treino. Dei graças aos céus a televisão estar no AXN, pelo que nem olhei para o painel da passadeira - e nem lhe dei inclinação... mas fiz tudo, e no final, a caminho ao canto para os alongamentos - Fátima, aula de abdominais? Gaguejei enquanto pensava na resposta... e fiz. Depois alonguei e duche. Cheguei a casa cheia de energia.

 

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Ui. Adormeci na Primavera e acordei no Inverno. A alteração na luminosidade do dia deixou-me de pantanas. Fiz a mochila para o treino, preparei a carteira para levar para Lisboa. Fui para o quarto vestir-me. Deite-me atravessada na cama, veio a Piccolina e deitou-se em cima de mim. A vontade era qualquer coisa... lá relevei, não vais ao ginásio,vais só fazer a sessão de terapia. À hora saí de casa de gabardina, e cheguei ensopada (e gelada) ao carro - sentada no lugar do condutor, liguei para o consultório e cancelei. Fui ao hiper buscar os ingredientes que necessitava para o jantar de ontem e dei o dia por perdido. Dia estúpido em que não fiz N-A-D-A que se visse! Eish, que tristeza...

 

04
Abr18

Eu e o outro: segundo dia.

Fátima Bento

Hoje pus o ginásio de folga, porque ontem estava sentadinha imóvel e não havia músculo que não me doesse. Por isso resolvi deixar o ácido lático fazer o que lhe compete - que não me lembro o que é, e não vou pesquisar - e fiz-me à estrada com o substituto, para ir ao cinema.

 

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E fui ver o Ready Player One, do Steven Spielperg, com os efeitos todos, óculos 3D cadeiras a mover, safanões, inclina para trás, para frente... água na cara... ou seja, nem me perguntem se o filme foi bom, que eu só vou ter opinião quando o vir num écran normal: a estimulação multi sensorial deixou-me sem saber se era dos raios que vinham de cima, do vento que soprava, dos solavancos quando os carros batiam... mas gostei. Bué.

 

Não trocava esta experiência; até porque não me deu jeito nenhum pagar o que o bilhete custa, mas como na semana passada não fui vê-lo e acabei por ter a sorte de o apanhar ainda na sala 4DX, lá fingi que não vi os dígitos no visor quando dei ok antes de marcar o código.

Mas a experiência mereceu o que custou.

 

Quanto à condução do outro, hoje foi intuitiva, não houveram sobressaltos nem sustos de maior, já consigo fazer o ponto de embraiagem, e quase que acerto com o timing de tirar o pé (quando não acerto, o gajo ruge a plenos pulmões, ráisopartam).

 

O que gosto mais no carro: os retrovisores panorâmicos E o ar condicionado. O Rocinante tem muitos ângulos mortos, é muito comprido, este praticamente tem a traseira a 90º, e os 5 ou 10 segundos que tenho de esperar entre abrir o pisca e mudar de faixa para ultrapassar (não vá estar algum escondido no ângulo morto - apanhei grandes sustos quando o comecei a conduzir...), neste caso não se aplica, a visibilidade é total.

 

Mas continuo a afirmar: que venha o meu corcel! Mesmo todo sarapintado de tinta, que o prédio aqui ao lado esteve a pintar e o vento ajudou a tinta a espalhar-se, qual spray, pela carroceria, plásticos, vidros... o condomínio está incontatável... e eu passadinha que o meu carro é antracite e o prédio foi pintado de amarelo areia... e tratar do meu lindo com o amor e carinho que merece custa a módica quantia de €150... não será assim tanto, MAS não estou com estômago para pagar pela merda que outros fizeram... 

 

E o barulho que o silêncio faz é uma coisa que me põe mesmo a bater mal... MESMO...

 

De resto, seja em que circunstância for... os problemas resolvem-se falando, comunicando.

 

Assim, NÃO.

 

03
Abr18

O substituto - dia um

Fátima Bento

E hoje como determinado,o Rocinante ficou na oficina. 

 

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O meu adorado corcel é um Toyota Corolla Liftback de 1993 - tem por isso 25 anos. Apesar da provecta idade, tem fecho central e direção assistida. Mas é só.

Veículo de substituição:um Mitsubishi não-sei-quê. Vocês não estão a ver aqui a menina a conduzir o dito. É que, acreditem,

 

não estão!

 

Vocês, que têm carros recentes, não vão achar nada de transcendente, mas o meu tem uma fechadura e uma chave. Este tem uma placa a que o mocinho que mo entregou chama chave, que inserimos num espaço, e depois é só carregar no botão. A mesma chave é o comando que fecha o carro. O rádio não consegui sintonizar, mas estava tão assoberbada a ver se conseguia fazer andar decentemente o gajinho que lhe baixei (a Cidade estava pré sintonizada) o volume. Vai de treinar a condução (ponto de embraiagem com este carro deve constar nos planos secretos de uma qualquer agência de segurança), com o carro na reserva.

 

Pois tá claro  que me perdi (só podia...). E voltas e contra voltas quilómetro, mais quilómetro... e o carro na reserva. Dei por mim em lugares tão díspares que nem vos conto. Eu reconhecia o nome e pensava estou onde? como é que cheguei aqui? Coisa mái linda... e o carro na reserva e postos de combustível nem vê-los. E o stress, que já era tanto, subia em flecha... bom, acabei por encostar o carro e ligar o GPS do meu telefone, quando já começava a transpirar em bica, para encontrar o posto mais próximo. A menina lá me disse o caminho, e quando vi o símbolo Galp, nem acreditei! Chiça!

Depois pedi a sua excelência que me dissesse como chegar à nacional 10, e voltei para casa.

 

QUE MANHÃ!

 

Mas tanta "esperteza", e só me manda pôr o cinto! Não tem sensores de estacionamento (), não tem GPS, tem uma direção MUITO assistida e deixa-me louca cada vez que paro num plano inclinado, quando eu estou a subir...

 

Agora estou a ver se os batimentos cardíacos descem para um valor razoável, para pegar na mochila e ir até ao ginásio. Quando acabar o treino, vou dar mais umas voltas com o substituto, que hei-de domá-lo - ou será domar-me?

 

Espero honestamente, que o Rocinante fique em condições depressa, que eu quero o meu carro! 

 

08
Fev18

Rocinante na oficina, Fátima no autocarro

Fátima Bento

Eis que está ao virar da esquina a inspeção do meu fiel corcel, pelo que este está na oficina - acreditam que o ano passado embirraram com o facto do cinto se estar a desfiar? E que isso é o que vai levar mais tempo a amanhar

 

Bom, a ver vamos se ainda temos montada esta semana, se só na próxima (é uma gaita, que no segundo caso nos lixa o fim de semana...)

 

Daqui a nada vou para a capital, que tenho terapia. Vai daí, bus-comboio, comboio-bus-casa.

Grande coisa, dizem vocês... yup. O problema é quem não está habituado...

 

Vaya que eu admito: sou mesmo uma flor de estufa. E fico descompensada...

 

 

... quando o Rocinante não está. Posso até nem sair de casa; mas gosto de o saber ali em baixo...

 

Bom tenho de me pôr a mexer que hoje a roca fia mais fino... e mais cedo.

 

 

(a ver se logo consigo fazer a critica do filme que vi ontem... pela segunda vez...)

 

22
Mar17

Fait divers #9 - Oh yeah!

Fátima Bento

Já tenho montada! O marido ligou, que o carro estava pronto, eu estive a medir como me sentia, tipo duas horas no sofá, café, pequeno almoço, tomei dois paracetamol e fui para a paragem, apanhei o autocarro e trouxe o bichaninho, meu rico Rocinante! 

porridge.jpg

 

De seguida (mas é que podia estar a morrer!) dei um pulo ao Aldi comprar porridge. Ontem já não tinha - o que eu fui descobrir! Adoro,ador, adoro. Carrego na canela e miam!

 

Cheguei a casa, toda arrastada (estou de tal maneira que o mecanico não me reconheceu...), arrumei as compras, fiz um porridge de maçã e canela e um chá, e oh happy day! Agora vou ficar aqui muito quietinha a beber o chá e a ver a serie nova da Netflix/Marvel, Iron Fist/Punho de Ferro - não aconselho nem desaconselho, mas estou a gostar.

 

Doente mas contente!

02
Mar17

O spa do Rocinante e o meu filme

Fátima Bento

O Rocinante ontem foi ao spa.

Deixei-o às 14:30h e fui buscá-lo três horas depois. E como ele estava lindo e cheiroso!

 

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Aqui a je, uma vez que tinha tempo para matar e não estava com disposição para assassinar (ainda mais) o cartão, enfiou-se no cinema. Tinha visto o cartaz e torcido o nariz aos filmes que não tinha visto. E às tantas estava lá um que até 'marchava' mas... o horário estava desencontrado... assim fui ver 'Rings'.

 

Para que não digam que só vejo filmes XPTO, ficai pois a saber que também vejo filmes XYZ.

 

Já vira os dois primeiros (o primeiro foi dos poucos filmes de terror que vi até hoje que me fez hesitar apagar a luz da cabeceira)

 

- em minha defesa: morava sozinha

e ainda não tinha visto ainda nenhum filme de terror japonês...

 

No segundo, já casada, numa sala que já não passa cinema (a saber, a Academia Almadense), grande e praticamente vazia, num daqueles momentos "ta...na...na...nã...", o MEU telefone desata a tocar... a musica da  Abelha Maia. E era eu a querer desligar o dito e sem conseguir... arranquei, isso sim, uns risinhos aos que estavam na sala (ao menos isso...)

 

Este não é mau, a história está bem estruturada - mas se vão à espera de dar pulos na poltrona, esqueçam (ou então sou eu que devo ter virado frangos - sem os queimar - vezes demais). O fim é, como todos os filmes de terror oblige, muito ta-na-na-nã.../e se, i.e. aí vem sequela. A quarta, se não me falham as contas.

 

Depois fui ao Jumbo (e eu lá tenho descanso dos super/hipermercados? ) e depois fui buscar o meu lindinho que cheirava tão bem que fiz o caminho de regresso com as janelas fechadas e a respirar fundo!

 

O meu lindinho que me leva e traz merece uns miminhos, não acham?

 

B'jinhos!

 

03
Jun16

Por aqui, à falta de Rocinante, lê-se.

Fátima Bento

{vou para uma semana sem carro, o que é suficiente para me deixar, no mínimo, perturbada...}

 

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Ora nesta semana acabei "O lar da Senhora Peregrine para crianças peculiares", - muito, mas muito interessante, para dizer o mínimo, a mim soube-me a cerejas - e segui com o último livro de Elizabeth Adler: tão, mas tão, TÃO mau que doeu.

 

e porque o leste tu até ao fim, F.B.

já que como dizes não fazes favores?

porque só perto do fim é que se espalha ao comprido

- e ao largo - de forma imperdoável...

 

 

Adler é, a par de Guillaume Musso e Mary Higgins Clark, bem como de Dorothy Koomson (todos mensuráveis com valores diferentes, atenção!), um dos meus guilty pleasures uma das responsáveis pelos meus momentos 'no brain', e que me caem lindamente nos momentos certos.

1507-1.jpg

 

Esta autora é "A" descricionista por excelência. Balizada, é certo - Espanha, França, Itália e duas ou três regiões do seu país de origem, Estados Unidos e pouco mais - mas que nos consegue fazer sentir in loco, o que não tem preço. Neste livro

(e até já havia um de que eu não gostava particularmente, mas apenas por não gostar, por ser mais do mesmo...)

ela faz a espargata sem aquecimento.

Mesmo mau. Nem tento apresentar uma explicação ou análise do porquê: li a última metade do livro de enfiada e quando começou a escorregar eu assisti ao esbardalhanço de boca aberta e mãos na cabeça. Porquê, quem escreveu tantas obras tão flawless quanto possível, se deixou levar à publicação desta merda?

Pressão dos editores?

Será problema da tradução?

Não me pareceu, mas ainda assim, pensei em comprar a versão original para o Kobo, mas neste momento nem consigo imaginar repetir a leitura de tal bosta para tirar dúvidas. Talvez numa qualquer outra altura, em que esteja particularmente brainless e já não me lembrando bem da coisa, me decida a tirar a prova dos nove. Duvido. Daqui onde estou sentada, consigo ver ali na prateleira a lombada de "Sombras de paixão", com tantas paginas que neste momento é impensável perder tempo na leitura do mesmo. Talvez na praia.

Ou não...

 com o passar dos anos, o tempo é cada vez mais precioso...

 

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Bom, mas para não me dececionar outra vez - duas de seguida são duas a mais - pensei em jogar, tanto quanto me pareceu, pelo seguro, e propus-me um volume que me pareceu uma coisa absurdamente gigantesca, já que a edição que comprei - a limitada - está impressa num papel pouco mais espesso que papel de bíblia e a fonte é bem pequena, isto distribuído por um número de paginas considerável. Mas a introdução e o primeiro capitulo passaram "a peneira" com distinção, peneira que estava com a malha apertada depois da referida deceção - e o título já me tinha chegado com endossos positivos.

 

Resumindo: está a custar-me imenso pousar o tomo, só o faço mesmo quando o cérebro se recusa a assimilar o que os olhos começam a ter dificuldade em registar - porque o Morfeu faz jus ao que lhe pertence, nomeadamente aquela janela temporal em que me devo abandonar no seu regaço. 

Mas recomendo. É um livro falsamente despretensioso, como só os bons escritores conseguem criar - e dos que até parece que estão ali ao nosso lado e entre um gole e outro de uma bebida quente ou fria, com ou sem álcool, consoante o leitor idear, nos vão contando uma história, assim como um amigo de sempre, e nós vamos acompanhando a narrativa

 

assim de simples!...

 

E vou passando assim o tempo. Entre paginas, no Farmville, e pronto... pouco mais. Vou descobrindo aqui e ali uma ou outra ameaça de surpresa menos boa, mas QSL*, o caminho é em frente.

{aviso já que, se o Rocinante não me chega na segunda feira no final do dia, vou e dou uma carga de porrada ao responsável pela cirurgia plástica do mesmo (pessoa que não conheço). Já o senhor doutor que lhe vai cuidando da saúde, e que o vai ter sob a sua alçada por 24 mínimo-e-máximo de 48 horas para uma pequena cirurgia - seria incapaz de desancar, que o senhor é uma simpatia de amoroso.

Por isso o pintor que se cuide...}

Entretanto vou ali ler mais uns capítulos, antes que tenha de pousar os óculos e apagar a luz.

Inté, gente boa!

 

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