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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

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02
Mar17

O spa do Rocinante e o meu filme

Fátima Bento

O Rocinante ontem foi ao spa.

Deixei-o às 14:30h e fui buscá-lo três horas depois. E como ele estava lindo e cheiroso!

 

starwash.png

 

Aqui a je, uma vez que tinha tempo para matar e não estava com disposição para assassinar (ainda mais) o cartão, enfiou-se no cinema. Tinha visto o cartaz e torcido o nariz aos filmes que não tinha visto. E às tantas estava lá um que até 'marchava' mas... o horário estava desencontrado... assim fui ver 'Rings'.

 

Para que não digam que só vejo filmes XPTO, ficai pois a saber que também vejo filmes XYZ.

 

Já vira os dois primeiros (o primeiro foi dos poucos filmes de terror que vi até hoje que me fez hesitar apagar a luz da cabeceira)

 

- em minha defesa: morava sozinha

e ainda não tinha visto ainda nenhum filme de terror japonês...

 

No segundo, já casada, numa sala que já não passa cinema (a saber, a Academia Almadense), grande e praticamente vazia, num daqueles momentos "ta...na...na...nã...", o MEU telefone desata a tocar... a musica da  Abelha Maia. E era eu a querer desligar o dito e sem conseguir... arranquei, isso sim, uns risinhos aos que estavam na sala (ao menos isso...)

 

Este não é mau, a história está bem estruturada - mas se vão à espera de dar pulos na poltrona, esqueçam (ou então sou eu que devo ter virado frangos - sem os queimar - vezes demais). O fim é, como todos os filmes de terror oblige, muito ta-na-na-nã.../e se, i.e. aí vem sequela. A quarta, se não me falham as contas.

 

Depois fui ao Jumbo (e eu lá tenho descanso dos super/hipermercados? ) e depois fui buscar o meu lindinho que cheirava tão bem que fiz o caminho de regresso com as janelas fechadas e a respirar fundo!

 

O meu lindinho que me leva e traz merece uns miminhos, não acham?

 

B'jinhos!

 

07
Fev17

O retiro #5 O Spa/a piscina

Fátima Bento

WVM-June-2016-Mary-Fran-LIFE-Image-1-1.jpg

Lembram-se de uma personagem dos desenhos animados,o Mr Magoo? Se não se lembram, tentem ver, no google imagens a figura do senhor. 'Perem aí que ponho aqui uma. Já está, ali na esquerda.

O personagem "não via um boi" a menos que pusesse umas daquelas gafas fundo-de-garrafa que deixavam qualquer observado com vontade de fugir... uma coisa daquelas parecia que até era capaz de nos ver a roupa interior...

E a que propósito vem o boneco nesta narrativa? Já lá chegamos...

Depois dos labirintos calcorreados para chegar ao Spa, como contei aqui, pedi indicações na receção do mesmo para a piscina (sim, TIVE de pedir indicações!) indicam-ma e passo por balneários com larguíssimas dezenas de cacifos. E vejo-a: a porta que diz piscina.

BOA!

Abro a dita, e está outra um nadinha à frente. Já cheira a cloro. Empurro-a e fico parada do outro lado a avaliar a visão: À minha frente, uma piscina bastante grande, com jatos e afins, que fariam a delicias de qualquer um. Olho à volta:  é o deserto. Nada onde sentar, pôr a toalha, o roupão, a bolsa com o livro e a chave do quarto... perscruto de novo. Népia. Um imenso espaço nu. Entro do balneário, enrolo a toalha, o roupão a clutch, e coloco-os dentro de um cacifo, por camadas. Não tenho cadeado, e tenho má memória. A rezar a todos os santinhos que não me esquecesse que era o 46, e que ninguém lhe mexesse - dentro da bolsa também estava o inevitável telemóvel - volto para a piscina.

Tiro os chinelos e meto-me na agua... quentiiiinha!!!! Faço a piscina até ao topo, onde já não conseguia pôr os pés no chão deixando a cabeça de fora, e observo: entram duas ou três pesssoas que colocam a toalha num gancho na parede que me tinha passado despercebido!

Ok gaja, vai buscar os bricabraques enquanto ainda te lembras do número...  enfio os chinelos nos pés e ao segundo passo escorrega o pé/chinelo, faço um plié, meio downdog, ainda sigo para a postura do guerreiro, mas lá me aguento sem a completar - só não dei um tralho porque não calhou - mas recebi nota maxima em graciosidade, isso posso garantir - vou ao cacifo, resgato os meus valores e quando volto a entrar no recinto, o meu olhar, mais afilado, mostra-me que, encostadas à parede de fundo (que, como todo o espaço, era em vidro) estão prefiladas uma boa dezena de espreguiçadeiras. Lá vou eu pegar numa (aquela gaita, para além do peso, dava um destes jeitinhos a transportar, que nem vos conto... e mesmo que quisesse pedir ajuda, não havia a quem...), e encosto-a num canto, paralelo ao vidro, de onde via o campo. Coloquei-lhe em cima roupão, clutch e toalha, e voltei para dentro da piscina. Nadei à cão, rebolei à golfinho (e claro, engoli uns pirolitos no processo) fui aos jatos (a força que aquela coisa tem...aiaiaiai), nadei à séria (o meu à séria é uma pequena desgraça) flutuei (o meu desporto aquático favorito!), fui até à fonte de boca larga, liguei-a e deixei-me ficar a levar com a agua na cervical, nos ombros e nas costas... saí a nadar e fui até ao fundo, saindo da piscina em direção à espreguiçadeira embrulhando-me na toalha e posteriormente vestindo o roupão. E recostada, olhei em frente.

 

E é aqui que entra a sensação Mr. Magoo de que falei no inicio do post.

 

Uma meia dúzia de pessoas olhavam para mim fixamente. Qual "privacidade" (o conceito de privacidade, ali era definitivamente um lugar estranho) !?! O ginásio ficava por detrás da parede que acompanhava o comprimento do espaço onde a piscina estava, e todos os aparelhos de cardio estavam virados para a mesma. Eramos poucos dentro da piscina (no momento, três) para onde é que aquelas alminhas olhariam?

 

Arghhhhh!!!!!

 

Puxei do livro. Li o primeiro capitulo (claro que não ia armada - e aí o armada aplicar-se-ia, ehehehe) de Zafón (aquele livro é uma valente arma de aremesso!)! Levei, apropriadamente, 'A Gorda', da Isabel de Figueiredo. Apesar do pouco sol e do mau tempo que se fazia anunciar, muito de longe em longe passava alguém a puxar um trolley de golfe. À minha frente um lago com patinhos (e outras aves) que se entretinham - e a mim - a voar e a fazer cabriolas, aterrando depois na agua.

Ah! Dêem-me agua, natureza e animais que fico feliz. Mas quando volto a cabeça e vejo quatro ou cinco pessoas de olhos cravados em mim, pronto, não desço à terra, caio desamparada.

 

Voltei à piscina. Mas o incómodo que sentia encurtou o prazer. Saí, repeti o ritual, toalha e roupão voltei a enroscar-me na espreguiçadeira, overconcious a tapar todos os centímetros de pele exposta - para aquecer o corpo, devido ao molhado fato de banho, e sigo com o olhar a parede do ginásio para cima. Vejo uma sala iluminada, com mesas preparadas com snacks para um coffee break, que indicavam palestra ou similar. Imaginei as pessoas a chegarem-se às mesas e a espreitarem para a piscina...

 

Ná. Já era um bocadinho a mais.

 

 

Meti o livro na bolsa, peguei na toalha, e saí do recinto. Ao passar de novo na receção do clube perguntei onde (diacho) era o banho turco, a sauna e o jacuzzi. Pois que tinha que seguir por outro corredor, e coiso... agradeci, voltaria mais tarde.

Não voltei. Eu!, para quem o jacuzzi é a melhor coisa do mundo e arredores...

Consegui dar com o caminho de volta (!!!). Entrei no quarto e pus o banho a correr. Enfiei-me dentro da banheira quase 40 minutos. Daí segui direto para a cama, pus o despertador para as 19:30h, e adeus mundo, que já volto.

 

05
Fev17

Retiro de Fevereiro #4 - onde está o Wally?

Fátima Bento

Tenho umas manias, como os putos, que mal entram num quarto novo e desandam a saltar em cima das camas (pelo menos nos filmes); eu é mais chegar e enfiar-me dentro dela. 

 

E foi o que fiz: tirei a roupa - dado que em seguida ia vestir o fato de banho, até calhava bem - abri a cama e meti-me dentro. Agarrei o telemóvel e liguei-me ao marido para pôr a conversa em dia (por sms, que de-tes-to falar ao telefone). Depois fechei os olhos,virei esquerda, direita, abri os olhos (ARGHHH a cozinha ainda lá estava!!!) e enfeei o fato de banho, e de roupão e chinelos mais a toalha, desci ao piso do spa. 

 

Chegada à última parede, tinha lá uma placa a indicar uma serie de coisas, incluindo spa. UMA PLACA. Eu olhava na direção indicada e via um corredor de portas de quarto sem fim. Voltei atrás e perguntei:

 

Onde.Como. Spa.

 

Tive sorte havia um funcionário que ia na mesma direção e me deixou no "cruzamento": dali era virar à direita e enfiar-me num elevador para baixo, isto depois de andar o que me pareceu um horror de tempo

(e foi neste momento que pensei que teria sido boa ideia trazer umas migalhas para ir largando,

de modo a encontrar o caminho de retorno...)

 

bread.jpg

 

Encontro torniquetes (tinha de me enganar no torniquete...mas como é que alguém se engana num torniquete?) A entrada dos hóspedes era por uma porta tipo cancela, o torniquete era para os membros do ginásio. A dita cancela era TAMBÉM por onde entravam os funcionários...

 

(deixa de ser snob, mulher! ... just saying).

 

Tinha chegado ao espaço spa. E ginásio...

 

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