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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

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30
Ago18

A odisseia da Mia

Fátima Bento

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Quando voltámos dos quatro dias de férias, a Mia foi à vet. 

 

E perguntam-me: ela é calminha quando a estão a observar? Respondo ela nunca esteve num veterinário (lamento, mas não). Esta pergunta foi feita quando se estavam a preparar para lhe espetar uma seringa na jugular para tirar sangue; penso que nem eu seria calminha... resolvem tirar da perna, enquanto eu a seguro enrolada numa manta sobre a mesa de observação e o Victor lhe acaricia a cabecita e vai falando com ela, já que eu emudeço durante a coisa: fico tensa como uma corda de piano: isto só é porque tem de ser e se tem de ser, tem de ser, mas fico hirta e nem consigo pensar.

 

O sangue é debitado para a perna muito devagar, e a tortura dura uns dois ou três minutos, perto do final a criança está meio enlouquecida. Quando a largamos sinto-me mal disposta e só penso, querem ver que vou aqui dar uma valente barraca??? Não dei... sentei-me e esperei até me sentir melhor, discretamente. Entretanto a Mia sai do lugar onde se escondeu, salta para a cadeira da doutora e começa a tirar a ligadura; minutos depois está a comer um miminho, e enquanto esperamos os resultados das analises ocupa-me o colo. E ali fica.

 

Os resultados confirmam a apalpação: estará (aqui nunca há certezas) com uma inflamação nos intestinos. Decide-se começar tratamento com um antibiótico e um anti inflamatório, mais um comprimido para lhe reforçar o estômago. Certo.

 

Voltamos para casa (depois de quase desfalecer outra vez quando me dizem o total a pagar), e ela sai da transportadora toda pimpona com os seus dois quilos e quatrocentos, mas o stress não demora a refletir-se nas fezes, que voltam à liquidez que já não tinham (cinco vezes!!!) e no vómito: há uma semana que não vomita, e emparelha o número de vezes que o faz, com o que vai à liteira: cinco. Decido começar o tratamento quando ela estiver mais calma, já que assim nem ficaria lá nada dentro. Dou-lhe inicio no dia seguinte.

 

A primeira toma foi normal, ela refilou, mas fez-se. A segunda, mais difícil: ela cuspiu, eu apanhei e voltei a dar, ela passou-se... mas lá engoliu. A terceira, complicada: ela não engolia de maneira nenhuma, cuspia, eu apanhava... caramba!! Na quarta toma, segundo dia à noite, resolvi misturar na comida: pois, pouco foi ingerido - e até hoje ela não toca naquela variedade de Sheba. Entretanto continuou a vomitar e com diarreia. 

 

Na manhã seguinte, parei com tudo: ela tinha já, visivelmente, perdido peso, e estava hiper stressada com o tratamento. Na semana que se seguiu à ida à vet, perdeu mais de um quilo - e no último fim de semana, voltou a pesar a menos de um quilo. Deixou de comer na última sexta, eu olhava para ela e dizia ao Victor está mesmo a aproximar-se do fim. No sábado acreditámos que não estaria viva no domingo.

 

Mas no domingo levantou-se e comeu, embora só o molho. Dei-lhe sopa da Gourmet, e ela acabou por comer uma saqueta inteirinha ao longo do dia. Ainda assim, na segunda feira levantei-me a medo, com o Ippo e a Piccolina sobre a minha cama, e a Mia fora de vista... afinal estava no corredor. Já comeu melhor. O cócó, que tinha a consistência da urina, espessou. E ao final do dia voltou a avidez.

 

Neste momento está a comer bem e com vontade, e as fezes estão a ficar com um aspeto perto do normal. Nunca mais vomitou.

 

Agora, o que é que eu tinha dito? Que não a levava à vet para não lhe causar ansiedade, lembram-se?

Por a Mia ser absolutamente permeável ao stress, mais que a qualquer outra coisa. 

Então porque é que o fiz??? Para me provar que tinha razão?

 

A culpa é lixada, e se não a tivesse levado, acho que quando chegasse o fim ia achar que devia tê-lo feito. Se ela morresse em sequência da visita à vet, ia sentir-me culpada por tê-lo feito... assim só tive de me sentir culpada por tudo isto e ela me ter dado desprezo durante dias, e rosnado cada vez que lhe fazia festinhas... deixou de ir dormir comigo vai para uma semana... mas apareceu esta noite e (finalmente!!) voltou a ronronar.

 

E estamos nisto. A Mia está outra vez em reta ascendente. Não volto com ela à vet (que é uma excelente médica, mas eu conheço a minha pequenita, e tenho a certeza que é a melhor coisa para ela). Continuarei atenta a dores, que essa é a única coisa que me fará mexer.

 

Isto é uma montanha russa desgastante, mas ela lá vai ganhando a corrida. Antes assim!

31
Jul18

Ó da guarda!

Fátima Bento

Cansaço, exaustão, a ansiedade ao flor da pele, sensibilidade mais de que qb, uma vontade nem sei de quê.

 

Começar um livro, ler as primeiras paginas e colocar de lado (acho que vou ter de largar a Koomson e começar o único Kepler que tenho em casa por ler, já que parece ser a única coisa que me agarra neste momento; e ainda assim tem de passar o teste das primeiras duas paginas).

 

Pensar no todo e ver tudo enevoado - é aqui que entram as listas que vou fazer já de seguida. A cabeça não está no sitio, e é o cansaço, e a ansiedade, que me ganham aos pontos. Os gatos a bufar irritam-me, vou pôr ordem na capoeira e chego à conclusão que podia ter ficado quieta, eles entendem-se! 

 

Tenho de sair, de ir pôr dois pantufos novos no carro e fazer mais meia dúzia de coisas, e baralha-se na minha cabeça a decisão de quando fazer o quê (é pá, vai e faz, porra!)

 

Estou mesmo cansada. Aquele cansaço que nos deixa à beira das lágrimas sem razão, por pura exaustão.

 

Acho que vou tratar do que há a tratar agora, aproveito e tomo o pequeno almoço fora de casa - não tenho mirtilos, (porra!), para pôr no iogurte, e isso este momento parece-me ser a coisa mais importante do mundo...

 

Acho que não há nada como sair de casa, já. 

 

E vou levar A vidente comigo, que os pneus é coisa para demorar de 30 a 45 minutos... logo mais logo troco as fotos aí ao lado.

 

Inté.

 

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#nãovásdefériasnão

 

25
Ago15

Era uma vez - tirem-me deste filme.

Fátima Bento

Ok, acabaram as férias. Este ano não vão deixar saudades: foram um stress dos diabos. Querem três semanas a destaralhar, com saídas apenas para ir ao hipermercado e/ou ao IKEA? Com duas idas ao cinema e duas refeições fora, e mái nada. Praia? Nem o cheiro, quanto mais... a ver se o tio Pedro e o gajo que me vai pintar o Rocinante são porreiraços e me deixam ainda ir à praia antes da cirurgia, isto é, antes de oito de setembro - nessa altura, fecho as férias a cadeado, que ir à praia novamente, só no próximo ano.

Mas juro, estou mais stressada que antes do inicio das mesmas. Irra!

Para as fechar com chave de ouro, a máquina de lavar roupa 'passou-se' no sábado, começou a fazer uma barulheira danada  durante a centrifugação, e depois fez um 

BUMMMMM

- presumo que o tambor tenha saído do sítio - pelo que o barulho ficou além, muito além dos decibéis permitidos por lei... mas acabou o programa, a roupixa ficou lavada.

Ora no dia seguinte arrebanhei o que pude, lençóis e afins, e fiz uma última tentativa: ou vais ao lugar, ou rebentas de vez.

Para encurtar a história, rebentou de vez. 

Começou a babar baldes, lá a consegui pôr a esvaziar, e foi retirar a roupa e bora lá estendê-la a pingar. Ao desenrolar os lençóis, dou um BERRO: escondido na dobra do elástico tinha ido... o meu telemóvel! 

À máquina.

Não foi só agua, mas agua durante MUIIIITO tempo, e quente, embora a temperatura que uso seja baixa.

Ou seja, bye bye máquina, bye bye telefone.

Fiquei que parecia que me tinham dado uma descarga de taser... arroz, arroz, arroz, dizia ela. E sim, desmontei, meti numa caixa com arroz, e tudo e tudo, mas debalde (obviamente) - e o arroz até era basmati ()!

Bem, estendi a roupa, e fui ao quarto pôr o telefone que era do meu pai a carregar, para lhe colocar o cartão dentro (sim os dois cartões - sim e micro sd - funcionavam). E depois meti-me no Rocinante e rumámos a Lisboa, para levar a namorada do meu pikeno à estação do Oriente. Pela 24 de Julho que é muuuuuuiittttooo mais longe, mas era o único caminho de que me lembrava com segurança - para cá já regressámos pelo eixo norte-sul.

Quando me deitei à noite estava triste, triste, o meu móbil faz-me falta, jogo sempre mahjong antes de ler umas páginas do meu livro do momento. Desta vez, nem li.

Ontem acordei e apeteceu-me fazer-me numa bola e ficar deitada até às quatro ou cinco da tarde. A vontade durou cinco minutos e estava de pé. TINHA de ir comprar uma máquina de lavar e um telemóvel. Só de pensar ficava doente.

Bom, umas horas mais tarde lá fui, e consegui fazer duas grandes compras (mesmo). E tenho um telefone com as mesmas 5 polegadas e uma série de fun stuff que o outro não tinha - e oito gigas de memória, o outro tinha quatro. Mas juro que não queria. Estava bem com o Huawei, muito bem. Agora toma lá um Xperia e não te queixes (de todo).

Se não me chegava ter comprado os móveis da sala - e tenho um ektorp, já vos tinha contado? TENHO UM EKTORP!!!!! YESSS - ainda surgiu esta despesa de que não estava nada à espera. E este mês ainda tenho de pagar a cirurgia...

... pessoas: eu tenho de respirar fundo, já passou, não vem daí mal ao mundo, yada, yada, mas ainda estou muito, muito aflita/sressada/ansiosa, e essas coisas todas.

Fogo! É dose...

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{ok, eu sei, está aí alguém a pensar, 'e queixa-se ela! Num dia parte-se a máquina, avaria-se o telemóvel e no dia seguinte já tem um telemóvel novo e e uma máquina comprada... isto de falar de barriga cheia...'  Eu provávelmente até pensaria assim se lesse isto. Mas gostava muito que se perguntassem QUANTO TEMPO ela vai andar a pagar este imprevisto. Não, não tenho nenhuma máquina de imprimir guito, nem uma conta nas ilhas Caimão ou num banco Suiço. Por isso, esta brincadeira vai ser pior que as pilhas Duracell: e dura, dura, dura... }

E com este post encerro este 'muro de lamentações'. Rentrée, vida nova. Até ao inicio de Setembro vou andar um bocadinho perdida, mas a partir de dia um, podem contar com novidades.

Bacci.

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