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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

21
Out16

E depois fico com os azeites e desando a destilar veneno...

Fátima Bento

Há aquelas pessoas que acham que são donas de verdade, que são a última bolacha do pacote e que só elas é que sabem. É que não interessa o quê: donos da verdade, é aos molhos!

 

E há uma coisa que me irrita solenemente em termos de certezas: a educação dos pequenos. Dos nosso infantes. Passo o cliché, mas daqueles que a vida nos emprestou para prepararmos para o momento de descolagem e abertura de asas: esses.

 

E venha quem vier dizer o que quiser, e encham-se paginas de revistas de todas as nacionalidades, de carateres a dizer que É ASSIM, e não é de outra maneira: 

 

TRETAS

 

É que na educação como no resto, cada caso é MESMO um caso, e não há respostas certas. Nós, enquanto pais, funcionamos por tentativa e erro, esperando que os inevitáveis enganos cometidos não sejam irremediávelmente irremovíveis do inconsciente dos petizes. E avançamos, com maior ou menor bravura - que nos vem e muito, da forma como fizeram o trabalho connosco e se sedimentou (ou não) segurança qb.

 

De resto existem algumas balizas comuns.

 

Aqui em casa temos dois exemplos antagónicos: o marido e o irmão sempre trataram os pais e demais família por você, e eu e a minha irmã sempre tratámos os pais e avós por tu. Verdade ou coincidência, havia um maior envolvimento emocional na minha família (para o melhor e para o pior) de que na do marido. E depois os meus filhos quebraram o tabu e correram toda a gente a 'tu', sem incentivo - nem censura. Foi assim, não tendo havido melindre, não houve necessidade de corrigir a mão. Pronto.

 

Nunca ninguém - à excessão de uma professora do meu filho no primeiro ciclo - tratou os meus filhos por você (independentemente da utilização da segunda pessoa verbal, ou do nome da criança - o que é uma mariquice estilística, na prática dá no mesmo), nunca.

 

Acho que era capaz de morder quem o fizesse. 

 

A distância do você é um corte emocional que pressupõe um tratamento à distância de um braço bem esticado e-não-chegas-mais-perto-por-muito-que-te-esforces.

 

 

E isso é mesmo, mesmo retorcido.

 

 

Pergunto a mim própria se, tirando a óbvia necessidade de marcar a superioridade face aos não-(me chegas aos calcanhares)-pares, o vincar 'eu sou de berço e tu não'

 

(ih se fossemos por aí! os podres das auto designadas últimas coca-colas do deserto fedem a quilómetros, é só necessário um nadinha de atenção...)

 

é uma forma de esconder uma terrível sensação de vazio afetivo, e que dizem as psicologias, nos faz agir por imitação ou oposição, sendo neste caso preciso a primeira opção ou

 

mais grave, muito mais grave

 

é apenas um capricho fútil, um meio fácil e acéfalo de trepar socialmente aos olhos de terceiros e entrar ou permanecer no meio de todos os outros (outros enquanto reflexo do próprio), diferentes dos párias que se tutoient a torto e a direito como se não houvesse amanhã. Assim como eu e as pessoas com quem privo.

 

Por isso, e para rematar a prosa que já vai longa, não há certezas em termos de educação E o "você" é uma... nem lhe vou chamar falsa questão...  é uma questão de merda, levantada por pessoínhas que se esquecem que, quase sempre, a última bolacha do pacote... está esmigalhada.

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