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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

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09
Dez16

Porque não escrevi sobre o dinheiro que se perdeu para o combate à fome

Fátima Bento

Ontem falhei o calendário do advento

(mas eu prometo que vou tentar compensar)

Há dias assim. Dias em que a gente decide escrever e há um gremlin que se empoleira no nosso ombro e nos sussurra "para quê"?, e a gente enxota-o, mas o eco das palavras fica.

Hoje ainda estou um bocadinho (mais) assim. Não é que não me apeteça escrever, mas os assuntos...

A noticia do dinheiro perdido em 2016 para o combate à fome no nosso país fez-me, de manhã, abrir aqui o editor. E depois fiquei a pensar que não valia a pena.

Escrever.

 

As histórias repetem-se, e os círculos são pequenos. O dinheiro, dizem as notícias  - que como sabemos, valem o que valem, e que cada vez é menos - serve para promover a distribuição de produtos alimentares pela AMI e pelo Banco Alimentar Contra a Fome.

 

 

Ora a AMI (associação sem fins lucrativos por que tenho o maior dos respeitos e admiração) diz ter, em 2015, recebido uma pequena tranche, pelo que eu, que sou (espero que excessivamente) desconfiada até à medula no que diz respeito ao Banco, pensei logo no que sei, mas só em teoria e no que não sei mas me vão contando, e vieram-me logo à cabeça palavras como corrupção,e boys, e vai daí chutei para canto e decidi não escrever sobre o assunto.

Prontx. 

OscarWilde.jpg

 

29
Jul16

Terrorismo também é isto (apesar de, no imediato, o desenlace ser feliz)

Fátima Bento

A definição de terrorismo não deixa grande espaço à imaginação. De acordo com a Infopédia - mais propriamente com o  Dicionário Porto Editora com acordo ortográfico - a definição é esta:

terrorismo.jpg

 

... e está tudo lá.

O que a União Europeia leva a cabo - nomeadamente os países que se tomam como sendo 'de primeira' fazem aos países 'de segunda' - com a espada de Dâmocles das sanções sobre a economia, o papão dos défices

 

[que está mais que provado que vale o que vale, dado que a Itália não acerta um e nunca sofreu uma - UMA! - penalização (e não vou falar no caso francês, que como disse Junker há pouco tempo, "... a França, é a França!")] 

 

é uma forma bastante clara de terrorismo (e volto a citar): "prática de atos violentos e dirigidos contra um país, um governo(...) com o objetivo de causar terror e fragilizar o poder estabelecido, de forma a tentar impor determinados objetivos, geralmente de ordem política"

 

Duvidas??

 

Pois que assim o senhor Shäuble pode dar vazão à sua via ditatorial e fascista (ato ou prática autoritária ou intolerante), e ter aquela sensação inebriante de poder que lhe torna os dias menos cinzentos.

E os países pequeninos - nesta última investida, os países Ibéricos - tremem nas bases e quase têm uma coisinha má enquanto esperam que os decisores estiquem o braço e mostrem o polegar.

 

O que é que difere a prática destes senhores dos atentados terroristas? As mortes? Fazemos nós ideia dos suicídios que tiveram lugar durante o resgate?

Resgate que agora vêm dizer que foi feito com metas erróneas? Que o FMI fez mal os cálculos e que em vez de pele e cabelo, bastava terem-nos tirado um, e apenas um, dos dois?

 

Isto é como na violência doméstica: há a física e a psicológica. A física dá direito à apresentação de provas documentais; a psicológica é mais difícil de provar e muito, mas muito mais difícil de sarar de que uma fratura exposta.

 

E são ambas "filhas do mesmo pai".

 

Defendendo a criminalização dos terroristas, olhemos também para dentro de portas e tenhamos a autopreservação de limpar a nossa casa. Sendo a nossa casa a Europa.

 

Porque tudo isto, meus senhores, não passa do fogo-fátuo do poder, que encandeia os pobres de espírito, que se sentem assim uma espécie de escolhidos.

 

Tão mal vai este mundo...

euro_ballchain_article1-1359124558.jpg

(imagem google images)

04
Jul16

Brexit: onde deixasteis a coluna dorsal, mr. Farache? (coisas que me encanitam #2)

Fátima Bento

Não há nada melhor de que, depois de uma insónia monumental situada algures entre um dia assim (39º) e outro assado (27º a esta hora - meio dia), depois de ter adormecido a deshoras e acordado tarde com a inerente dor-de-cabeça de horários desregulados, depois de dar de comer às bichanas, tomado o pequeno almoço e tirado o café, chegar ao pc e deparar com esta notícia...

 

Digamos que fiquei com as entranhas às voltas.

 

Continuo a defender que a Inglaterra não perdeu tempo a fazer contas quando decidiu sair da UE. E quando falo de contas não falo de dinheiro; falo dos efeitos perversos de uma pedrada no charco DESTAS dimensões, que deixou reverberações profundas e que seriam previsíveis, tanto externamente (e dou de barato que os britânicos se estejam a borrifar para a Europa), como internamente - e aí, ladies and gentelmen, a roca fia mais fino... e o termo irresponsabilidade ganha uma amplitude diversa, e imensa.

 

Expetávelmente, o Império Britânico adivinha-se reduzido... e não eram necessários poderes divinatórios para o antecipar. A Escócia já tinha estrebuchado, e dadas as circunstâncias, exige o direito de ter voz própria. A Irlanda, que também disse não ao Brexit, vai apanhar boleia dos senhores de kilt, e a Inglaterra vai ficar a olhar para as mãos... e pronto, para o País de Gales. 

 

A UE, ao contrário do que pensei de inicio, vai aguentar-se. Por um cabelo, mas se não levantar demasiadas ondas, se contiver a perversidade do senhor Shäuble, sempre pronto a disparar primeiro e pensar depois - e que enquanto a Europa ainda se mantém a fazer ten-tens, contiua a destilar veneno de ditador-em-potência e a atacar os pequeninos (sem sequer colocar a hipótese de, ao fazê-lo, estar a disparar nos próprios pés) - porque isso não ajuda MESMO ninguém.nigel-476634.jpg

 

Mas voltando a Farage, aquela ave-do-paraíso britânica, arauto da desgraça no primeiro discurso na noite do referendo, e eufórico no segundo (pile-ou-face?): esse senhor deveria estar agora sentadinho na cadeira de presidente do partido que deixa, preso com fita adesiva daquela prateada, com muitas voltas, tornozelos e pulsos, e agora ficas ai e arcas com as responsabilidades. Porque se o prédio cai, a culpa é do empreiteiro!

 

Mas Nigel Farage pegou no cliché e fê-lo dele: os ratos são os primeiros a abandonar o navio. E o senhor, cobardolas como se mostra, dá à sola antes da Bretanha se desintegrar.

 

Um exemplo a não ser seguido por gente com espinha dorsal.

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