Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Um dia diferente

12.03.14 | Fátima Bento

Abri a epoca balnear.

Isto não quer dizer que fui passear os pezinhos à beira da água e que desatava a correr para não os molhar. Nem que fui lagartar para a toalha e apanhar aquele sol que deixa toda a gente constipada e com dores de cabeça (eu não tenho  quaisquer sintomas desses...).

Não.

Abrir a mesma, segundo aqui a F.B. quer dizer ir ao banho. 

Fui. Só não fui de fato de banho e a agua não me passou da cintura que o mar ainda não está para brincadeiras. Quando cheguei, à uma (hora perfeita para chegar à praia, como é certo e sabido - não!), já sabia que ia ter reação-de-cão e correr para a água. Dito e feito. Tirei os ténis (é que quando saí de casa era para ir ao ginásio...) e dirigi-me à água contente da vida, sol quentinho e vento zero. 

Água fria. Água mesmo fria. Mesmo, mesmo - mas passado um bocadinho já não se nota.

O mar puxava brutalmente, a ponto de, por duas vezes, estar quase a perder o equilíbrio e a dar um mergulho forçado; a areia fugia debaixo dos pés de cada vez que as ondas recuavam, e os avanços e recuos aconteciam sem qualquer cadência. Pela altura das coxas foi onde a água chegou, e vinte minutos depois vim para a toalha secar os corsários (eu disse que saí de casa para ir para o ginásio, não disse?). Meia hora depois voltei à carga e a maré tinha descido ligeiramente, pelo que o mar já não puxava como antes. Aventurei-me mais um pouco, o mar foi amigo e não me pregou nenhuma rasteira. Foi até à cintura, e depois fiquei sentada à beira d'água até já estar ensopada há tempo demais e achar por bem voltar para me deitar na toalha a ver se não saía da praia com 500 quilos de areia colada à pele, e sem vir a pingar nem a escorrer.

Quando mepareceu já estar ok, peguei na pouca tralha que levei (tinha esvaziado o saco do ginásio, e juntado à  toalha do banho a revista e o caderno, dinheiro a chave do carro e telefone), e rumei ao carro, com paragem obrigatória no banco de calçar, em que sacudi o máximo de areia possível com a t-shirt (a única coisa que levava em duplicado). Por acaso resultou (a areia comigo funciona sempre -menos hoje :) - tipo polo negativo/polo positivo - cola e não descola).

Chegada ao carro usei o banco de trás como vestiário para troca de calças e calcinhas (o que eu gosto desta altura do ano, sem vivalma no parque), e fiz-me ao caminho de volta, que faço sempre devagarinho, para aproveitar até a viagem p'ó relax.

Foi bom, soube bem.

A praia faz-me tão bem.

(quanto à inveja, poupem-se... chegada a casa fiquei logo com a conta em dia...

... no good deed shall go unpunished, como diz o outro...)